Egressa conta como conseguiu bolsa de estudo no exterior

Isabelle Jacob dedicou o TCC ao que gosta e esse foi o diferencial para conseguir vaga na California State University Northridge

Estudar fora do país a princípio pode parecer complicado, principalmente por questões financeiras. Entretanto, a história de Isabelle Jacob, 24, recém-formada em publicidade e propaganda, mostra que com organização e foco nas bolsas disponíveis e sites especializados é algo possível. Em 2021,  ela será aluna da California State University Northridge (CSUN). 

O caminho que a levará à Califórnia começou a ser traçado no ensino médio, quando cursou técnico em publicidade e propaganda. Uma vez na faculdade, descobriu gostar de participar da construção da ideia dos produtos, e não somente criação de campanhas. Com a chegada dos últimos períodos, descobriu e aprendeu sobre design thinking e, posteriormente, metodologias ágeis, enquanto fazia trabalhos pedidos pelas disciplinas. Tomou gosto pela área e escolheu design thinking estratégia de desenvolvimento para startup como tema do trabalho de conclusão de curso (TCC), sendo aprovada com nota máxima.

“Me lembro de que o professor Carvalhido, em TCC 1, nos incentivou a tratar sobre algum assunto que, mais do que gostar dele, pudéssemos aplicar em nossa carreira para o futuro”, disse Isabelle. A orientadora, professora Vânia Fortuna, explicou que Isabelle já estava com o trabalho muito bem estruturado, o que facilitou muito na hora de buscar referências bibliográficas. “Isabelle foi um sonho de consumo para qualquer professor. Ela cumpria todos os prazos, lia todos os textos. A defesa foi brilhante e a apresentação oral revelou tudo aquilo que ela tinha colocado no trabalho escrito. Tanto que recebeu nota dez”, recordou.

Com o término da faculdade, veio o tempo para se dedicar ao objetivo de fazer um intercâmbio. Isabelle lia depoimentos, fazia contatos e buscava todo tipo de informações que envolvesse a sua possível viagem. Foi nesse período que recebeu retorno do professor Ricardo Britto, coordenador do programa de bolsa de estudos no exterior e diretor da International Business School Americas (IBS), sobre uma consulta que havia feito anteriormente e não havia dado prosseguimento. Isabelle disse sim, escolheu o curso escolhido de Design Thinking & Innovation, na California State University em Northridge (CSUN), para o qual passou no processo seletivo, composto de análise do nível de inglês e histórico acadêmico. A turma será composta por profissionais de todo o mundo, que disputaram as bolsas disponíveis. 

 

 

“Eu tive essa grata surpresa, há algumas semanas, de ela me revelar que conseguiu a bolsa e que está indo para a Califórnia para desenvolver mais essa pesquisa que ela iniciou na graduação. E eu, claro, como orientadora, fiquei muito feliz com essa notícia”, declarou Vânia Fortuna.

O objetivo do programa de bolsas no exterior do IBS é adicionar importantes conhecimentos de administração de empresas à formação, oferecendo ao aluno uma visão avançada de tópicos contemporâneos sobre o tema escolhido e uma incrível experiência internacional. Os cursos são ministrados inteiramente em inglês, com aulas e atividades em período integral, e têm duração de um mês. “Eu estou muito feliz com essa oportunidade, pois consegui exatamente aquilo que eu queria: estudar no exterior, com bolsa, o assunto que tanto gosto, e no tempo necessário para que eu possa voltar e crescer mais na carreira”, comemorou Isabelle.

Dicas para quem quer seguir os mesmos passos

Para quem também deseja fazer parte dessa estatística, a professora Vânia aconselha manter um bom aproveitamento das disciplinas e ir fundo nos conhecimentos passados em sala, pelos professores. Aos futuros de alunos de TCC, tanto da publicidade, quanto do jornalismo, a dica é se dedicar à trajetória de estudos, porque é o acúmulo de conhecimento que vai ajudar a conseguir realizar uma boa monografia, obtendo sucesso na defesa. 

Se você se viu com os objetivos parecidos com os de Isabelle e deseja conseguir uma bolsa de estudos no exterior, em 2021, como ela, as informações e o edital para participação do processo seletivo estão no site ibs-americas.com

 

Por Nathália Gonçalves, 7º período 

II Fórum de Arquitetura e Urbanismo discute sobre temas do Congresso Mundial de Arquitetura e Mudanças no Plano Diretor da cidade do Rio de Janeiro

Dos dias 1 a 3 de outubro, no Campus Tijuca da UVA, alunos e professores do curso de Arquitetura e Urbanismo, realizaram o segundo Fórum do curso e, nesta edição, o debate foi sobre as mudanças prevista no Plano Diretor da cidade do Rio de Janeiro em 2021 e os temas que podem ser abordados no Congresso Mundial de Arquitetura, que será sediado pela primeira vez no Rio de Janeiro, nomeado também como Capital Mundial da Arquitetura ao longo de 2020. 

 

As palestras e workshops do evento foram pensados para proporcionar uma imersão aos alunos, durante os três dias de Fórum a programação foi montada para os turnos da manhã, tarde e noite . A coordenadora adjunta, professora Taísa Soares de Carvalho, disse que o objetivo foi levar os alunos a entender “que o espaço da Universidade é para vivenciarem como um todo, muito além do momento da sala de aula”.  Com debates voltados para problemas urbanos, a apresentação do Consórcio Internacional de pesquisa Ritu-Sur foi uma ferramenta essencial para os temas. A iniciativa consiste em uma rede de várias universidades da América do Sul e Europa com a proposta de repensar a inclusão nas cidades por meio de inovações no ensino da arquitetura e urbanismo, levando estudantes desse campo a enxergarem também a importância do seu papel social. 

O fórum foi além da teoria, representou diversas oportunidades para alunos que estão fases distintas da graduação, como a estudante Juliana Lizardo, que chegou no terceiro período e diz que poder não só conhecer profissionais competentes, mas também atuar na organização, é uma experiência gratificante e já se sente enriquecida. 

 

Já para a sua xará, a estudante Juliana Corlett, aluna do sétimo período do curso, o evento agregou muito nos conhecimentos teóricos que a instituição ensina. Segundo ela, o contato com profissionais é de extrema importância para os estudantes se prepararem para o mercado de trabalho que já. “Poder fazer parte dos workshops é como sair da faculdade sem sair de fato dela”, disse Juliana. 

 

No último dia de Fórum, as palestras e dinâmicas superaram todas as expectativas e com o fim do evento os alunos ficaram ansiosos para o tão esperado Congresso Mundial, e satisfeitos por terem participado de um evento com uma abordagem tão próxima dentro da Universidade. 

 

Por Gabrielle Bastos, 6° período 

Primeiro Seminário Desafios do Jornalismo recebe a jornalista americana Ana Araña

 

Ser jornalista não é uma profissão fácil. De acordo com a pesquisa do Press Emblem Campaign, entre janeiro e julho de 2019, 38 profissionais foram mortos no mundo todo, porém o número caiu 42% em comparação a 2018, onde foram 66 mortes. O Brasil está na quarta posição desse ranking, junto com a Colômbia, com 2 jornalistas mortos em cada país no período. 

Foram essas estatísticas que a jornalista Ana Araña trouxe para os estudantes de comunicação da Universidade Veiga de Almeida (UVA), durante o primeiro Seminário Desafios do Jornalismo. Com o intuito de trazer uma perspectiva profissional para os alunos, a americana abordou temas como o número de mortes desses profissionais, o jeito que os jovens consomem a notícia atualmente e ainda explicou como o jornalismo independente pode beneficiar o recém-formado.

Além de entusiasmar os alunos com os dados trazidos, Ana fez perguntas e criou um pequeno debate entre os colegas em busca de opiniões sobre a carreira, o futuro e a criação dos jovens no Rio de Janeiro. 

Morte em Serviço 

 

Ana Araña trabalhou se aprofundando em crime organizado no México e Estados Unidos. Além de dados globais, Tim Lopes, jornalista brasileiro que fazia reportagens investigativas e foi morto por traficantes do Complexo do Alemão, foi lembrado. 

“Os ataques estão perto de níveis recordes, mesmo em países onde pensávamos que estávamos seguros”, disse a palestrante, e ainda afirmou que o melhor conselho que pode ser dado para os futuros comunicadores que almejam o jornalismo investigativo é: se manter vivo. “Porque em muitos países, o maior problema é a segurança pública. Você tem que saber onde você está e com quem vai trabalhar”, afirmou.

 

Consumo de Notícias pelo Whatsapp

 

De acordo com uma pesquisa feita em 2018 pelo Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ), 25% dos brasileiros utilizam o WhatsApp como fonte de notícias, porém, dentro desse número, 24% disseram que não confiam nas mensagens que recebem, e 60% confiam somente em parte. O grande problema de receber informação pelas redes sociais é que os usuários ficam mais vulneráveis ao compartilharem fake news. “Um jornalista pode usar o WhatsApp o tempo todo para fazer entrevistas online, mas se você só lê o que recebe no aplicativo,você está polarizado”, disse Ana Araña. 

A jornalista perguntou aos alunos onde eles mais consomem notícias e não ficou surpresa ao descobrir que a maioria se informa pela internet. Então, com intuito de conscientizá-los sobre a disseminação de notícias falsas, a palestrante apresentou alguns sites, reconhecidos na América Latina, especializados no fact checking, que é checar o que é verdade e mentira. O Chequeando, da Argentina, o El Faro, de El Salvador e o Contra la Corrupción, do México, foram os portais citados. O Brasil também já possui esse tipo de tecnologia em iniciativas reconhecidas, como o Fato ou Fake, do G1, e a Agência Lupa, que estave presente no seminário durante a tarde. 

 

A Independência no Jornalismo

 

O jornalismo independente é o tipo de mídia que não está vinculado aos grandes meios de comunicação, e não tem compromissos com anunciantes, grupos políticos e instituições governamentais. De acordo com a pesquisa abordada pela Ana Araña, 172 plataformas emancipadas são financiadas por ONG’s e crowdfunding, se tornando a opção mais interessante para alunos que estão prestes a se formar. 

Para jornalista, esse novo estilo de jornalismo é o futuro para os que estão saindo da universidade e dá a dica para os estudantes: “Acho que vocês têm que procurar alguém que esteja fazendo o que você quer trabalhar e dizer ‘eu faço qualquer coisa’. O jornalista tem que saber que você não é preguiçoso”. 

Por Luiza Almeida, 5° período 

Mesa sobre jornalismo independente marca o 1º Seminário Desafios do Jornalismo

Os alunos puderam conversar com representantes da Agência Lupa e Projeto Colabora 

 

A internet possibilitou o surgimento de vários veículos de comunicação, além de popularizar e dar voz ao jornalismo independente, como são chamados aqueles meios não ligados aos tradicionais grupos de comunicação. Como dois exemplos de destaque, a Agência Lupa – especializada em fact-checking – e o Projeto Colabora, com foco em sustentabilidade, com conteúdo colaborativo e que já ganhou o Prêmio Petrobras em 2017 com uma série de reportagens sobre Belo Monte (PA).

 

 

Em uma sociedade marcada pelas fake news e pelo compartilhamento de conteúdos através de aplicativos de mensagem e redes sociais, tem sido muito discutida a perda de credibilidade dos tradicionais meios de comunicação. Por outro lado, a preocupação quanto à veracidade de informações têm crescido, ainda que muitas pessoas não se preocupem em fazer uma checagem de fatos antes de encaminharem notícias.

 

Com a popularização das redes sociais, perfis de jornalismo independente, como a Agência Lupa e o Projeto Colabora, atingiram um público que se interessava por notícias e reportagens feitas por um olhar sem ligação com veículos tradicionais. Apesar disso, esses veículos encontram muitos desafios para se manterem ativos e sustentáveis economicamente.

Essas questões foram debatidas em uma mesa redonda intitulada Desafios do jornalismo independente e empreendedor, realizada durante o 1º Seminário Desafios do Jornalismo, que aconteceu no campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida (UVA), no dia 30/9. A mesa foi composta por Agostinho Vieira, um dos criadores do Projeto Colabora, junto com Gilberto Scofield Jr., que atua como diretor de estratégia e negócios da Agência Lupa, pioneira na especialização em fact-checking no Brasil. 

 

Eles ainda citaram o uso de inteligência artificial no combate às fake news e também reafirmaram a importância das redes sociais para o crescimento das agências. “Elas são, hoje, o que as bancas de jornal eram antes para os impressos. Da nossa audiência, 90% vêm do Facebook, Google ou Twitter. É importante saber trabalhar com cada uma delas, cada uma tem a sua especificidade, mas para um site nativo digital, somente 10, 20% dos acessos vêm de pessoas que acessam o site pelo navegador”, destacou Agostinho Vieira.

 

A Agência Lupa tem bastante destaque na internet, com mais de 162 mil curtidas e cerca de 165 mil seguidores. Ela é parceira de empresas como Google, por meio do Lupabot, e do Facebook, para o qual atua na checagem de posts e reporta à rede social se a publicação é uma fake news ou não. A agência também promove palestras e oficinas de treinamento corporativo para checagem de informações. 

 

Já o Projeto Colabora tem como principal parceiro a Coca-Cola Brasil, apesar de também fazer trabalhos para outras empresas. Conta com cerca de 155 mil curtidas e 160 mil seguidores na página do Facebook. Além disso, possui cerca de 300 colaboradores. 

 

Para a estudante de jornalismo Fabyane Melo, a mesa esclareceu algumas dúvidas e foi bastante enriquecedora. “A gente conseguiu entender como funciona uma startup que visa à checagem de notícia e uma mídia independente que tem como base a sustentabilidade. A mesa possibilitou novos olhares para o jornalismo e me fez repensar no mercado de trabalho em si. As agências de checagem ajudam a tornar o jornalismo cada vez mais verdadeiro. Além de obrigarem os jornalistas a pesquisarem e apurarem mais e melhor, porque ninguém quer ter o seu nome associado a uma fake news”, afirmou. 

 

Por João Henrique Oliveira, 6º período 

Extensão em Oficina Vocal na Universidade Veiga de Almeida

Novo curso abre portas para alunos e professores de Jornalismo e Fonoaudiologia trabalharem em conjunto

O projeto de extensão Oficina Vocal: utilização de recursos da fonoaudiologia para o desenvolvimento de estratégias em saúde vocal com efetividade na comunicação, do professor e fonoaudiólogo Reynaldo Gomes Lopes, terá seis alunos lidando diretamente com a prática profissional aplicada ao universo do jornalismo. Trata-se da primeira edição da oficina, que tem como objetivo colocar em prática a efetividade da comunicação humana a partir do trabalho com alunos da disciplina de telejornalismo, com o professor e jornalista Gustavo Lacerda.

Os encontros serão presenciais e práticos, que terão como objetivo traçar um perfil da voz dos estudantes de jornalismo, que aprenderão a cuidar voz e a fazer atividades. “Para os estudantes de fonoaudiologia da UVA,  é uma oportunidade de aprender fazendo. Terão que estudar muito para conhecer textos e práticas que vão e estão além das salas de aula. Servirá também para aplicar conceitos científicos e elaborar a linguagem da pesquisa científica.  Para os estudantes de jornalismo, será a oportunidade de conhecer sua voz de forma mais aprofundada, como também as possibilidades para desenvolver a efetividade da comunicação. É uma forma de se diferenciar no mercado de trabalho e obter ferramentas poderosas para o dia a dia acadêmico e profissional”, revela o professor Reynaldo. 

A união entre os cursos de jornalismo e fonoaudiologia promete ir muito além. Reynaldo acredita que o impacto será bastante positivo e que o projeto poderá se expandir. “A necessidade de parcerias é fundamental para alcançar a inter, multi e transdisciplinaridade nas universidades brasileiras. Temos soluções aqui dentro e por vezes não conseguimos enxergá-las com clareza. Essa união de categorias e desejos fez o projeto sair do papel. Meu desejo é que ele tenha vida longa e se reproduza juntos aos demais cursos que precisam das ferramentas comunicativas”, conta. Além disso, ele garante que as duas profissões podem e devem caminhar juntas, já que se complementam: “ao darmos conhecimento dos cuidados vocais aos profissionais que têm na voz e na expressividade suas principais ferramentas de trabalho, ajudamos que saibam a quem procurar quando precisarem de apoio. Para os estudantes de Fonoaudiologia, servirá para perceberem como o mercado ligado à comunicação é amplo e nele podem viver o seu ofício”, garante.

Animado com o projeto,  ele lembra que ele não irá se limitar à graduação em jornalismo. “A Universidade Veiga de Almeida está mostrando em tempo real o seu compromisso com a boa formação profissional e acadêmica e também cumprindo sua missão social ao oferecer a comunidade extramuros os seus serviços. Com o tempo, esse curso poderá ser oferecido para professores da UVA, estudantes dos cursos de bacharelado e licenciaturas e para outros que queiram acessar esse conhecimento e práticas de excelência”, e finaliza: “todas as profissões atuais e as consideradas do futuro, encaram a comunicação efetiva como uma ferramenta essencial. 

Os alunos de fonoaudiologia escolhidos passaram por uma pré-seleção e foram divulgados no dia 27 de setembro e estarão, junto aos professores, acompanhando os alunos de jornalismo nesse processo e caminhando para experiência enriquecedora para suas jornadas profissionais na área de fonoaudiologia. Essa união só mostra que tem muito mais a oferecer e surpreender.

Por Bárbara Bouças Micas, 8° período

Palestra e lançamento de livro marcam a noite do 1° Seminário Desafios do Jornalismo

Encontro reuniu profissionais para falar sobre as tendências do jornalismo e apresentar o livro Toca o Barco – Ricardo Boechat e a reinvenção do rádio  

A Universidade Veiga de Almeida (UVA) promoveu no dia 30/9, o 1° Seminário Desafios do Jornalismo, que teve, na parte da noite, a apresentação das palestras: O fim do jornalismo tradicional e o consumo de notícias no século 21 e Toca o barco – Ricardo Boechat e a reinvenção do rádio, pelos jornalistas Bruno Thys e Luiz André Alzer.

Realizado no auditório, o evento teve início com o jornalista e pesquisador de políticas públicas da Fundação Getúlio Vargas (DAPP-FGV) e sócio da Traumann&Thompson Comunicação, Thomas Traumann, que começou abordando a forma como os veículos de comunicação tradicionais estão em decadência, devido ao grande consumo de informação pela internet e a perda da influência do jornalista com os leitores, que antes tinham apenas o conteúdo impresso como fonte e agora têm na internet a facilidade de escolher a notícia que mais interessa. “Jornal que é só jornal vai ter que se reinventar para não fechar. É necessário recriar a relação com o leitor. Hoje, o jornalismo tradicional perdeu um pouco do seu espaço com o uso das redes sociais e com os influenciadores”, afirmou Thomas, que já foi ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

O jornalista destacou também que, hoje, existe um casamento da informação com o infotenimento na maneira como são feitas as notícias e que a publicidade era a principal fonte de renda utilizada pelos meios de comunicação tradicionais. “Até a metade do século 21, 75% das receitas dos jornais vinham da publicidade. Hoje, esse número é de 50%, o que mostra a mudança que já vem ocorrendo ao longo dos anos”, concluiu.

Já a palestra Toca o barco – Ricardo Boechat e a reinvenção do rádio, com os jornalistas Bruno Thys e Luiz André Alzer, tratou um pouco sobre o processo de produção do livro, feito seguindo o processo de reportagem, com histórias e bastidores contados por 32 colegas que trabalharam, conviveram, sofreram e se divertiram com o jornalista Ricardo Boechat. “Esse livro não é uma biografia, e sim uma maneira de contar um pouco da vida Boechat e homenageá-lo”, declarou Luiz.

O livro destaca também a visão do profissional sobre o jornalismo. “O Boechat conseguia usar o jornalismo em toda a sua potencialidade. Ele buscava abordar os assuntos de maneira diferente da que os principais veículos faziam ao apresentar situações que ainda não tinham sido contadas”, contou Bruno. Por fim, o jornalista destacou ações de assistência e apoio às pessoas realizadas por Boechat e descobertas graças ao relato dos outros colegas de profissão. “Ele era uma pessoa muito generosa. Realizava muitas ações que muitas pessoas não faziam ideia, ajudava pessoas que tinham problemas graves e muita gente não noção porque ele não fazia questão de divulgar”, finalizou.

 

Por Lucas Candido Silva Alves, 8° período

Alunos de jornalismo participam de oficina sobre cobertura em comunidades, ministrada pela ANF

O jornalismo comunitário é uma especialidade da área que trata sobre fatos que ocorrem dentro de uma comunidade. Assunto tão importante e de ascensão no mundo jornalístico, foi prioridade na programação do 1º Seminário Desafios do Jornalismo. A oficina Cobertura jornalística em comunidades, com Carla Regina, estudante de jornalismo e colaboradora da Agência de Notícias das Favelas (ANF), foi parte da programação, realizada dia 30/09. 

 

Fundada em 2001 pelo jornalista André Fernandes, a ANF, logo foi reconhecida pela Reuters como a primeira agência do mundo a noticiar assuntos e acontecimentos sobre favelas. Feita por moradores, ativistas das favelas e colaboradores, mais de 500 pessoas do Rio de Janeiro, a ANF tem como intuito estimular a interação e a troca de informações, com a intenção de melhorar a qualidade de vida dos moradores. Um exemplo de iniciativa é o curso de pré-vestibular comunitário que é oferecido para alunos que pretendem realizar as provas do ENEM e outros concursos, organizado pela agência. 

 

Na oficina, Carla Regina contou que o jornalismo comunitário é uma especialidade totalmente diferente do que imaginava ser e que não é só cobrir confronto entre policiais e bandidos, e sim eventos, a vida cotidiana de um morador, a moda que a favela produz, entre outros. “É para contar e mostrar a verdadeira favela, pois é feito por aqueles que moram nas comunidades e, por isso, conseguem saber para quem falar, como falar e de quem falar, e isso passa invariavelmente por contar nossas experiências diárias nas matérias”, disse. Com a ANF, Carla diz que os moradores conseguem ter visibilidade, num contraponto ao que é transmitido na televisão, quase sempre negativo.

Já o aluno do sexto período da Universidade Veiga de Almeida e morador de uma comunidade, Igor Gomes, comenta que acha muito difícil tentar ser imparcial na hora de escrever sobre sua favela. “O confronto é uma realidade para os moradores. Não é mais uma novidade, ou notícia. Eu não conseguiria escrever sobre eles sem colocar minha vivência”, disse. Para a professora Daniela Oliveira, ser imparcial nessas situações é uma dificuldade, pois “o olhar do autor define como o texto vai ser escrito”. 

 

No bate-papo, os alunos conseguiram aproveitar a oportunidade para esclarecer melhor o que é o jornalismo comunitário, como ele funciona, quais são os critérios de noticiabilidade para essa área, como pensar em uma pauta para o veículo e como uma matéria pode impactar nas vidas dos moradores.

 

Por Fabyene Melo, 6° período

UVA recebe ação da Reserva

No dia 9/10, quarta-feira, a Universidade Veiga de Almeida recebeu para mais uma iniciativa a empresa Reserva. O grupo, que já é parceiro da Instituição, trouxe diversas oportunidades aos alunos e colaboradores, além de uma experiência voltada para suas novas vagas de estágios. 

 

A ação “RoadShow” está presente em diversas instituições e proporciona aos estudantes uma imersão nos ideais e na cultura da empresa por meio de bate papo e palestras com representantes de seus segmentos. Nesse clima de imersão, a novidade foi o desafio dentro da Kombi montada no campus, na qual a galera da Reserva apresentou um enigma para os participantes resolverem e interagirem com o clima da marca. 

 

As inscrições para o programa de estágio estão abertas até o dia 25 de outubro, sexta-feira. Para mais informações, basta acessar o site http://ciadeestagios.com.br/reserva/

 

Por Gabrielle Bastos, 6° período

Twitter como novo veículo de comunicação para os jornalistas

A rede social Twitter tem se tornado uma porta de entrada para a comunicação entre os jornalistas e seus leitores e alguns profissionais, em sua maioria de editorias como a de esporte e entretenimento, conseguiram enxergá-lo como espaço fértil para conquistar e cativar o seu público para, então, passar a informação necessária. O assunto foi debatido durante a oficina Cobertura em tempo real no Twitter, que aconteceu no campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida (UVA), no decorrer do 1° Seminário Desafios do Jornalismo. 

 

A jornalista Cristina Dissat, responsável pela oficina, iniciou a carreira na área da moda e, atualmente, além de atuar há 30 anos no segmento de saúde, resolveu se aventurar, há dez, nas mídias sociais, onde criou o perfil Fim de Jogo, no Twitter. Nele, ela cobre os jogos que ocorrem no Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã) para mais de 33 mil seguidores. Graças ao alcance do perfil, ela conseguiu visibilidade e credibilidade para fazer o jornalismo que sempre quis. “O Twitter me deu uma voz que eu não tinha e mostra que o jornalismo não acabou, só mudou. E é preciso acompanhar essas transições. Hoje, jornalismo não existe só nas grandes mídias”, disse. 

 

Cristina disse que é preciso estar aberto e atento para enxergar nas redes sociais um espaço que não limita e sim que estimula a criatividade e, ao longo da oficina, exemplificou na prática como é produzir um conteúdo para o Twitter. Ela pediu para os alunos entrarem ao vivo, usando a principal ferramenta da rede, as hashtags, e a escolhida para o momento foi #jornalismouva. A jornalista também ensinou truques, como publicar vídeos curtos e fotos com uma identidade específica para o público reconhecer mais facilmente o perfil, e ressaltou a necessidade de cobrir nas redes o que as mídias tradicionais não noticiam.

 

A aluna Ingrid Marins, do 6º período, contou que usa o Twitter para ler notícias já que, de acordo com ela, é mais prático e acessível. Ela diz que o jornalismo está se reinventando e que, agora, é possível utilizar de novos meios, como as mídias sociais, para exercer o fazer jornalístico. “A redes sociais podem mostrar a cobertura em tempo real e o que a TV, geralmente, não exibe, como a torcida em uma partida de futebol, que é o que não está sempre visível na câmera. No Twitter, podemos fazer de tudo”, disse. 

Por Fabyane Melo, 6° período   

Medialab UVA promove palestra sobre Jornalismo Automotivo

Estudantes de comunicação puderam conversar com um profissional da área e tirar as dúvidas sobre a carreira, em estreia do projeto [email protected]

 

Na tarde da última segunda-feira (08/10), aconteceu no Medialab do campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida a primeira palestra do [email protected], iniciativa promovida pelos alunos da Agência de Comunicação Institucional (Agecom) que visa receber jornalistas para conversar sobre inovação e carreira em suas áreas de atuação, a partir da escolha dos alunos. O tema foi Jornalismo Automotivo, e os estudantes puderam tirar dúvidas e aprender um pouco mais sobre essa área de atuação profissional. 

 

 

O palestrante Fernando Miragaya foi o primeiro convidado. Com mais de 20 anos de carreira, já atuou em veículos como as revistas Quatro Rodas e Autofácil, o site Uol Carros, e atualmente é jornalista freelancer, colaborando para sites como o Webmotors. “Um evento como esse aproxima o futuro jornalista de pessoas que já têm experiência. Eu acho muito legal essa troca de ideias e informações, até porque eu já fui estudante e também tive muitas dúvidas”, destacou Fernando.

 

Além disso, a palestra debateu novas tecnologias, como os carros elétricos e autônomos, e também a diversidade de veículos de imprensa, como blogs automotivos na internet – nos quais Fernando afirmou a importância de se praticar técnicas de SEO -, canais no YouTube e até mesmo podcasts, sem deixar de citar as tradicionais revistas e suplementos de jornais. Outro assunto foi a variedade de pautas, como as áreas de segredos industriais e lançamentos. 

 

 

Para o estudante Giovanni De Biase, o evento mostrou uma carreira profissional que ele ainda não conhecia. “Foi muito interessante ter a visão de um jornalista de uma área que nem sempre é lembrada por todos os estudantes. Eu, por exemplo, nunca tinha parado pra pensar na possibilidade de trabalhar falando de carros. O Fernando foi uma ótima escolha, falou super bem sobre o tema. É legal conhecer por alguém que está no mercado de trabalho como tudo funciona”.

 

 

O [email protected] é um projeto do curso de Jornalismo no MediaLab, produzido pelos alunos em prática profissional no projeto independente Agência de Comunicação Institucional, no qual profissionais debatem com alunos tendências e perspectivas de atuação em diferentes segmentos do jornalismo. Para sugerir temas ou palestrantes, mande um e-mail para [email protected] ou entre em contato através das páginas do UVA EM FOCO (https://www.facebook.com/portalUVAEMFOCO/) ou JOTAUVA (https://www.facebook.com/portalJOTAUVA).

 

Por João Henrique Oliveira, 6º período