NFOTO promove conversa sobre mulheres na fotografia com Cacau Fernandes

 

Na última sexta-feira (23), o Núcleo de Fotografia, com o apoio das coordenações dos cursos de Jornalismo e Publicidade da Universidade Veiga de Almeida, promoveu uma live sobre fotografia via Instagram. A fotojornalista, Cacau Fernandes, foi a convidada da live para conversar sobre sua trajetória profissional. A mediação ficou por conta do aluno Vinícius Marques. 

Cacau Fernandes contou, durante a live, os desafios que enfrentou durante a vida até chegar na carreira de fotojornalista. Ela entrou na faculdade, quando tinha 42 anos, para cursar Fotografia. Ao mesmo tempo em que estudava, Cacau trabalhava como empregada doméstica. Ela afirma que hoje muitas mulheres estão trabalhando fora e atuando na área da fotografia ao mesmo tempo.

A fotojornalista ressaltou que “ninguém faz nada sozinho e por isso aprendo o tempo todo, já que tenho um bom relacionamento com os meus outros colegas de profissão”. Após o acidente que sofreu enquanto cobria o carnaval do Rio de Janeiro de 2017, em que foi arremessada pelo trio elétrico, Cacau se afastou da profissão durante três anos. Foi só nesse ano, 2020, que a fotógrafa retornou “com um olhar fotográfico mais consciente após essa experiência”, segundo a fotojornalista. 

Para encerrar, Cacau Fernandes respondeu algumas perguntas feitas pelos alunos e finalizou a live ao dizer que “a sua foto precisa ser muito boa para que alguém queira parar pra ver, já que no dia a dia nos deparamos com diversas de imagens.”

Marcelle Abrantes, 8 período. 

Reforma trabalhista em pauta: o que foi alterado?

O curso de Ciências Contábeis realizou o “Talk Contábil” a fim de discorrer sobre as mudanças proporcionadas pela Reforma Trabalhista, implementada no ano de 2017

No dia 11 de novembro de 2020 completará três anos desde que a Reforma Trabalhista foi implementada no Brasil. Pensando nisso, o curso de Ciências Contábeis da Universidade Veiga de Almeida realizou o “Talk Contábil”, com dois dias de palestras acerca da temática, ambas realizadas via YouTube, no canal “Ciências Contábeis UVA”. Na última sexta-feira (23), o convidado foi o Waldir Irineu, atualmente professor do curso de Administração de Empresas da universidade.

A palestra foi ministrada pelo professor do curso de Ciências Contábeis, Claudio Sameiro. O encontro contou com a apresentação de slides elaborada por Waldir, a fim de esclarecer, de maneira didática, como era antes e o que foi alterado na consolidação das leis do trabalho (CLT). Waldir começou relembrando que a reforma em questão, quando incrementada, alterou mais de cem artigos, sendo considerada pelos grandes estudiosos da área como uma nova CLT. O palestrante declarou que, quando tomou conhecimento sobre a implementação da Reforma Trabalhista, precisou estudar para entender quais alterações seriam realizadas, pois era necessário para que continuasse exercendo plenamente suas funções profissionais, como ministrar aulas ou realizar uma consultoria em alguma empresa. 

O primeiro ponto abordado na apresentação foi o “Home Office”, modalidade que foi implementada neste momento de pandemia e que anteriormente não era reconhecido pela CLT. A implementação da Reforma, por meio da Lei 13.467, de 2017, proporcionou o “Teletrabalho”, que alterou o conceito do trabalho à distância e adicionou exigências. Um exemplo que foi apresentado por Waldir é o termo aditivo ao contrato de trabalho, a partir do momento em que a atividade empregatícia deixa de ser presencial e passa a ser realizada de forma remota. “Muitas empresas colocaram seus colaboradores em casa e não fizeram alteração do contrato de trabalho. A gente não precisa criar um novo trabalho e sim um termo aditivo a esse contrato, já que ele deixou de ser presencial e passou a ser remoto”, aponta o professor. 

Próximo de encerrar o encontro, o assunto sobre a falta de registro na carteira foi abordado. Antes da Reforma Trabalhista, a única penalidade em não assinar a carteira de trabalho era uma multa de meio salário mínimo. A partir de 2017, Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), pagará uma multa de R$800,00 por empregado e as outras empresas deverão pagar R$3.000,00, valor sujeito a dobrar em caso de reincidência. Waldir declarou que considera como uma mudança significativa, porém, a multa vai para o governo e não para o indivíduo que não teve a carteira assinada, o que ele considera como uma falha cometida pela legislação. 

A Reforma Trabalhista é muito citada desde que foi implementada e o encontro discorreu sobre o tema de forma esclarecedora. A palestra foi muito elogiada pelos alunos, no chat ao vivo, que afirmaram que foi muito produtiva e elucidativa. Waldir agradeceu pela presença de todos e Claudio Sameiro relembrou que ele é um dos melhores professores do curso.

  

Maria Clara Gobbi, 6º período

Início da campanha do Outubro Rosa

Em 1990, na cidade de Nova Iorque, laços de cor rosa foram distribuídos para os participantes da primeira Corrida Pela Cura, um ato em homenagem aos sobreviventes do câncer de mama. O evento foi realizado pela Fundação Susan G. Komen for The Cure, que dá suporte médico para vítimas da doença.

Mais tarde, em 1997, as cidades americanas de Yoba e Lodi, começaram a participar da ação, cujo foco era o diagnóstico da doença. E em terras brasileiras, a campanha, conhecida como Outubro Rosa, começou a se popularizar no início dos anos 2000. O primeiro evento aconteceu na cidade de São Paulo, no Ibirapuera, um dos principais parques da capital paulista.

Na última década, o movimento ficou muito popular e, todos os anos, monumentos são iluminados com a cor rosa e caminhadas são feitas em várias cidades dos país em apoio a causa. De acordo com dados de 2016, o ato fez com que as mamografias realizadas aumentassem em 37%, segundo o Ministério da Saúde. 

A conscientização surtiu efeito e o laço rosa se tornou um símbolo do Outubro Rosa. Além disso, o diagnóstico precoce aumenta a chance de cura para 95% e salva vidas,  segundo o IFF/Fiocruz. E o laço rosa que começou como uma pequena homenagem às vítimas de uma doença tão letal, virou um símbolo mundial de luta pela vida.

Bruna Fernandes de Souza, 5º período

18ª Jornada do SPA discute terapia em evento virtual de psicologia

Futuros psicólogos compartilham suas abordagens terapêuticas

O evento virtual do curso de Psicologia da Universidade Veiga de Almeida (UVA) levantou discussões sobre terapia. A 18º Jornada do Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) e o 17º Encontro de ex-alunos do curso se uniram em uma só transmissão, ocorrida entre os dias 20 e 22 de outubro. Os alunos apresentaram estudos de casos de seus pacientes. A supervisora do SPA, Clarisse Medeiros, auxiliou na mediação do evento.

As análises clínicas e abordagens psicológicas estavam no centro das discussões. Casos de síndrome do pânico, ansiedade, neuroses e fugas da realidade foram debatidos. Os estudos de Jacques Lacan e Sigmund Freud também foram utilizados nas construções das análises terapêuticas. Entre os estudos de destaque, Kesia Pereira, aluna do 8° período, abordou o fator do isolamento social na pandemia como um agravamento do quadro de neurose obsessiva de seu paciente.

Em cada caso, o sigilo dos envolvidos é previsto pelo código de ética da psicologia. Por isso, os pacientes citados nos trabalhos receberam pseudônimos. A professora Bárbara Angélica esclareceu que muitos pacientes são alunos ou funcionários da UVA, o que intensifica a relação de proximidade. Pela mesma preocupação de sigilo ético, o evento não pode ser gravado.

O compartilhamento dos diferentes casos terapêuticos se provou um aliado da aprendizagem. Alunos que acompanhavam a conferência online fizeram perguntas após as mesas de apresentação. Surgiram dúvidas a respeito dos diagnósticos dados pelos graduandos, além de observações das narrativas que os pacientes manifestavam. Seja de forma presencial ou a distância, a saúde mental continua sendo objeto de estudo de alunos e professores da psicologia.

Murilo Holanda, 6° período.

Josemar Araújo fala dos desafios de ser professor com deficiência visual

Ontem (22)  foi dia da última live da série “O papo é inclusão”, produzida pelo curso de Pedagogia da Universidade Veiga de Almeida. O evento com a participação do professor Josemar Araújo encerrou a programação com o professor de direito falando sobre o que foi chamado por ele de “o outro lado da inclusão”, revelando os desafios de ser um professor com deficiência visual dando aula para alunos sem deficiência.

Josemar conta que uma das coisas que aprendeu rapidamente quando ingressou no magistério foi que devia, logo no primeiro contato com os alunos, informar que era cego e explicar toda a sua metodologia de ensino. Isso se deve ao fato de a maioria das pessoas não ter vivência como deficiente visual, não conhecer meios de realizar atividades básicas sem utilizar a visão, o que faz com que subestimem suas habilidades e o confundam com um aluno do curso.

O professor relata que obviamente tem suas limitações, pedindo e aceitando ajuda quando necessário. Ele conta que para corrigir provas e trabalhos, por exemplo, precisa da  ajuda de um leitor, uma pessoa que o informa o que foi escrito pelo aluno e recebe os comandos para fazer anotações, riscos e dar notas. Mas as dificuldades não são novidade para ele.O desafios são os mesmos da época em que era aluno. O esforço que fazia para aprender, agora faz para ensinar.

A pandemia foi um novo desafio. Com a obrigatoriedade das aulas online, o professor teve que lidar com um sistema que não estava preparado para receber deficientes visuais. Mas Josemar entende a solução de problemas como um dos deveres do professor. Precisou de ajuda até que fosse capaz de ministrar as aulas sozinho, sendo assim parte de uma pequena solução para um problema mundial. “Eu espero que meus alunos aprendam sobre direito, mas, sobretudo, espero que meus alunos aprendam sobre como conviver com a diversidade.”, afirma o professor.

Letícia Freitas, 7° período. 

Professores de Jornalismo da UVA contam os desafios do magistério e das aulas online

Maristela Fittipaldi e Guto Lacerda falam sobre a trajetória dentro da universidade

 

Durante esse ano, os professores mostraram, mais uma vez, que são os super-heróis da educação. Era necessário se adaptar ao ambiente online para dar continuidade ao ano letivo durante a pandemia, e assim, ensinarem alunos em todo o Brasil diretamente de casa. Na Universidade Veiga de Almeida (UVA) não foi diferente. Apesar de ter uma grande presença na internet com as matérias online, foi preciso se adequar ao ensino remoto. 

A professora Maristela Fittipaldi faz parte do corpo docente da UVA há 23 anos, e afirma que a transição para o meio online não foi complicada, mas trabalhosa. “Por incrível que pareça, já que não sou muito tecnológica, não tive dificuldades. Estou tendo cuidado em criar slides mais visuais, dinâmicas que possam ocorrer online e utilizar ferramentas como vídeos para variar a aula e manter a atenção dos alunos”.

Para ela, o magistério aconteceu por acaso quando foi convidada para dar uma palestra na universidade. “Nunca pensei em ser professora, mas fui convidada por uma amiga e antiga professora da Veiga, Luiza Cruz, para dar uma palestra sobre ética e passei a  vislumbrar a possibilidade de atuar como professora”. Na época, sua maior dificuldade foi desenvolver uma didática desconstruindo seus métodos e conhecimentos, como jornalista, para idealizar junto aos alunos. 

Segundo Maristela, os professores precisam se manter atualizados para poder realizar a troca de conhecimento com os alunos e para que consigam ser pessoas melhores. São percepções acumuladas durante a sua carreira. “Ser professor nos ensina a ser melhores em todos os sentidos, para que possamos doar o melhor de nós, pois só compartilhamos o que temos”.

Hoje em dia, Maristela é convidada de honra nas formaturas e apresentações de trabalho de conclusão de curso (TCC), e afirma que fazer parte desse momento na trajetória do estudante é maravilhoso. “Sei que estou ali representando todo o corpo docente da UVA. É certamente um reconhecimento de que nosso esforço por fazer o melhor para os alunos está dando certo e rendendo bons frutos. Participar deste momento tão importante na vida de um deles é mágico”. 

Outro convidado ilustre dos alunos nas formaturas é o professor Guto Lacerda. Para ele, esse convite no final da trajetória dos estudantes é um dos maiores reconhecimentos de um profissional que segue a carreira do magistério. “É uma honra muito grande. Palavras não conseguem expressar o orgulho que é ser homenageado por tantas turmas”. Ele está na universidade desde 2012, quando fazia oficinas com a TV UVA. Mas somente em 2014, se tornou parte do corpo docente. 

Ser professor não fazia parte dos seus planos. Ele pretendia trabalhar com pesquisa então continuou estudando. “Fiz a graduação, pós-graduação, mestrado, e depois surgiu uma vaga para as disciplinas de TV na Veiga de Almeida. Eu fiz os testes e as provas e fui aprovado. Foi acidental, porque eu não esperava, mas com um orgulho  muito grande”. Por ter uma aparência jovial, muitos alunos o confundem no primeiro dia de aula e isso o diverte. “Às vezes eles estão esperando um ancião chegar para dar a aula. Estabelecer essa conexão é um desafio”. Além disso, uma das maiores adversidades para ele é sempre se manter atualizado no contexto de tantas mudanças nas tecnologias da comunicação.

Durante a sua carreira como professor, Guto afirma que a sua maior lição foi aprender sobre a diversidade, a riqueza das opiniões e a autenticidade de cada estudante em sua fala. “Eu tento trazer uma sala de aula mais horizontal possível e escuto cada um deles. Lidar com isso me mostrou quão ricos somos como indivíduos e quanta sabedoria o estudante tem e pode compartilhar comigo”.

A distância dos alunos nesse período de isolamento está sendo a grande dificuldade das aulas online, visto que nem todos os integrantes estão dispostos a ligar a câmera ou o microfone. “Presencialmente nós conseguimos desenvolver uma pedagogia muito mais rica, intensa e com trocas constantes”, afirma o professor Guto.

Para os outros professores que se desdobraram durante a pandemia, Guto pede para que não percam a fé nos alunos, não deixem de exercitar o papel de ouvinte e de estabelecer trocas efetivas. “Nós estamos na posição de expositor do conteúdo, e às vezes nós podemos nos afastar de uma comunicação que também ouve os alunos”. Já Maristela pede para que eles se motivem pela certeza de que quando os profissionais da educação se juntam, vencem as eventuais dificuldades. “No fim, ficamos todos mais fortes. De perto ou de longe, o importante é estarmos juntos”.

 

Luiza Almeida, 7º período.

Projeto geográfico da Universidade Veiga de Almeida monitora o Covid-19

A Universidade Veiga de Almeida junto com o curso de Geografia criaram uma ferramenta que identifica as incidências do Coronavírus e os pontos mais atingidos no município do Rio de Janeiro. O projeto foi introduzido, de forma oficial, no dia 20 de março com continuação de uso durante todo o primeiro semestre. O objetivo era mostrar aos alunos, do curso de geografia, como de fato correlacionar o material teórico aprendido em sala de aula com a prática da profissão.

Essa ideia surgiu na disciplina de cartografia, do curso de Geografia, lecionada pelo professor e coordenador Rodrigo Batista Lobato. O professor junto aos alunos começaram o processo de coleta de dados por meio de publicações jornalísticas, tendo em vista que não existiam painéis com dados oficiais ainda. “Coletamos dados a partir das informações de jornais, o que era um trabalho bastante árduo, já que precisávamos ficar visitando jornais diariamente para coletar as informações”, exemplifica Rodrigo.

A estudante do curso de Geografia, Manuella Cardoso, explica a sua experiência com o projeto: “eu ficava responsável pela coleta dos dados, o que no começo foi muito difícil, já que não tinha nenhum site oficial. Nós tínhamos que fazer pesquisa tanto com relação ao estado quanto aos bairros do município do Rio de Janeiro. Após ter coletado todas os dados necessários eles realizavam o processo de tabulação. Essa etapa consiste em organizar todas as informações em uma só planilha para facilitar o uso, que em seguida eram transformados em um formato que fosse compatível com a plataforma virtual. Esse processo de conversão era feito pelos alunos mais experientes por ser mais complexo, como aluna Livia Wanderley, do 6° período de Geografia. “O projeto nos auxiliou a entender na prática a importância de coletar dados confiáveis e os desafios enfrentados ao realizar esse levantamento”.

No final do dia Rodrigo Lobato agrupava os dados e levava eles para serem inserido no sistema ArcGIS, que é a plataforma onde o produto final era disponibilizado para acesso público. Subnotificações não foram consideradas neste projeto, pois não existiam dados oficiais. O coordenador explica que o contágio do Covid-19 oscila diariamente, mas que o Rio de Janeiro é líder em contágio e óbitos, seguido de Niterói e Campos dos Goytacazes.

 

Na foto: professor e coordenador Rodrigo Batista Lobato via chamada de vídeo.

Daniella Sousa, 7° período e  Lucas Teixeira,  8° período

Aplicação da tecnologia em canteiro de obras

Na última quarta-feira (7), aconteceu o segundo episódio da “Live da Civil”. O programa, que foi criado e organizado pelo curso de Engenharia Civil da Universidade Veiga de Almeida, teve a participação direta dos professores Marcel Lopes e Thiago Gabriel. Após abordar o tema das proteções catódicas, foi a vez de falar sobre a tecnologia nos canteiros de obras. A palestra contou com a participação de Glêdson Lima, ex-aluno da UVA, arquiteto de formação, mestrando em Engenharia Civil e dono da empresa Obra sem Sobra.

Antes de chegar ao assunto sobre as novas tecnologias voltadas para canteiros de obras, Glêdson tocou em alguns temas que pavimentaram o caminho para chegar ao tema principal. Apresentou dados sobre o crescimento médio das construções no Brasil, mercado de trabalho, déficit habitacional, sustentabilidade, entre outros. Dentro destes temas, o engenheiro cita alguns dos problemas que mais atrapalham os avanços na área da construção civil.  O conservadorismo do setor é apontado como um dos empecilhos, já que cerca de 90% das empresas do mercado são de estruturas familiares, pouco profissionalizadas e com medo de inovar. Ilustrando essas afirmações, Glêdson traz um dado da Mackenzie que mostra o nível de digitalização das indústrias, tendo a área das construções como a penúltima no ranque, na frente apenas da Agricultura. 

Após a contextualização com dados sobre a construção, mercado financeiro no Brasil e no mundo e inovações em diversas áreas, Glêdson introduziu algumas das novas tecnologias voltadas para os canteiros de obras. Uma das primeiras inovações apresentadas pelo engenheiro é a comunicação real time, visto que as reuniões online otimizaram o processo burocrático e aceleraram o tráfego de informações. O uso de dashboards, smartphones, tablets e notebooks se tornaram indispensáveis, criando algo que é nomeado por Glêdson como “canteiros digitais”. 

Não só na comunicação a tecnologia se faz presente. Para uma aplicação mais prática dentro do canteiro, Glêdson mostrou alguns dispositivos como: drones, catracas, impressoras 3D e óculos de realidade aumentada. E para acompanhar esses equipamentos, uma enorme gama de softwares especializados foram desenvolvidos. Um dos mais utilizados segundo Glêdson são os Ged (Gerenciador Eletrônico de Documentos), que planejam projetos, arquivam e fazem a análise crítica do trabalho.

Para finalizar a palestra, Glêdson debateu sobre formas de ajudar no processo de digitalização dos canteiros. E ressaltou que as mudanças de pensamento e comportamento precisam partir dos funcionários mais subalternos até os cargos de direção. É preciso pensar em inovação, industrialização das etapas e repensar a gestão na construção. 

Link da palestra

Jonatas Santos, 8° período

 

A luta pela desmistificação da saúde mental

Dia Mundial da Saúde Mental conscientiza sobre a necessidade de se discutir esse tema

 

O último sábado, 10 de outubro, foi marcado pela celebração do Dia Mundial da Saúde Mental. A data foi instituída em 1992, pela Federação Mundial de Saúde Mental. Desde então muitos profissionais da área da saúde, como psicólogos e algumas instituições, têm feito um trabalho de compromisso com a sociedade ao trazer à tona esclarecimento e desmistificação de um tema cada vez mais atual. É importante ressaltar que os transtornos mentais são doenças como quaisquer outras, e reconhecê-los dessa forma ajuda expressivamente na identificação dos casos e na luta contra o preconceito. 

Para a coordenadora do curso de Psicologia da Universidade Veiga de Almeida, Danielle Lamarca, é necessário exaltar a importância desse tema para gerar debates e reflexões na sociedade. “A saúde mental é fundamental para um bom funcionamento do corpo humano. A ciência entende a relação entre mente e corpo de forma complementar, por isso, não existe saúde física sem saúde mental e vice versa. Segundo a OMS a definição de saúde engloba as questões bio-psico-social do indivíduo. A sociedade precisa perceber, inclusive, a importância do nosso SUS, que embora sucateado, alinhado com a definição de saúde pela OMS, não deixa de oferecer suporte a comunidade para cuidar da saúde psicológica.”

Em entrevista para a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em agosto de 2020, Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS afirmou que: “o Dia Mundial da Saúde Mental é uma oportunidade para o mundo se unir e começar a reparar a negligência histórica em relação à saúde mental”. Sendo assim, para o dia 10 de outubro deste ano, a OMS, juntamente com organizações parceiras, como a United for Global Mental Health e a Federação Mundial para a Saúde Mental, pediu um aumento significativo nos investimentos dessa área da saúde.

Além disso, para que houvesse um incentivo a ação pública em todo o mundo a campanha de 2020 Move for mental health: let’s invest, foi lançada no mês de setembro. Esse projeto incentivou à tomada de ações concretas, por parte de todos os indivíduos, em apoio a própria saúde mental e a de todos que estão a sua volta, principalmente os que estão lutando contra essas doenças e carecem de todo apoio possível. A presidente da Federação Mundial de Saúde Mental, Ingrid Daniels, conclui, também em entrevista para a OPAS em agosto desse ano, que: “já se passaram quase 30 anos desde que o primeiro Dia Mundial da Saúde Mental foi lançado pela Federação Mundial de Saúde Mental. Durante esse tempo, vimos uma abertura cada vez maior para falar sobre saúde mental em muitos países do mundo. Mas agora devemos transformar palavras em ações. Precisamos ver esforços sendo feitos para construir sistemas de saúde mental e que sejam apropriados e relevantes para o mundo de hoje  e de amanhã”. 

Para a aluna do curso de Psicologia da UVA, Caroline Tejeda. é necessário pensar a saúde mental como uma maneira que o sujeito se relaciona com suas experiências no mundo. Ou seja, é pensar como o sujeito se posiciona frente seus pensamentos, angústias e suas interpretações. “É importante entender que saúde mental não se trata apenas da ausência de transtornos, pois a demanda de cuidado mental não está apenas em controlar sintomas, mas envolve as questões sociais, de trabalho e pessoais. Estamos diante de uma sociedade cheia de urgências, que busca produção a todo momento e consequentemente estamos observando o crescimento de doenças como ansiedade e depressão”, comenta a aluna.

Por fim, fica claro que a luta pela conscientização e por um investimento de qualidade no tratamento das doenças relacionadas a mente é diária. O Dia Mundial da Saúde Mental surge, ano após ano, como um divisor de águas na potencialização de informações, no incentivo ao autocuidado e com o próximo, e do olhar mais atento e empático com quem precisa. 

 

Lívia Mendonça, 6° período

Dia Nacional de luta contra a violência à mulher: vítimas que dormem com o inimigo ao lado

A data de 10 de outubro deste ano foi marcada por um drástico aumento de casos de violência doméstica em função dos efeitos do confinamento

Sofrimentos físicos e morais, ameaças de morte, danos psicológicos e sexuais. O isolamento agravou as narrativas de violência direcionadas à mulher. Segundo o “Monitor de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher no Período de Isolamento Social”, gerido pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), houve um aumento nos casos de violência física ocorridas em casa, de 59,9% em 2019 para 67% em 2020 no período de 13 de março a 31 de maio.

A dependência e o vínculo com o agressor impedem que a denúncia de agressão seja efetuada. Diante deste desafio, agravado pelo confinamento da pandemia, foi aprovada a lei estadual 9.014/20 pelos parlamentares da assembleia legislativa do Rio (Alerj). Fica estipulada a obrigação de síndicos e administradores de condomínios encaminharem à polícia ocorrências ou indícios de violência doméstica no período de isolamento social.

Todo os dias, milhares de representantes do sexo feminino sofrem agressões, humilhações, são violadas e até mortas só por serem mulheres. As maiores vítimas dessa cruel realidade têm duas características em comum: cor e classe. Marcela Cardoso, advogada que atua na área de Direitos Humanos da OAB e trabalha atendendo mulheres em situação de vulnerabilidade, em sua maioria negras, relata: “temos dados que comprovam que as mulheres que sofrem violência de gênero em maioria são as mulheres periféricas e são mulheres negras. É necessário entender a questão da violência de gênero muito além da coletividade”.

Essa realidade é fortemente perceptível pois, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2018 foram registradas 1.206 vítimas de feminicídio, das quais 61% eram negras (soma de pretas e pardas, de acordo com classificação do IBGE). Seja pela falta de suporte do Estado ou até pela crença social de que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”, a cada duas horas, uma mulher morre no Brasil por conta da violência doméstica, segundo números de um levantamento feito pelo G1, o portal de notícias da Globo, em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Entende-se por feminicídio quando a violência contra mulher resulta em homicídio e o crime é motivado pelo ódio e desprezo ao gênero.

A sociedade silencia a mulher de tantas formas que ultrapassar a barreira do silêncio e conseguir chegar a uma delegacia para denunciar as agressões já é uma vitória. A advogada Marcela alerta: “somos criados dentro de uma sociedade que compulsoriamente coloca a mulher em uma posição de culpa. Quando acontece uma situação de violência, a primeira pergunta que se faz é ‘o que você fez para que ele fizesse isso?’ Muitas vezes a vítima é questionada, como se ela tivesse motivado determinado comportamento”.

Essa situação aconteceu com a Shakti Leal, que conta como foi a ida à delegacia para denunciar a agressão cometida pelo namorado: “quando a mulher chega na delegacia encontra resistência e machismo. É algo tão absurdo. Todo o contexto faz com que você se senta a pior pessoa do mundo e ainda faz você sentir que está atrapalhando aquela instituição, de alguma forma, a cuidar de você. Além disso, faz com que você acredite o que vai me ajudar é ir pra casa e esquecer. Foi difícil para dar queixa. Eu tive que chorar, tive que subir na cadeira da delegacia e pedir pelo amor de Deus”.

A discussão de igualdade de gêneros, misoginia e a cultura do estupro precisam ser presentes nas diferentes camadas da sociedade. Em 10 de outubro de 1980, mulheres subiram as escadas do Teatro Municipal de São Paulo em um manifesto contra o alarmante aumento dos casos de feminicídio. Com a criação do Centro de Defesa da Mulher e o slogan “Quem ama não mata”, ofereceram auxilio psicológico e jurídico para mulheres vítimas de agressão. Diante da permanência de crimes de violência doméstica, o movimento se faz necessário mesmo após 40 anos.

Amanda Ramos, 6° período; Manoela Anjos, 6° período; Tayane Oliveira, 6° período; Murilo Holanda, 6° período