Coordenador do curso de nutrição da UVA e alunos falam sobre carreira, alimentação e coronavírus

Na última terça-feira, 31, foi comemorado o Dia Nacional da Saúde e Nutrição. A data sempre relembra a importância da alimentação saudável para o organismo, principalmente em tempos de coronavírus. Com a chegada do COVID-19 no Brasil, surgiram inúmeras fake news nas redes sociais com receitas caseiras que curam a doença.  O coordenador do curso de Nutrição da Universidade Veiga de Almeida, professor Carlos Eduardo Neves, afirma que “não tem nutriente milagroso para curar o coronavírus”. 

A prevenção vem do fortalecimento do sistema imunológico. “Se a pessoa se alimenta corretamente, estará com boa imunidade independente do tipo de infecção que ela tenha”, ressalta. Alimentos ricos em vitaminas e minerais, como a carne vermelha, rica em zinco, verduras e nozes, ricas em magnésio, manga e cenoura, que têm vitamina A e a famosa laranja, entre outras frutas cítricas ricas em vitamina C. É importante, porém, que se tenha cuidado com os excessos no tempo ocioso. “Existe a possibilidade de você não se exercitar e gastar pouca energia, então você precisa manter a alimentação balanceada e limitar as quantidades”, adverte Carlos Eduardo. 

O futuro nutricionista João Victor Azevedo (24) está no sétimo período e afirma que escolheu essa profissão porque sempre gostou da área de saúde e de estudar a composição dos alimentos, e como isso implicava na vida das pessoas. “Sempre tive uma alimentação balanceada, e com exercícios físicos você pode ter uma vida saudável”. Hoje ele é apaixonado pelo o que estuda e espera que boas oportunidades de emprego apareçam em breve. 

A caloura Anna Carolyna Barros (19) também sempre gostou da área de saúde. Já cursou enfermagem, mas a escolha veio pela ampla área que a profissão de nutricionista oferece. O momento atual foi complicado para começar o curso, já que todas as aulas passaram para o ambiente virtual, mas ela está conseguindo lidar com os desafios. “Pra calouro tudo é novo e é bem difícil pra quem escolhe aula presencial ter que se adaptar com EAD, mas os professores são bem atenciosos e estão ajudando bastante. É um sacrifício pra não perdermos o semestre”. Anna espera alcançar seus objetivos e se tornar uma boa profissional, para ajudar o próximo com seu trabalho.

Por Luiza Almeida, 6º período

ALUNOS DA UVA SE ADAPTAM À VIRTUALIZAÇÃO DAS DISCIPLINAS PRESENCIAIS

O avanço do coronavírus no país fez com que autoridades governamentais tomassem medidas de isolamento social. Estabelecimentos comerciais e instituições de ensino fecharam e o transporte público reduziu a frota. A Universidade Veiga de Almeida, assim como a maioria das universidades do Brasil e do mundo, aderiu à virtualização das disciplinas presenciais, para que o semestre não seja perdido. Mas como os alunos estão se adaptando a esse novo cenário?

Estudar em casa pode ser complicado para alguns, pois necessita de foco, cumprimento de prazos e organização do tempo disponível.  Para os calouros, essa tarefa pode se tornar ainda mais complicada, pois, além de não estarem acostumados com o ambiente universitário, eles chegaram num momento em que é necessária uma adaptação a um novo método de aprendizagem.  É o caso do Jonnas Amaro, aluno do primeiro período do curso de Publicidade e Propaganda. Para ele, estar no computador e não se distrair com outras coisas é uma tarefa complicada, mas ele afirma que vem se adaptando bem. “Eu consigo entender o que os professores passam tranquilamente. Só não me acostumei 100% porque é a primeira vez que participo de algo do tipo”. Ele elogia também a plataforma de ensino e os professores, esperando que o suporte oferecido continue sendo tão bom mesmo depois da crise.

A falta de computadores com acesso à internet é uma realidade para alguns alunos da universidade. Para atender a todos, múltiplas plataformas têm sido usadas, como grupos em aplicativos de mensagens que permitem a troca de materiais de estudo. Aluna do último período do curso de Fonoaudiologia, Camilla D’avila diz que apesar das dificuldades e limitações, o ambiente virtual tem servido como um apoio, uma estratégia inteligente e bem intencionada da universidade. Ela destaca a atenção que tem recebido da coordenação para que o conteúdo ministrado nas aulas seja ofertado para todos igualmente. “Os coordenadores estão preocupados se os alunos têm acesso à internet, por isso falam constantemente com a gente”.

Com comprometimento e dedicação, o estudo pode ser facilitado e as dificuldades ultrapassadas. A aluna do terceiro período de Publicidade e Propaganda e estagiária da Produtora Criativa do curso, Valeska Assis vem prestando apoio aos alunos e professores. Para ela, o home-office já era rotina, por isso a adaptação tem sido mais fácil. Valeska elogia o empenho dos professores e da coordenação por oferecerem um conteúdo de qualidade para os alunos. “Mesmo que eu tenha dificuldade de entender alguma coisa, as aulas gravadas me ajudam, porque posso ouvir novamente a explicação dos professores, que estão conseguindo deixar as aulas interativas e dinâmicas”.

A aluna ofereceu cinco dicas para o aproveitamento melhor do tempo e do foco para as nas aulas virtualizadas:

1 – Acordar cedo, para ter certeza de que você terá tempo para cumprir todas as suas metas. Manter a mente saudável faz toda a diferença na vida e nos estudos;

2 – Tomar banho e tirar o pijama, pois começar o dia com um banho renova as energias e te dá mais disposição para enfrentar as horas de estudo e trabalho. É certo que dentro de casa buscamos ficar o mais confortável possível, mas para muitas pessoas, usar pijama o dia inteiro faz com que o corpo e a mente achem que o dia está reservado para a preguiça. Não é isso que você precisa, portanto, foco!

3 – Tomar um café reforçado, porque a alimentação é um fator importante na rotina. Ao fazer uma boa alimentação logo no início do dia, você também garante energia até a hora do almoço;

4 – Evitar distrações externas, pois as redes sociais distraem. Na hora das aulas e tarefas, tente deixar de lado o celular, e você verá que vai conseguir um desempenho maior nos estudos;

5 – Procurar estar confortável no ambiente de estudo, porque é importante que você se sinta bem. Ficar sozinho funciona e evita distrações.

 

Por Clarissa Lomba Gonçalves, 6º período

 

Foto do arquivo pessoal de uma das alunas, Valeska Assis

Media Lab Talk aborda temas de inovação com foco no consumidor

Projeto ressalta a importância de estar atento ao mercado e às novas metodologias 

 

Design Thinking e Inovação: foco na experiência do cliente, foi o tema abordado por Christiane Melcher, fundadora da NewUSE – empresa de consultoria em UX (experiência do usuário), no Media Lab Talk que aconteceu nesta quarta, 1, via live na plataforma Youtube. A segunda palestra do projeto contou com a participação ativa de alunos dos diferentes cursos da UVA. 

Christiane Melcher respondeu aos questionamentos dos participantes e indicou livros como “Design Thinking”, de Tim Brown, e “Isto é Design de serviço na prática”, de Marc Stickdorn, para quem está começando e deseja saber mais sobre o tema. Para a  coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda, professora Ediana Avelar, é importante que o aluno esteja atento a essas mudanças e disposto a participar delas.Aprender, aprimorar seu conhecimento e “aditivar” o seu currículo para ampliar o seu repertório profissional, tendo em vista que são eventos que têm como convidados profissionais renomados do mercado”. 

O Design Thinking é uma metodologia que foca na empatia e nas pessoas. É uma forma de analisar conhecimento e proposta de soluções por meio de um conjunto de ideias que possam relacionar futuras aquisições de informações para abordar problemas. Com essa lógica, as pessoas e o público-alvo são colocados no centro das questões do desenvolvimento de um projeto. O Design Thinking é muito utilizado no mundo dos negócios de diversas áreas com o objetivo de inovar e se conectar com os clientes. 

A palestrante acredita que é fundamental usar essa metodologia para que empresas e marcas consigam entender os argumentos do seu público-alvo para tomar as decisões necessárias a partir desse feedback.  “É possível aplicar o Design Thinking para produtos ou serviços de qualquer área. É fundamental fazer perguntas e entrevistas para os clientes, pois assim, a empresa pode melhorar e ter novas ideias. A partir do momento em que se tem essas conversas e esses dados, você consegue gerar insights que sozinho não conseguiria”.

A coordenadora Ediana Avelar acredita que ao usar essa ferramenta, os alunos de comunicação podem gerar ideias inovadoras, justamente por ser uma metodologia que pode ser aplicada em áreas distintas. “Para criar uma solução diferenciada para um problema de marketing ou comunicação, é preciso saber como funciona a mente dos consumidores e como eles reagem a certos estímulos”.

Mas não foram só os alunos de Publicidade e Propaganda que se interessaram pela palestra. A estudante do terceiro período de Design de Interiores, Viviane Rodrigues, decidiu assistir a live por achar que o tema seria relevante para a sua vida profissional . “Na minha profissão, o Design Thinking será muito válido, pois me ajudará a ter foco total no cliente. Contribuirá com técnicas que me auxiliarão na verificação das possíveis necessidades do usuário e como eu posso propor soluções projetuais para promover um ambiente confortável, agradável e útil”. Para participar das próximas palestras, os alunos devem seguir as redes sociais do Media Lab.

 

Por Fabyane Melo, 7º período 

Ex-aluno do curso de Publicidade da UVA é aprovado no doutorado de Comunicação da UERJ

Igor Lacerda descobriu sua aptidão pela pesquisa durante a graduação

 

Foi no decorrer do curso de Publicidade da UVA que Igor Lacerda descobriu sua verdadeira vocação: ser professor e pesquisador. O carioca de 27 anos iniciou os estudos na universidade em 2013, onde permaneceu até se formar em 2017. Durante o curso, Igor trabalhou na própria universidade como monitor em alguns cursos de Pós-Graduação à distância. “Meu primeiro estágio foi na UVA, porque até então eu não trabalhava. Tinha a função de responder aos alunos e professores pela plataforma de ensino, auxiliando na postagem de notas e conteúdos acadêmicos”, disse.

 

E foi após esse trabalho que Igor decidiu a carreira que queria seguir. “Depois desse estágio, decidi que queria seguir a carreira acadêmica, ensinar e pesquisar. Então, ainda na Veiga, entrei em projetos de iniciação científica e monitoria”. E foi com a professora Cláudia Sendra que ele aprendeu a produzir um projeto de pesquisa, escrever um artigo sobre o projeto e submeter os resultados a congressos e revistas. Outra professora importante para ele foi a professora Renata Feital. “A professora Renata Feital também foi muito importante, quando me aceitou como monitor de uma de suas disciplinas, me ensinando um pouco do cotidiano de uma sala de aula”.

Quando o ciclo do publicitário na universidade chegou ao fim, já tinha alguns artigos publicados em periódicos e anais de eventos científicos, o que foi um diferencial em relação a outros estudantes. Porém, ao final da graduação, Igor não trabalhou diretamente no meio acadêmico. Seus primeiros empregos como formado foram como social media em uma produtora cultural e em uma galeria de arte independente, onde permaneceu até 2018, quando foi aprovado no mestrado da UERJ.

Sua pesquisa no mestrado foi financiada pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). “Isso significa que eu recebia uma bolsa para pesquisar, ir a congressos e participar ativamente dos projetos do meu programa de pós-graduação.” Devido às excelentes notas e alta produção científica, ganhou da FAPERJ (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) uma nota 10 e um incentivo financeiro que dado aos melhores alunos de cada turma.

Atualmente é pesquisador no Laboratório de Comunicação, Cidade e Consumo (Lacon), laboratório que desenvolve ações de pesquisa e extensão sobre os temas consumo, cidade, megaeventos e o papel da mídia nesse contexto. “Não permaneci tanto tempo no mercado de comunicação, porque até o momento a minha trajetória tem sido acadêmica”. Entretanto, além do trabalho como pesquisador, Igor foi aprovado no doutorado de Comunicação da UERJ. Mais uma vez sua pesquisa recebeu apoio da CAPES. “Então, as minhas obrigações na UERJ continuam as mesmas: pesquisar e publicar os meus resultados em revistas e congressos, além de auxiliar nos projetos do meu programa de pós-graduação”.

Quando terminar o doutorado, daqui a quatro anos, Igor pretende continuar trabalhando com projetos e pesquisas, mas também tem como objetivo entrar em sala de aula como professor e ensinar aos jovens alunos aquilo que aprendeu com os seus 

 

professores da UVA e da UERJ e, quem sabe, um dia algum deles decida seguir o mesmo caminho.

 

Por Lucas Bacil, 7º período

EM TEMPOS DE ISOLAMENTO SOCIAL, UVA INOVA COM PALESTRA ONLINE

MEDIA LAB TALK é sucesso de audiência e interatividade

 

A primeira palestra online, valendo horas de Atividades Complementares (AC),  do projeto MEDIA LAB TALK aconteceu no dia 25, pela plataforma do Youtube. O evento foi promovido pelo Media Lab, laboratório da Casa da Comunicação da Universidade Veiga de Almeida, do campus Tijuca, inaugurado no ano passado. Com o tema  “Desvendando o LinkedIn”, o objetivo era melhorar o currículo dos alunos e a taxa de empregabilidade. A especialista em recolocação profissional, Ticyana Arnaud foi a palestrante convidada. A live registrou 265 pessoas, com grande interatividade por parte dos alunos, que fizeram muitas perguntas e intervenções.

O MEDIA LAB TALK é um dos produtos do projeto de Aluno para Aluno, idealizado pelo Media Lab, que já acontecia desde o semestre passado.  A ideia era promover encontros com alunos que têm uma certa experiência no mercado de trabalho ou habilidades em algumas ferramentas, para conversar, ensinar e ajudar os colegas estudantes. “Já estava previsto manter essa iniciativa durante todo este semestre. Diante do isolamento social necessário por conta do coronavírus, optamos por um formato online. Importante destacar que todos os palestrantes que já estavam agendados para o evento presencial, concordaram em continuar o projeto e abraçaram a ideia”, comenta o coordenador do Media Lab e professor do curso de Publicidade e Propaganda, Cadu Ribeiro. 

Os principais assuntos que serão abordados ao longo do projeto terão como base os três pilares do Media Lab: inovação, empreendedorismo e pesquisa. Durante todo o projeto os alunos poderão discutir diferentes temas importantes para um profissional de comunicação, como marketing digital, mercado editorial, videografismo, inteligência competitiva, varejo 4.0, inovação social, empreendedorismo social, entre outros. “Estamos sempre pensando no profissional do futuro. E principalmente o que esse aluno precisa receber de conteúdo que pode ajudá-lo a trilhar um caminho sólido no mercado de trabalho”, comenta o professor.

Após a declaração do governador do estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, no dia 13 de março, sobre as medidas que iria adotar para combater o novo coronavírus, as aulas da universidade foram suspensas por 15 dias, o que levou a UVA, num grande esforço conjunto, migrar rapidamente as disciplinas presenciais para o ambiente online. Durante essa transição, Cadu Ribeiro em nenhum momento cogitou o cancelamento do projeto. “É a primeira vez que a universidade tem um laboratório de inovação em comunicação. Isto é muito importante para os alunos. Nesse momento complexo, não podíamos ficar para trás. Se o laboratório tem no nome a palavra inovação, não tinha sentido cancelar o evento. Fizemos ele acontecer à distância”.

Para a palestrante Ticyana Arnaud, só será possível saber se o mercado de trabalho sofrerá grandes mudanças após a crise provocada pelo coronavírus. Porém, ela acredita que novas vagas serão criadas, uma vez que muitos empregadores podem acabar mudando o quadro de funcionários da empresa. “O home-office está sendo observado de perto pelas empresas e acredito que esse formato de trabalho veio para ficar. Muitos terão que se adaptar à inovação, e novas ferramentas serão desenvolvidas para a aplicação desse novo formato”, disse.

 Apesar de tudo, Ticyana explica a importância do LinkedIn na vida dos estudantes. “É de extrema importância os alunos terem um perfil ativo na rede, pois facilita tanto na recolocação profissional quanto no networking e parceria para negócios, justamente por ser uma plataforma para contatos profissionais.”.

O laboratório da Casa da Comunicação pretende realizar um evento a cada semana com temas diversos alinhados aos três pilares que o sustentam. Para participar, os alunos devem seguir as redes sociais do Media Lab.

 

Por Fabyane Melo, 7º período

Laboratório de hidráulica do curso de engenharia da UVA está de casa nova

A Universidade Veiga de Almeida (UVA) inaugurou neste semestre o novo espaço dos cursos de Engenharia Civil e Ambiental em frente ao bosque, na salas A116 e A117. O laboratório era localizado dentro da quadra esportiva desde 2016, porém sem muita visibilidade, porque o fluxo de alunos naquela área é pequeno. “Esses aparelhos estavam todos na outra sala, mas sem ser visto por outros alunos”, disse Marcel Lopes, coordenador da área. 

Bomba Hidráulica doada através da parceria do curso com a Frank Eletrobomba em 2018

A sala comporta até 30 alunos para as aulas teóricas e práticas, com equipamentos atualizados que permitem ao aluno testar os conhecimentos aprendidos durante o semestre. Além disso, possui dispositivos para acompanhar mudança de regime hidráulico, um permeâmetro de carga constante, um piezômetro, uma mesa de perda de carga, uma bomba didática, um painel de Stevin-Pascal, entre outros exemplos de tipos de PVCs. 

Dispositivo para acompanhar mudança de regime hidráulico que já fazia parte do antigo espaço do laboratório

Para adquirir esses equipamentos, o curso firmou parcerias, em 2018, com a Frank Eletrobombas, que disponibilizou uma bomba didática para os alunos entenderem como funciona um circuito hidráulico. Além disso, eles também tem um convênio com a Amanco para doação de tubulações de água quente, fria e esgoto, no qual, os alunos podem construir o circuito dos canos para mostruário. 

 

Apesar de aberto neste primeiro semestre do ano letivo, algumas instalações ainda precisam ser feitas para ligar os equipamentos do laboratório. Porém, quando acabar o recesso da universidade por conta do coronavírus, os alunos que cursam as disciplinas de hidráulica e hidrologia serão bem-vindos no novo espaço. 

 

Luiza Almeida, 6º período 

UVA NO CARNAVAL 2020

Carnavalesco da campeã Viradouro é ex-aluno da pós-graduação da universidade

 

O desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro aconteceu no domingo, dia 23/02, e segunda, dia 24/02. A Unidos do Viradouro participou no primeiro dia com o enredo “Viradouro de Alma Lavada”, contando a história das Ganhadeiras de Itapuã. Depois de 23 anos, a escola conquistou o seu segundo título de campeã do carnaval. E o ex aluno de pós-graduação da Universidade Veiga de Almeida, o carnavalesco Tarcísio Zanon, levou o prêmio junto de seu parceiro Marcus Ferreira. 

Para Tarcísio Zanon, que sempre gostou de artes e de carnaval, a pós-graduação de Figurino e Carnaval trouxe a possibilidade de misturar as duas áreas. “O aprendizado foi enorme. É um curso em que você tem a oportunidade de se expressar artisticamente e ainda ter a avaliação de grandes profissionais do carnaval, do figurino e da televisão”. 

A pós-graduação ajudou o carnavalesco a trabalhar em diversas áreas, o que gerou mais oportunidades no mercado de trabalho. “Não trabalhei somente com o carnaval. Trabalhei, também, com cenografia de teatro e com figurino na televisão. Então, o curso foi um divisor de águas na minha vida profissional porque todo esse aprendizado foi aplicado, naturalmente, após o curso”.

Além disso, para Tarcísio Zanon, o curso foi importante, pois deu a possibilidade de fazer network com profissionais ligados diretamente ao carnaval, como Milton cunha, Helena Theodoro e Jack Vasconcelos, abrindo oportunidade do carnavalesco estagiar na Estácio de Sá, em 2014. 

Mas todo esse aprendizado fez com que Tarcísio Zanon conseguisse realizar seu sonho de ganhar e se tornar um carnavalesco da Viradouro. Sonho esse que nasceu após ele ter assistido ao enredo da escola, “Trevas! Luz! A explosão do Universo”, em 1997, quando tinha nove anos. “Ganhar com a Viradouro me traz toda uma memória afetiva, já que Niterói foi o primeiro lugar que morei no Rio de Janeiro, porque sou do interior de Cantagalo. Além disso, ela foi a escola que me deixou apaixonado por carnaval”.

Para o Coordenador da pós-graduação de Figurino e Carnaval, Edson Klayton, escolher essa especialização é importante para quem deseja trabalhar no meio, já que o carnaval está sofrendo mudanças no financiamento e no modo de produção, sendo necessário estar sempre atualizado. “A Lei Rouanet facilita a captação de verbas para realização deste espetáculo. Por isso, o aluno, formado na área, consegue emitir recibos profissionais que são importantes para a prestação de contas ao governo federal”.

O aluno que escolher fazer a pós-graduação de Figurino e Carnaval aprenderá sobre a produção de um figurino e a melhor forma de construir uma narrativa para desenvolver um enredo de carnaval. Tudo isso com a ajuda de professores renomados no mercado que mostrarão como trabalhar estas técnicas.

 

Por Fabyane Melo, 7° período 

 

Parceria entre UVA e Rio 2C vira e-book

O livro, que conta com conteúdo produzido por professores e alunos, já está disponível na Amazon

 

Os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Universidade Veiga de Almeida firmaram parceria com a edição de 2019 do evento Rio2C, e com isso estimularam os alunos a colocarem em prática o que aprenderam em sala de aula. Como resultado, o e-book Rio2C – Experiências e conexões com o futuro: a comunidade acadêmica no maior evento de criatividade e inovação da América Latina foi lançado na última terça (18) pela editora iVentura na plataforma da Amazon, por um valor simbólico que visa apenas cobrir as taxas administrativas, sem fins lucrativos.

 

A última edição do maior evento de inovação e criatividade da América Latina, o Rio 2C, aconteceu em abril de 2019 na cidade do Rio de Janeiro e reuniu profissionais dentre os maiores nomes do setor criativo em áreas como a música, cinema e games. O evento foi dividido em três pilares: mercado, conferência e festival, e incentivou a produção de conteúdo original na indústria criativa. A próxima edição vai acontecer dos dias 5 a 10 de maio, na Cidade das Artes, na Barra de Tijuca, Zona Oeste do Rio.

 

Os coordenadores Ediana Avelar e Luís Carlos Bittencourt, e as professoras Cecília Seabra e Diana Damasceno são os organizadores do e-book, que pensaram a melhor forma de construir uma narrativa das experiências. Já o professor Carlos Eduardo Fonseca ficou responsável por diagramar o produto. “Os alunos são os verdadeiros protagonistas do processo. Eles apenas receberam nossa mentoria e orientação. Eu recomendo que eles participem de eventos dessa natureza porque o futuro é inovação”, explica a coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda, Ediana Avelar.

 

O jornalista Felipe Pereira, que na época era estudante e estagiário da Agência UVA, conta que o Rio 2C foi uma experiência incrível em sua formação profissional. “Achei muito interessante sentir essa rotina de assistir às palestras enquanto produzia as matérias. Foi uma das primeiras vezes que me senti realmente como um jornalista, e isso não tem preço. Confesso que fiquei um pouco nervoso quando soube que faria parte desse projeto, mas a confiança que as professoras Cecília e Daniela me passaram tornou tudo mais fácil. Fico feliz em ter ajudado de alguma maneira a universidade”, afirma.

 

O maior aprendizado para os estudantes que participam de um projeto como esse está relacionado a desenvolver o melhor método de planejamento e organização para que o trabalho seja bem feito. E foi isso que o aluno do 7° período de Jornalismo, Igor Villas Boas, entendeu como a lição mais valiosa que absorveu da experiência de fotografar o evento para o Núcleo de Imagem e Memória. “Trabalhar com os amigos é sempre bom. Além disso, conviver com os professores fora do ambiente da faculdade é bastante gratificante, pois ajuda a estreitar as relações”, conta o aluno. 

 

“A nossa expectativa é que o e-book tenha uma boa repercussão, para que nós possamos fazer uma nova edição, que contará com a participação de novos alunos, escrevendo sobre novas experiências e temas do próximo evento. A ideia é repetir o que deu certo na primeira edição e aprimorar alguns pontos”, conclui o coordenador do curso de Jornalismo, campus Tijuca, professor Luís Carlos Bittencourt.

Por Fabyane Melo, 7° período e João Henrique Oliveira, 7° período

UVA INICIA ANO LETIVO

Reitora dá boas-vindas aos alunos e fala das novidades no campus

 

No primeiro dia de aula de 2020.1 da Universidade Veiga de Almeida, os veteranos se surpreenderam com algumas mudanças no Campus Tijuca. Durante as férias, a unidade estava em obra para reparar banheiros, laboratórios, salas e espaços de convivência. Além disso, aconteceram mudanças no modelo de avaliação de nota. 

Para a Reitora da Universidade Veiga de Almeida, professora Beatriz Balena, uma instituição de ensino não pode se preocupar somente com os currículos e professores qualificados. É preciso, também, estar atento para a infraestrutura do espaço. “A reforma foi pensada para o estudante. O aluno precisa, aqui dentro, ter um acolhimento total. Quando falamos de experiência, estamos querendo dizer que ela começa quando colocamos o pé no local. E isso está ligado, de certa forma, com as áreas de convivência”.

A obra teve o intuito de reformar os espaços da universidade para trazer mais conforto aos alunos e, assim, recebê-los da melhor forma. “Para nós é importante que o estudante nos veja como um lugar que o acolhe. Ou seja, um local em que se pode estudar, relaxar e, sobretudo, uma ponte entre o trabalho e o estudo”, comenta a Reitora. 

A principal mudança na infraestrutura do Campus está na renovação dos banheiros em todos os andares. Mas além disso, foi construído um laboratório de hidráulica, que poderá ser utilizado por todos os cursos, não só os de Engenharia. E foram colocados, também, bancos e tomadas para carregar celular nos espaços de convivência. Por fim, salas de todo o terceiro piso foram reparadas. Mais reformas serão feitas ao longo do ano para que ocorra uma revisão na universidade. 

Cíntia Almeida, aluna do 7° período de Jornalismo, ficou surpresa com as alterações e achou que as modificações se tornaram uma boa campanha de boas-vindas aos alunos. “Eu achei que o banheiro ficou bem melhor. A cor branca na parede faz parecer que está sempre limpo. Fiquei muito feliz por ver a melhora na minha faculdade. Merecemos ter tudo em alta qualidade, inclusive os banheiros”.

Mas não foram feitas apenas modificações na estrutura. O sistema de avaliação da A1 (primeira nota do semestre) mudou. Agora a nota é composta por trabalhos individuais, em grupo e uma autoavaliação do aluno. Para a Reitora Beatriz Balena, a alteração foi feita com o intuito de tirar o peso que a primeira prova tinha. “A nota é composta por prova e mais algumas atividades em sala de aula. O novo metódo da A1 veio em benefício do estudante. O objetivo é fazer com que ele não perca uma disciplina inteira só porque não foi bem logo no começo”.

Para a reitora, o novo sistema valoriza o aprendizado que o aluno adquiriu em sala de aula e renova a antiga fórmula em que o professor é o único que fala e o aluno escuta de forma passiva. “A gente quer valorizar o estudante que é maker, o que faz. Nós treinamos os nossos professores para aprender as diversas formas de avaliar o trabalho do aluno”, conta Beatriz Balena. 

O semestre começou cheio de novidades que visam melhorar o convívio e a experiência dos alunos para que eles consigam extrair, da melhor forma, todo aprendizado para se tornar um ótimo profissional. 

 

Por Fabyane Melo, 7° período

A moda a serviço do talento e da imagem

O mercado de trabalho na indústria da moda é dinâmico e busca por profissionais plurais, com muitas referências e informação. Para a moda é importante conhecer todo o processo de criação e construção de imagem. O curso de modelagem permite ao aluno aprender sobre planejamento, maquinários, técnicas, tempo e custos de uma produção.

Aline Monçores, Coordenadora do curso na Universidade Veiga de Almeida, diz o que os alunos podem esperar do curso. “ O aluno irá aprender a modelar plano e tridimensionalmente tanto manual como com softwares, terá aulas de costura, têxteis, representação técnica, custos e planejamento. ” É um curso com duração de dois anos e meio.

Aline fala sobre as mudanças do setor ao longo dos anos no Rio. “A moda carioca pode ser dividida em três momentos: o primeiro seria a era de ouro, o segundo um pouco mais depressivo, com maior recessão na indústria, e agora estamos vivendo um momento de reconstrução”.  Para Aline, o Rio colaborou para a identidade visual brasileira na moda. A era de ouro trouxe muita inovação para o que reconhecemos hoje como a moda no Brasil. 

Em 2021, o curso de moda da Universidade Veiga de Almeida completa 25 anos, como um dos mais conceituados do Rio. Alunos e ex-alunos ganham notoriedade artística e representatividade maior no mercado de trabalho por se formarem em um curso conceituado. Um exemplo é o trio formado por um aluno e dois ex-alunos que vai apresentar seus trabalhos no Vancouver Fashion Week, no Canadá. Fonte: Educa Mais Brasil

“Temos resgatado o papel e importância nacional tanto como criadores e também como mercado de grande importância. E é nessa reconstrução que vejo o curso de Moda da UVA, colaborando no pensar e no fazer uma nova moda carioca. ”O curso de modelagem está presente em dois polos, na Barra e na Tijuca. As inscrições já estão abertas para o próximo semestre.

Como a universidade está localizada em São Cristóvão, bairro considerado um grande polo produtivo, Aline pretende expandir as interações de todos com as instalações e laboratórios da faculdade, “ (…) pretendemos promover eventos, workshops e minicursos não só aos alunos, mas para toda a comunidade. “Essas ações permitem a visibilidade de projetos criados por alunos e ex-alunos, como Yuki Mendes, que projetou acessórios conectados por arduino as roupas. ”

 

Dayane Rodrigues, 7° período, Jornalismo.