Aniversário da Rádio Uva reflete sobre o futuro do rádio

Ruy Jobim e Daniella Dias contam suas experiências para incentivar futuros jornalistas

 

Ano que vem faz 100 anos que o rádio se popularizou e desde então vem se mantendo relevante como veículo de comunicação. Atualmente, não é diferente: o rádio está passando por mais um momento de transição e os alunos que vivenciam a prática profissional na Rádio UVA puderam aproveitar o segundo aniversário do projeto para abordar o tema por duas perspectivas distintas — Daniella Dias, egressa de Jornalismo da UVA e atualmente na BandNews FM, e Ruy Jobim, diretor da Escola de Rádio. 

 

O evento aconteceu na segunda-feira, 11, no Projeto Leal, campus Tijuca, em clima de festa. Ruy Jobim foi o primeiro palestrante, depois de um karaokê que reuniu os alunos após uma chuva torrencial que parou o Rio de Janeiro. Segundo ele, “não se pode mais fazer rádio sem rede social”, sobre o que muda na atualidade, em comparação com o rádio no qual começou sua carreira. Outra forma de se adequar aos novos tempos é a criação de eventos que façam com que os ouvintes se sintam conectados com a rádio, mesmo que a ação não gere lucro. “Pense no seu público, e não em faturar”, acrescentou. “A rádio precisa estar dentro do calendário anual”.

Para a estudante de jornalismo do quinto período e ouvinte de rádio nos fins de semana, Julia Barroso, a mudança do fazer radiológico é notória. “O rádio hoje em dia só ganha dos serviços de streaming se for de notícias. As programações de música, que é o que eu escuto, só se tornam competitivas quando têm menos propaganda e vão além do que é novidade. Acho que isso já é se reinventar”, opina.

 

Ruy Jobim destaca as principais mudanças notadas nas emissoras: antes, as rádios falavam para uma só pessoa, hoje, falam para várias, e ao mesmo tempo. Além disso, o retorno do público é imediato, a programação musical está em queda, e rádio cada vez mais segmentada. “As rádios vão virar um grande podcast, o ‘queridinho’ do momento”.

 

Para a repórter da BandNews FM e a segunda palestrante do evento, Daniella Dias, as novas tecnologias estão muito presentes no cotidiano. Ela contou que  nas suas coberturas também produz vídeos curtos, e na vertical, para chamar os leitores para saber mais sobre as matérias. Além disso, a Daniella precisa estar sempre com o celular da rádio com um fone de ouvido, um gravador — que quase não usa —, um pau de selfie para fazer o vídeo e um microfone que se conecta ao celular. “Eu brinco que o jornalista de rádio é muito sozinho, já que não temos equipe. A gente é muito repórter faz tudo”.

 

Por Fabyane Melo, 6° período, e Fabyene Melo, 6° período

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