Agência de Comunicação Institucional UVA

Cursos de Jornalismo e Publicidade da UVA encerram semestre com música ao vivo e muito otimismo

Live homenageou alunos e professores, que se superaram em tempos crise

 

Depois de um semestre diferente e desafiador, nada melhor que um encerramento com muita música e otimismo. Desde o decreto que imprimiu o distanciamento social por conta do novo coronavírus, as aulas são virtuais. Com apenas uma semana para efetivar as mudanças necessárias ao andamento do semestre, professores encararam a missão de reorganizar conteúdos e aprender novas possibilidades de atuação no ambiente on-line.

Com o objetivo de agradecer o empenho dos mestres e a superação dos alunos diante de um momento de crise, a Casa da Comunicação organizou uma live com várias surpresas. Vídeos com os professores enviando mensagens de amor e carinho ao alunos deixaram o participantes emocionados. A reitora Beatriz Balena fez um depoimento elogiando estudantes e corpo docente pelo trabalho neste ano atípico. 

Os formandos de 2020.1 foram parabenizados pelos alunos que comandaram a live. Finalizando o evento, o músico e aluno de publicidade, Eric Borba, fez um show de casa. Ele está no ínicio da carreira e afirmou que sempre sonhou em fazer um show na Universidade Veiga de Almeida. Com músicas autorais e covers de Tiago Iorc, Nando Reis e DJavan, Eric animou o público nessa festa de fim de semestre.

 

Luiza Almeida, 6º período

Coletânea de trabalhos de alunos do curso de Engenharia Ambiental é lançada em e-book sobre meio ambiente

No dia 5 de junho, em que comemora-se o Dia Mundial da Saúde, a professora Viviane Japiassú, do curso de Engenharia Ambiental lançou o e-book “Falando de Meio Ambiente em Quadrinhos”, livro sobre meio ambiente que reflete sobre o tema de forma didática e interativa. A publicação é uma coletânea dos trabalhos produzidos pelos alunos da disciplina de ecologia e sustentabilidade

A obra apresenta 21 histórias em quadrinhos criadas pelos alunos da disciplina. Cada capítulo aborda um tema diferente: Sucessão ecológica e produção primária; Indivíduos, Populações e comunidades; e Espécies exóticas, nativas e endêmicas, além de um jogo de palavras cruzadas que testa o aprendizado do leitor a partir dos quadrinhos. “Queria que os alunos se envolvessem mais ativamente na realização do trabalho se tornando autores do produto final, e se apropriando desta ferramenta muito útil para projetos e campanhas de educação ambiental”, explica a professora Viviane.

Estudar um determinado tema utilizando como metodologia esse tipo de linguagem é muito interessante. O aprendizado e as reflexões são desenvolvidas a partir de atividades leves e divertidas que estimulam a produção científica. “Ao invés de uma abordagem tradicional, como uma resenha ou um trabalho dissertativo sobre os conceitos abordados, solicitei que cada aluno criasse uma história em quadrinhos que combinasse elementos visuais e textuais para explicar e exemplificar estes conceitos”, disse.

Ao final do projeto, todos estavam orgulhosos, já que além da experiência, os trabalhos foram publicados e disponibilizados como material de ensino. De acordo com a professora Viviane, o livro foi elaborado segundo a nova metodologia da UVA, o UVA Maker, que tem como foco contribuir para a Agenda da ONU de 2030 e seus ODS. “O e-book foi desenvolvido em alinhamento com esta nova metodologia da UVA e está em alinhamento com o ODS 4 – Educação de qualidade e o ODS 15 – vida terrestre”.

O e-book foi divulgado em diversos sites especializados em meio ambiente e alcançou na semana seguinte ao lançamento cerca de 700 visualizações em sua página de download, apontando o sucesso da publicação.

 

Por Lucas Bacil, 7º período

Marketing Digital em tempos de crise é tema do Projeto Live

Na quinta-feira, dia 18, aconteceu mais uma conversa do “Projeto Live” da Universidade Veiga de Almeida (UVA). Dessa vez, convidaram Victor Azevedo, que é professor de Publicidade e Propaganda para falar do tema “Marketing Digital em tempos de crise”. A live ocorreu no perfil oficial da universidade no Instagram com a duração de uma hora.

O evento, que tem acontecido toda quinta feira desde o dia 7 de maio, é produzido, pensado e divulgado pela Universidade Veiga de Almeida. As live já abordaram diversos assuntos, desde o descarte de lixo residencial na pandemia até a importância da reabilitação pulmonar para curados da Covid-19. A programação do projeto está prevista até o dia 16 de julho. “O nosso objetivo é conversar com especialistas da casa e abordar questões relacionadas aos desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus em diversas áreas do conhecimento e do mercado”, comenta o mediador da live. 

O início da conversa se deu com o professor Victor explicando o que significa Marketing e a diferença para o digital. Ele comenta que área é o estudo de comportamento e influência, seja ela social, pessoal ou familiar. “Existe uma distinção entre Marketing e Marketing Digital? Porque se o Marketing é esse estudo, o que é então o Marketing Digital além de o marketing aplicado à mídia digital? Meu questionamento para isso é: será que ainda existe esse termo? Pode se dizer que, hoje, essa nomenclatura está em desuso. Ao meu ver,  tudo é marketing, só muda a mídia”.

A live seguiu com o professor Victor apontando as principais mudanças e impactos da pandemia para o mercado, para a empresa, para o consumidor e para o Marketing Digital. Para o professor, a crise do novo coronavírus serviu para mostrar para as empresas que é preciso gerar conteúdo e não tem como não estar presente nas plataformas digitais. “As empresas precisam entender que, hoje, não existe só o ponto de contato físico como a de venda direta e de entrega. Antes disso, tem Zero Moment of The Trut (ZMOT) que é a busca de informações sobre aquela empresa, antes da compra. E é exatamente nesse momento que a marca poderia estar gerando algum conteúdo para criar um ponto de contato com o cliente e assim, nutrir, em cima disso, um índice de consumo”. 

Além disso, o professor continuou o assunto ao apontar que a pandemia está gerando mudanças no comportamento do consumidor. Sendo assim, necessário que as empresas acompanhem essas transições. “Nós tínhamos um comportamento de já ficar em casa. O streaming é exatamente isso. O home office já estava presente nas nossas vidas, só não era explorado. Eu aposto em um redesenhamento no comportamento de consumo. Se aquele setor não adaptar e entender a mudança, ele quebra. 

Por fim, a live se encerrou com o professor Victor dando dicas para quem quer empreender nesse novo cenário. “Se você for vender não comece direto por e-commerce. E sim por Marketing Places menores, como Instagram e Mercado Livre para ver se você vai dar conta. O que vale é entender em que nível você está. Imagina que deu um reset no sistema e que todo mundo agora pode fazer coisas novas. Então, qual será o seu próximo passo?”

 

Por Fabyane Melo, 7° período

 

Curso de Gestão de RH da UVA pensa a pandemia

Disciplina Gestão Estratégica de Pessoas desenvolve cartilha sobre os impactos na área de gestão de pessoas

 

O novo coronavírus afetou o mundo de diversas maneiras. Entre os tantos segmentos que chamam atenção, está o de gestão de pessoas. Atento à questão, o professor Wagner Salles, que ministra a disciplina Gestão Estratégica de Pessoas no curso de Gestão de RH da Universidade Veiga de Almeida, criou uma cartilha sobre área a partir das discussões com os alunos de primeiro período. 

Pensando a pandemia e seus impactos nas relações trabalhistas, o professor promoveu reflexões sobre o tema no Fórum de Dúvidas da disciplina. A partir disso, a cartilha foi desenvolvida. Trata-se de um documento informativo que busca ajudar gestores, empreendedores e profissionais a observar melhor as consequências na área de Recursos e Humanos e como os processos de gestão de pessoas podem ser adaptados a esse momento complexo. São dicas para gerar ideias nestes profissionais no sentido de enfrentar a crise.

A cartilha aponta para as mudanças que o mercado de trabalho pode sofrer durante e após a pandemia, indicando de que maneira são impactados os trabalhadores, os processos e as relações de trabalho. Também destaca que as orientações de como adaptar os subsistemas de RH podem ser seguidas e gerenciadas de acordo com a particularidade de cada negócio.

O professor Wagner, com vasta experiência em gestão de pessoas, divide seus conhecimentos com os alunos. ‘’Hoje, estou alocado na graduação de Gestão de Recursos Humanos e na de Administração, além do MBA em Supply Chain”, disse. A cartilha sobre os impactos da pandemia na gestão de pessoas, produto de uma disciplina, mostra que o curso de Gestão de RH da Uva está alinhado às discussões urgentes e necessárias ao momento atual.

 

Bárbara Barth, 6° período.

Casais de namorados contam como se conheceram na UVA

Um dia dos namorados diferente em tempos de distanciamento social 

Os jovens passam muito tempo na universidade. Muitas amizades se formam nesse ambiente, inclusive relacionamentos amorosos. Uma pesquisa feita pela Universidade de Stanford, na Califórnia, em 2017, aponta que 4% dos casais entrevistados se conheceram durante a formação acadêmica. Se a pesquisa fosse feita no Brasil, o casal de alunos da comunicação da UVA, Thayna Titoneli (21) e Viktor Kotkiewicz (21), faria parte das estatísticas. Eles se conheceram em 2017 durante o trote de recepção de calouros, mas não se falaram e nem sabiam o curso um do outro. Nasceria, mais tarde, uma história de amor.

Thayna parou de ver Viktor pela faculdade. O destino tinha preparado rumos diferentes para eles naquele momento. “Nos relacionamos com outras pessoas, mas não deu certo”, afirma a aluna do curso de jornalismo. Um ano depois, se reencontraram na sala de aula. Ela não se lembrou dele. “Ele estava diferente, mais magro e com barba, não relacionei ao menino do trote”. Durante um tempo, Thayna olhava muito para Viktor, até decidir comentar o interesse com um amigo em comum, que ajudou na aproximação do casal. “Nos adicionamos nas redes sociais, começamos a trocar mensagens e marcamos um café no bosque da UVA. Consideramos que a partir desse dia, 28 de março de 2018, começamos a namorar. E cá estamos até hoje”, conta Thayna.

Com o distanciamento social no Rio de Janeiro, a saída tem sido as chamadas de vídeo. “Ficar longe sempre é difícil. Ainda mais que estamos acostumados a nos ver todos os dias na faculdade. Mas a tecnologia ajuda bastante.”, afirma Thayna. Assim como eles, Nathalia Mattoso (22) e Luis Eduardo Freitas (23) também se conheceram no campus da UVA. A aluna do curso de psicologia saiu da sala de aula achando que foi mal em uma prova, e foi encontrar um amigo no pátio. Ele estava cercado de outros amigos. “O Luis estava na rodinha e ficou me encarando, mas não conversamos”, afirma Nathalia.

No decorrer do período, ela encontrava esse amigo em comum todos os dias. Luis estava sempre presente. Nathalia e Luiz passaram a conversar depois das aulas sobre diferentes assuntos, descobrindo que tinham muito em comum. “Em questão de dias, nós nos identificamos um com outro. Todo mundo perto da gente sentia o clima”, conta a aluna. O relacionamento foi acontecendo sem pressão das partes.“Não foi nada marcado, só aconteceu. Viramos amigos, começamos a gostar um do outro e namoramos”.

Ao conhecer o aluno do curso de turismo, Nathália superou um bloqueio. “Eu já tinha me decepcionado muito com outros relacionamentos, mas o Luis me ajudou a vencer isso. Lembro do dia em que entendi que gostava dele. Era uma sexta-feira e eu estava numa aula de psicanálise. Não me sentia bem naquela manhã. Ele simplesmente apareceu na minha sala para me fazer companhia. Então, foi nessa hora que percebi que gostava muito dele”. O namoro faz dez meses neste mês de junho. Atualmente, o casal também mantém contato por chamadas de vídeo. “Não é a mesma coisa, claro, mas não está sendo tão insuportável.”, finaliza Nathalia. 

 

Luiza Almeida, 6º período

Mulheres no audiovisual é tema de live na CasaCom Conecta

Na segunda-feira (1), aconteceu no canal do Youtube da Casa da comunicação a primeira de duas lives sobre o tema “Mulheres no audiovisual”, organizadas pelo professor do curso de Publicidade e Propaganda da UVA, Evângelo Gasos. A conversa sobre os “desafios na direção e na produção” de audiovisual foi com as convidadas Paula Rocha, técnica em direção cinematográfica e que atua como diretora de fotografia, e Mari Campitelli, formada em teatro e atualmente trabalha como produtora executiva de publicidade.

O machismo nesse mercado foi bastante discutido. Segundo as palestrantes, no audiovisual, principalmente quando se trata de diretores, há uma discrepância enorme quando se compara a quantidade de homens e mulheres nesse meio. Elas responderam perguntas dos alunos e chamaram atenção para o como sobreviver e se tornar relevante nesse tipo de trabalho. Também falaram do assédio que sofreram. “Na produção, eu tive que aprender a ser mais ‘brava’”, diz Mari. 

Ao  trabalhar com uma banda formada apenas por homens, um dia aconteceu um problema entre eles e o diretor. Mari, que intermediava a situação, percebeu que a diferença de tratamento para com ela era diferente da de outras pessoas ao redor. “Foram extremamente grosseiros comigo, passando um tom de ameaça. Quando um homem da equipe foi falar com eles, o tratamento foi completamente diferente”.  Já Paula citou um caso quando trabalhava com figurino de atores. Aconteceu de um homem ficar o tempo todo mexendo na calça para ela ter que arrumar.

Infelizmente, essas situações constrangedoras acontecem com certa frequência, seja trabalhado em grandes produtoras do audiovisual ou em sets independentes. As convidadas esperam e lutam para que isso acabe.

A próxima live será hoje, dia 9, às 18h, no no canal da CasaCom Conecta. 

 

Por Lucas Bacil, 7º período

“Talk UVA: a contabilidade na pandemia” discute o cenário empresarial futuro

Na última quinta-feira (4), Alessandro Ribeiro, aluno de Contabilidade da UVA, falou sobre os efeitos da pandemia na reavaliação de ativos e nos lucros de empresas na palestra Talk UVA: A contabilidade na pandemia. A pesquisa apresentada foi feita com informações disponíveis na B3, bolsa de valores do Brasil.

Bens de empresas podem ter valoração alterada dependendo de fatores como depreciação e demanda. Com uma forte mudança no consumo durante a pandemia, é necessário reavaliar os ativos por meio do teste de impairment, que determinará as perdas. Alessandro cita fatores que dificultam esta análise, como alta volatilidade dos mercados financeiros e desvalorização cambial.

A incerteza quanto à volume de vendas e custos futuros deve ser considerada, segundo Alessandro. Algumas empresas optam por comércio online e entregas para evitar o acúmulo de estoque e a desvalorização da mercadoria, mas o cenário deve ser analisado para garantir que as mudanças não tragam custos indesejados. Alessandro conta o exemplo da Amazon, que teve redução nos lucros mesmo com aumento de vendas devido à diferença de custos durante o período de quarentena.

Apesar das alternativas, alguns setores têm demanda zero. No futuro, Alessandro acredita que muitas empresas não se recuperarão dos grandes empréstimos.O cenário pós-COVID-19 será com poucas pessoas nos escritórios. Sem ser possível afirmar as consequências do impacto da pandemia, Alessandro encerrou dizendo que o pessimismo exacerbado é tão prejudicial quanto o otimismo extremo.

 

Julia Barroso, 6º período

PIC UVA 2020 tem lista de projetos aprovados divulgada

O projeto envolve alunos dos três campi: Barra, Tijuca e Cabo Frio

 

A edição de 2020 do Programa de Iniciação Científica da Universidade Veiga de Almeida (PIC UVA) acontecerá entre os dias 02 a 05 de dezembro. As inscrições aconteceram do dia 14 de outubro de 2019 ao dia 20 de março de 2020, podendo participar alunos de qualquer graduação tradicional ou tecnológica, presencial e EAD. A lista com os projetos aprovados pela comissão científica foi divulgada no dia 27 de maio.

Em sua 4ª edição, o PIC UVA contou com 230 trabalhos inscritos e 217 aprovados, uma queda de 15% em relação ao ano passado. A principal hipótese é que a consequência na diminuição do número de inscritos seja devido a pandemia e o aumento da demanda de atividades dos alunos nesse período. Apesar disso, o professor responsável pela coordenação do projeto, Cristiano Bertolossi, avisa que ainda dá tempo de qualquer aluno participar: “Cada projeto tem 6 vagas, e muitos estão com 2 ou 3 alunos. Então, quem tiver interesse, existe a possibilidade de ingressar em um projeto já aprovado. Basta entrar em contato com o orientador”.

O objetivo do programa é estimular os alunos a desenvolverem projetos de pesquisa com viés tecnológico, pedagógico e científico. Além da possibilidade de estruturação de um currículo lattes mais prestigioso, o aluno também terá conhecimento que o beneficiará no mercado de trabalho, que valoriza cada vez mais a redução de custos sem perda de qualidade: “O aluno aprende a fazer um projeto que possa viabilizar a ocorrência de determinada prática dentro daquele cenário em que ele trabalha com um custo menor e com uma efetividade maior. O contato com a iniciação científica é um primeiro passo pra isso.”, garante o professor.

A aluna do 6º período de Jornalismo, Luiza Almeida, teve seu projeto aprovado com o tema: “Evolução dos Videoclipes Brasileiros: da MTV aos vídeos que exalam representatividade e se comunicam com o público”, orientada pela professora Vânia Fortuna. A estudante desabafa dizendo que no momento a experiência está cansativa devido a quarentena e ao grande número de trabalhos, mas conta que a professora lhe deu muito suporte e está confiante. Ela também destaca que vê a oportunidade de pesquisa, como um pontapé inicial para a elaboração do TCC: “Minha maior expectativa é que eu consiga fazer um bom projeto, escrever minhas ideias e passa-las para um artigo. Eu quero que seja um trabalho que eu possa usar como uma continuação para o TCC, espero que me ajude bastante”, disse.

 Para conferir a lista de aprovados, basta clicar aqui.

 

Clarissa Lomba Gonçalves, 6º período

Origem do novo coronavírus é discutida em live do curso de Biomedicina


Na última quinta-feira (04), às 15h, por meio da plataforma Microsoft Teams, aconteceu a live do curso de Biomedicina ministrada por Roberto Leonan Morim Novaes, biólogo, mestre e doutorando em Biologia Evolutiva pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. O tema do bate-papo foi: “Coronavírus, morcegos e uma história de sobrevivência”.

Roberto começou a live questionando o que filmes como “Outbreak”, “Contágio” e “FLU”, tem em comum, além de abordarem catástrofes e pandemias. E a resposta foi clara e objetiva: em todos, os cientistas são ignorados. Apesar dos diversos avisos feitos por parte da ciência ao governo de que vírus oriundos de hospedeiros animais poderiam resultar em um surto mundial, a palavra destes profissionais nunca foi foco de atenção. E como Oscar Wilde dizia que a vida imita a arte, um relatório chamado “A world at risk” foi publicado pela Organização Mundial da Saúde em setembro de 2019, onde as autoridades eram alertadas de uma possível pandemia causada por um vírus respiratório. “Isso não estava fora do radar da ciência”, disse o palestrante.

Posteriormente, foi explicado que o Covid-19 é um vírus zoonótico, com origem biológica, sendo potencial causador de síndrome respiratória aguda grave e está dividido em: Família (coronaviridae), gênero (betacoronavirus) e espécie (sars-coV-2). A principal hipótese de origem desse novo coronavírus é por meio do chamado spillover, ou transbordamento zoonótico – quando um vírus que naturalmente infecta animais, passa a infectar pessoas, causando um enorme problema para a população.

Tal fenômeno, desencadeador do novo vírus, ocorreu primeiramente na cidade de Wuhan, na China, onde aconteciam feiras livres, em que moradores e turistas tem o costume de se alimentar com sopa de animais, como o morcego – apontado como possível hospedeiro. A transmissão ocorreu rapidamente, visto que os profissionais de saúde não possuíam conhecimento do vírus em questão e do rápido poder de contaminação.

Roberto termina a palestra alertando que para que pandemias como essa sejam cada vez menos letais e comuns, medidas de proteção ao ambiente devem ser adotadas de forma definitiva. Uma política que impeça a invasão de áreas naturais, principalmente as que possuem gigante riqueza biológica e impeçam também a matança de animais deve ser implementada. A natureza é um filtro que evita o contato dos animais silvestres com os seres-humanos e, se mantido, não teremos a transmissão de doenças ainda desconhecidas.

 

Clarissa Lomba Gonçalves, 6º período

Professor da UVA conta como lida com homofobia em sala de aula

Eduardo Bianchi afirma que o debate sobre diversidade é fundamental

 

Junho é marcado como o mês do Orgulho LGBT+. Isto se deve à resistência de homosexuais no bar gay Stonewall Inn, em Nova York, em 1969. Frequentadores enfrentaram violências policiais com a comunidade e permaneceram no local durante dias em sinal de protesto. Eles receberam apoio de outros gays e lésbicas da cidade. A partir daí, no dia 28 de junho comemora-se a libertação LGBT+. A data é sempre lembrada com eventos ao redor do mundo. 

Mas quando se é homosexual, todos os dias são um desafio. O professor dos cursos de Publicidade e Propaganda e de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida, Eduardo Bianchi, falou com a Agecom sobre o trabalho dele em sala de aula. “Vivemos numa sociedade muito normativa, na qual eu tenho alunos de origem, perspectivas e imaginários sociais diferentes. Isto conduz a visões de mundo e à forma como os alunos veem a realidade, podendo causar um estranhamento”. Apesar de não ter recebido nenhum ataque direto de homofobia em suas turmas, teve um caso específico em que o aluno assistia às aulas de costas para o professor. “Nossas conversas durante o curso mudou o aluno, e hoje ele é um grande querido”, disse.

O motivo do comportamento estranho nunca foi falado pelo aluno. O caso aconteceu no primeiro período. O estudante, que tinha boas notas, não conseguia olhar para Bianchi. “Minha presença na sala de aula o incomodava muito. Foi um desafio pra mim manter o controle e a calma, porque eu sabia que era uma reação homofóbica”. Foi preciso trabalhar pautas sobre diversidade e gerar discussões entre os colegas de classe. “Hoje, ele é super participativo nas aulas, sempre puxa assunto nas redes sociais. Isso deixou de ser uma questão para ele, que se tornou até um ponto de referência”. 

Essas pautas já faziam parte das aulas de Bianchi. Por serem disciplinas teóricas, altamente reflexivas sobre temas caros à sociedade, o professor aborda as construções das identidades e processos de identificação, trabalhando com autores brasileiros e internacionais que tratam das questões de gênero. “Buscar a ideia da diversidade é uma forma dos alunos entenderem como as construções sociais se dão, como a sociedade vem reproduzindo narrativas históricas”. Assim, gerando debates nas aulas, principalmente entre os alunos LGBT+. “Eu trago a teoria e eles trazem as experiências da própria vida”.

Mesmo sabendo dos desafios, Bianchi não se arrepende. Ele decidiu ser professor enquanto fazia iniciação científica na universidade. Seu orientador, que também era gay, foi uma inspiração para a vida profissional. “Eu via nele a clareza e a força de quem ele era. Em vários momentos da minha escolha profissional e formação ele foi um exemplo para mim”. Pensando no seu próprio papel como professor, Bianchi espera que os alunos possam buscar nele algum tipo de representatividade. ‘’Eu sempre tenho isso muito forte em mim toda vez que eu entro em sala de aula. Quando se trata de turma nova, que não me conhece, eu imagino que a minha presença possa causar incômodo, mas também pode ser um apoio para outros alunos”. 

 

Luiza Almeida, 6° período