Agência de Comunicação Institucional UVA

Semana do Design UVA: Metamorfose

A semana do Design do campus Tijuca uniu as três modalidades de cursos de design: moda, gráfico e de interiores

 

Na penúltima semana de outubro, dos dias 22 a 24, rolou no campus Tijuca da Instituição a quarta edição da Semana do Design e esse ano os alunos e professores dos cursos optaram por levar aos participantes uma história cronológica do Design no Brasil. Com o tema Metamorfose, a ideia foi mostrar ao estudantes que há inúmeras chances de transformação no mercado de design, e encorajá-los a conhecer e experimentar novas vertentes da profissão a partir da experiência de ex-alunos já atuantes no mercado e profissionais renomados em oficinas. 

 

As palestras também foram especiais. Segundo a coordenadora do curso design de moda, Aline Monçores, todo o evento foi planejado para a inserção dos alunos no mercado de trabalho, mostrando como é possível atuar em diversas áreas com o curso escolhido, além de abrir os horizontes dos estudantes para fugir do paradigma de crise. Um dos momentos marcantes das palestras, para a coordenadora, foi ouvir de sua ex-aluna, Nathália Coelho, que já está em mercado de trabalho em um segmento que segundo ela “Jamais imaginaria estar, e acabei me descobrindo pela orientação que tive”. 

 

Além dos bate-papos e palestras, as oficinas, sem dúvidas, foram marcantes. Da organização de quadrinhos à produção de origamis, as ideias eram inovadoras e criativas. Rapha Pinheiro, quadrinista, professor e Youtuber falou de um outro ponto essencial para a produção das obras: a organização. Segundo ele, não basta apenas sentar e sair desenhando, há todo um cronograma, mapa mental de tudo o que pretende colocar no papel. 

 

O evento uniu os três cursos de Design do campus, gráfico, de moda e interiores,  e todas as oficinas conseguiram acolher todos os alunos garantindo aprendizados complementares e novas experiências, como a possibilidade de apresentação de trabalhos para toda a Universidade em uma feira realizada em paralelo ao evento. 

Para o coordenador de Design de animação e gráfico, Gabriel Cruz, a Semana é muito importante para a formação dos alunos, pela oportunidade de ter contato com profissionais renomados das áreas, poder tietar seus ídolos e se inspirar neles. “É muito bom ver o quanto eles aprendem”, finalizou.

 

Por Gabrielle Bastos, 6° período 

 

Integrar para transformar a sociedade

O projeto GESTU reúne estudantes de diversas áreas para tornar Tubiacanga mais inclusiva e sustentável 

A Organização das Nações Unidas (ONU) preparou uma agenda com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para serem alcançados em 2030. O objetivo 11, Cidades e Comunidades Sustentáveis, visa tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. É nesse contexto em que o projeto Gestão do Desenvolvimento Ecossistêmico de Tubiacanga (GESTU) se insere. 

O GESTU nasceu a partir da iniciativa de construir uma horta na comunidade de Tubiacanga, na Ilha do Governador, como parte do projeto de extensão Prática Sustentável, que tem como foco o fortalecimento de parcerias com a universidade e a sociedade civil. Desde então, o laço entre Tubiacanga e a professora Maria de Lourdes se estreitou e foi desse contato que o GESTU nasceu em parceria com a Associação dos Moradores de Tubiacanga (AMAT). O propósito é fortalecer e valorizar a identidade de Tubiacanga, além de ajudar no desenvolvimento histórico cultural ao apoiar as relações econômicas, sociais e ambientais que venham a proporcionar a inclusão social e o bem-estar comunitário. 

Foto por Altayr Derossi

Para que os objetivos do GESTU, em linha com os ODS da ONU, sejam alcançados, o projeto é desenvolvido junto com a comunidade. O lançamento aconteceu no dia 26 de outubro, estimulando a população a perceber os desafios de tornar o lugar sustentável a partir da conscientização sobre os problemas ambientais. Neste dia, estudantes dos campi Barra e Tijuca, de cursos diversos – Design de Moda, Design de Inovação, Comunicação Social, Psicologia, Administração, com o levantamento socioeconômico do local, Arquitetura, e a diretora do campus Barra Nara Iwata – foram ao local atuar dentro da comunidade. “É um projeto que tem uma capacidade maravilhosa de trabalho em equipe com a participação dos alunos integrados, se misturando e se conhecendo. Isso é muito inovador”, disse Maria de Lourdes. 

O professor de fotografia, Altayr Derossi, foi o responsável por realizar uma oficina de fotografia. O tema, fotografia no celular, foi sugerido já que, segundo Altayr, é uma ferramenta que os jovens usam com muita frequência, então seria mais fácil de estimular a prática e conseguir a conexão com a comunidade. “Trabalhamos o enquadramento, a composição, e ajudamos a melhorar o olhar fotográfico dos jovens para que eles pudessem fotografar pela comunidade de uma forma mais apurada, estimulando uma outra visão para a comunidade, mas sem perder a identidade deles”.

Por Altayr Derossi

Para Alessandro Costa de Freitas, estudante de Publicidade que participa da prática profissional em fotografia, fotografar pode fazer a diferença em projetos como esse. “A fotografia ajuda as pessoas a enxergarem o mundo de outra forma. E o incentivo da oficina pode se transformar para muitos uma profissão, futuramente, e, para outros, pode virar um hobby, uma terapia em meio a caos que é viver no Rio de Janeiro”. Alessandro foi um dos quatros alunos que o professor Altayr levou para ajudar na produção da oficina. Juntos, eles cobriram o evento e tiraram fotos dos pescadores locais em parceria com a Agência UVA.

Foto por Altayr Derossi do aluno Alessandro Costa de Freitas

Por fim, é preciso ter em mente que projetos como esse fazem parte de um objetivo maior: tornar o mundo mais consciente e mais sustentável. Ao trabalhar localmente, com Tubiacanga, o projeto amplia a consciência sobre o deve ou não ser feito, avançando frente aos desafios de motivar e engajar a população. 

 

Serviço: as próximas ações estão programadas para os dias 25, 26 e 27 de novembro. Nos três dias, as atividades terão início às 10 horas da manhã e vão até a tarde. 

E para quem quiser participar ou saber um pouco mais sobre o projeto, é só procurar pela professora Maria de Lourdes, no e-mail [email protected]

Por Fabyane Melo, 6° período

Alunos debatem desafios do Jornalismo no MediaLab

O bate-papo contou com a presença de Carlos Briggs, jornalista da rádio BandNews FM

 

Para um estudante de jornalismo, é muito importante conhecer experiências de profissionais de diferentes meios de comunicação. Pensando nisso, a professora Vânia Fortuna organizou o bate-papo Desafios e oportunidades de uma profissão que se reinventa, no qual os alunos puderam conhecer e conversar com Carlos Briggs, que é jornalista da BandNews FM. Ele citou coberturas de destaque feitas durante a carreira e ressaltou pontos como a integração da rádio com os ouvintes por meio de perfis em redes sociais. 

 

A conversa entre Briggs e os estudantes abordou vários tópicos de destaque no cotidiano carioca, como cobertura de trânsito e segurança pública. Além disso, os participantes debateram sobre o mercado de trabalho, sobre o qual Carlos reafirmou a diversidade de áreas na profissão. “O jornalismo independente e colaborativo é válido e acrescenta bastante bagagem atualmente. O mercado é um mundo, não se resume somente à TV e impressos. Existe muito espaço nas mídias digitais”, destacou.

“O MediaLab foi pensado para aprimorar o conhecimento dos nossos alunos, e uma das ações elaboradas para isso foram esses encontros entre os profissionais e estudantes em um número reduzido (cerca de 15, no máximo), para que seja um momento mais íntimo e próximo do palestrante. Os alunos têm que aproveitar a universidade ao máximo, estamos começando a criar essa cultura de trazer profissionais, então é muito importante que o estudante participe desses encontros”, contou a professora Vânia Fortuna, idealizadora do bate-papo.

 

“Eu gostei bastante, por ter contato com um profissional atuante no mercado e que pode mostrar ideias novas de mercado e tendências. No curso acadêmico nós não temos tempo hábil para nos desenvolvermos de forma plena nas partes teóricas e práticas, então é necessário que tenhamos interação com os profissionais já atuantes”, afirmou Igor Villas-Boas, estudante de jornalismo, que faz prática profissional na Rádio UVA.

 

Por João Henrique Oliveira, 6º período

 

Alunos participam de oficina de formatação de trabalhos acadêmicos

Regras ABNT foram abordadas pela Profª Alípia Ramos

 

No dia 30/10, o MediaLab recebeu a oficina de formatação de trabalhos acadêmicos, ministrado pela professora da Universidade Veiga de Almeida (UVA),  Alípia Ramos, e organizado pela professora Michele Vieira. O intuito foi dar dicas sobre as normas ABNT aos alunos que, em breve, defenderão o trabalho de conclusão de curso (TCC). 

 

Durante o encontro, todos puderam tirar dúvidas sobre como colocar citações em seus trabalhos, qual a formatação específica para cada tipo de texto e como entregar o TCC de acordo com as normas. Para Alípia, a oficina é fundamental, não só para os futuros formandos que defenderão suas teses em breve, mas para todo o corpo estudantil. “Eles precisam conhecer as normas, não que elas sejam a parte mais importante do TCC, mas faz parte da complementação do seu trabalho, e todos geralmente têm muitas dúvidas. Então, foi um encontro muito importante”, disse. 

 

 

Os alunos presentes estão perto de apresentar seus trabalhos para as bancas examinadoras e o futuro formando de publicidade, Daniel Batista, ficou muito satisfeito com o que aprendeu durante a oficina e reafirma a importância do evento: “Achei uma palestra necessária, porque as regras da ABNT são muito complexas, então ter uma professora que é especialista no assunto é muito enriquecedor”. 

 

Por Luiza Almeida, 5º período

A importância da prevenção

Comunidade acadêmica da UVA discute ações para reduzir acidentes e desastres ocasionados por chuvas

 

Para a maioria das pessoas, a chuva é um fenômeno natural. Mas para muitas outras é motivo de preocupação e tragédia, principalmente no Rio de Janeiro, onde basta chover um pouco mais forte para que o trânsito pare e aconteçam enchentes e deslizamentos. Em uma cidade construída num território com muitas encostas e planícies de inundação, a urbanização desenfreada, aliada ao aterramento de lagoas e ao desmatamento, contribuem para o agravamento dos efeitos das tempestades. 

 

Apesar desses fatores, é possível reduzir e gerenciar riscos. Os alunos do projeto de pesquisa e extensão Que chuva é essa? — coordenados pela professora de engenharia ambiental Viviane Japiassú — promoveram no dia 25/10 o evento Circuito: cidades, chuvas e riscos de desastres, no campus Tijuca. Os alunos puderam participar de oficinas interativas, exposições e jogos. 

O objetivo foi promover conhecimentos sobre redução de riscos de desastres, despertando o olhar para a forma como a população ocupa a cidade e o papel de cada instituição e indivíduo na sociedade. Além disso, o evento fez parte da programação do Circuito Urbano da ONU-Habitat Brasil e contou com a presença da oficial nacional Rayne Ferreti, na palestra de abertura. Esteve presente também a reitora da UVA, Beatriz Balena, que conheceu as oficinas interativas apresentadas e destacou a importância das atividades que acontecem fora de sala de aula na formação universitária.

A organizadora do evento, a professora Viviane Japiassú, explicou que os alunos podem se engajar nesse tema como profissionais e cidadãos. “Precisamos que os novos profissionais sejam conscientes do seu papel na prevenção e na redução dos riscos de desastres, para que possamos caminhar rumo a uma cidade mais resiliente. Para isso, é preciso que os professores incluam em suas discussões e atividades os elementos do risco, chamando sempre a atenção para a responsabilidade e as atribuições que cada profissional tem nesse contexto.”

Viviane ainda confirmou a importância da conscientização e educação da população na prevenção de acidentes. “É fundamental que as pessoas percebam o risco e sigam as instruções da Defesa Civil, sobretudo nos episódios de chuvas fortes. Mas elas também devem contribuir para reduzir esses riscos, tomando cuidados na construção de suas residências, cuidando da cidade, criando mais áreas verdes, não jogando lixo no chão para não entupir bueiros nem poluir os rios. Devemos trabalhar essa temática desde a infância, como ocorre no Japão, por exemplo. Assim, na hora da crise, todos estarão mais seguros quanto às ações a serem tomadas”.

 

Com o intuito de mostrar as tecnologias e recursos utilizados na cidade e no estado para reduzir riscos, além da oportunidade de conhecer o funcionamento desses sistemas, foram realizadas duas visitas técnicas: uma ao Centro de Operações Rio — onde os participantes foram recebidos pelo coordenador da Defesa Civil, Leandro Chagas —, e a outra à Estação Hidrológica do Rio Maracanã, mediada por Cinthia Avellar, meteorologista do Alerta de Cheias do Inea. 

Durante o circuito, alunos de várias instituições expuseram trabalhos que mostravam os efeitos da chuva no solo e explicavam como prevenir desastres e se proteger em casos de enchentes e deslizamentos. Os estudantes Felippe Pereira (Engenharia Civil) e Yasmin  Kubrusly (Engenharia Ambiental), ambos da UFRJ, apresentaram uma maquete sobre os efeitos da chuva no solo. “Eu acho muito importante abordar esse tema como uma forma de prevenção, não somente depois de um acidente. É uma forma de se proteger e ficar atento aos alertas”, ressaltou Yasmin.

Além das exposições, a Defesa Civil do Rio de Janeiro esteve presente no evento, com um jogo interativo e o simulado de mesa de chuvas fortes. “A nossa função principal é a redução do risco de desastres. Nós fazemos isso por meio de cinco ações: prevenção, preparação, mitigação, resposta e recuperação, sendo as três primeiras antes dos desastres e as outras duas, depois. Eventos como esse nos permitem divulgar o nosso trabalho por meio da informação”, afirmou Jorge Domingues, da Defesa Civil.

SERVIÇO 

 

O site da Defesa Civil do Rio de Janeiro tem informações úteis em caso de desastres: 

http://www.defesacivil.rj.gov.br/index.php/para-o-cidadao/como-agir-em-desastres

 

Telefones úteis:

190 – Polícia Militar

192 – SAMU 

193 – Corpo de Bombeiros

199 – Defesa Civil Municipal

 

Por João Henrique Oliveira, 6° período

Veiga promoveu Simpósio de Inovação Social com assuntos voltados à inclusão e sustentabilidade

Palestra abordou o papel dos modelos cartográficos utilizados na sociedade e os estudos que podem auxiliar nas questões sociais 

Entender o contexto social de uma determinada região nem sempre é algo fácil. Com um longo histórico de mudanças no seu processo de construção e urbanização, a cidade do Rio de Janeiro sofreu, ao longo de muitas décadas, transformações que fizeram com que muitas pessoas não tivessem a mínima compreensão histórica das alterações ocorridas, e nem ao menos a história por trás da formação do ambiente em que boa parte da sociedade vive.

Trazer clareza e desvendar a formação por trás de cada localidade é um dos objetivos da cartografia social, que tem o papel de servir como instrumento para elaboração de mapas sociais que consigam expressar a realidade de populações específicas em determinados territórios. O mapa é criado a partir de estudos que contam muitas vezes com a participação das comunidades envolvidas, e são usados como instrumento de defesa de seus direitos. 

Com o propósito de debater o tema e abordar os principais pontos do estudo da cartografia social e da cartografia decolonial, a Universidade Veiga de Almeida promoveu um Simpósio de Inovação Socioambiental, e propôs a discussão em uma das palestras que teve como tema Cartografia social, geotecnologias e gestão territorial: inclusão e sustentabilidade.

O evento, realizado no dia 18/09, contou com a presença do professor Rodrigo Lobato, que mediou o simpósio, com o representante do fórum Grita Baixada, Fransergio Goulart, e o Doutor e professor da UFRJ, Paulo Menezes. Foram abordados assuntos direcionados à formulação e atualização das políticas públicas voltadas à sustentabilidade urbana e ambiental, reconhecendo na produção do saber e do pensamento crítico as ferramentas fundamentais para a transformação do espaço urbano, do ponto de vista ético, econômico e ecológico. 

Com uma abordagem voltada para a forma como a cartografia social é usada no Rio de Janeiro e as conquistas que a prática traz, o docente Fransergio Goulart apresentou dados que comprovam a importância do estudo nas questões sociais sobre a sustentabilidade urbana e a relevância da ferramenta no apoio às causas sociais. “A cartografia social começa com o reconhecimento do espaço a ser analisado e passa pelo entendimento do público que vive naquele ambiente. O estudo retrata as questões sociais de cada território com base em avaliações, que muitas vezes são produzidas a partir do relato de pessoas.”

Fransergio revelou, também, que o estudo tem um valor de extrema importância para a formação do conhecimento territorial por parte das pessoas, no empoderamento e na militância das classes mais pobres, e no entendimento da referência social que cada área possui. “Para a população negra e mais pobre, a cartografia social tem um papel importante ao fazer com que esses indivíduos se percebam como sujeitos dentro da sociedade, e, a partir desse contato, iniciem o processo autoconhecimento e empoderamento”, explicou. 

Já o Dr. Paulo Menezes destacou em sua apresentação as transformações cartográficas sofridas ao longo das décadas, e os modelos adotados em cada período com base nas transformações que a sociedade sofreu. “Muitas das mudanças sofridas na cartografia do Rio de Janeiro foram feitas por escolhas de governos que passaram pelo poder. Houve alguns erros de planejamento na cidade, que foram vistos com o decorrer do tempo, como o rio Maracanã, as construções em encostas, entre outros erros de planejamento”, citou. 

 

Por Lucas Candido Silva, 8° período

 

IV JORNADA EM DIREITO DAS MULHERES

Pela quarta vez, o campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida abriu as portas para um evento #GirlPower

 

No dia 17 de outubro, o evento Jornada em Direito das Mulheres aconteceu mais uma vez na universidade. O objetivo principal do evento foi exaltar a importância do debate sobre os direitos das mulheres dentro e fora do campo jurídico. Segundo a coordenadora do curso de Direito, Mery Chalfun, “a prioridade desse ano foi trazer exposições dentro desse campo de forma interdisciplinar”.

A atual conjuntura social que vivemos não nos garante segurança e bem-estar social sendo mulher, e, por esses e outros aspectos, o evento contou com uma programação totalmente ocupada por mulheres em seus locais de fala, em mesas de debates e palestras, cada uma trazendo seu viés, desde saúde mental até comportamento da sociedade.

A professora do curso Marcela Miguens atua todos anos na organização de palestras ao lado dos alunos, garantindo que os temas sejam pertinentes à atualidade. Além de proporcionar o contato com profissionais da área e a representatividade em assuntos como preconceito racial e a rede de apoio a quem sofre violência, e o debate sobre feminicídio, a Jornada de Direitos proporciona a participação direta dos alunos na organização das palestras.

Com temas tão essenciais como violência de gênero, feminicídio, o espaço da mulher nas relações de trabalho dentro e fora do direito e até mesmo questões de saúde mental. Muitos participantes, não só os organizadores, garantem que o mais gratificante foi ver o quanto os temas, mesmo que de campos diferentes, dialogavam e se completavam. Segundo Marcela, “é difícil apontar um momento de destaque dentre tantas palestras com temas tão essenciais”. 

Por Gabrielle Bastos, 6º período

Mulheres, Artes Visuais e Cultura de massa

Simpósio realizado dentro da programação do 2° Encontro internacional de História e Parcerias destacou pesquisas e debates em torno dos temas

Falar sobre o feminismo é mais do que necessário. A cada hora no país, quatro meninas de até 13 anos são estupradas, de acordo com os dados de 2018, divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019. Já o feminicídio aumentou em 4% em 2018. E a violência sexual cresceu 4,1%. O Ministério dos Direitos Humanos (MDH) fez um balanço de ligações feitas para o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, e registrou que, nos primeiros seis meses de 2019, os relatos de violência chegaram a 46.510.

Por isso, pesquisas relacionadas a mulheres são relevantes e foram tema de um simpósio temático sobre mulheres nas artes visuais e na cultura de massa, realizado na última sexta-feira, 25/10, dentro do 2° Encontro internacional de História e Parcerias.

Dentre os trabalhos apresentados, a dissertação de Camila Ferreira Figueiredo tratou do reforço do discurso machista em 1940 da revista Eu Sei Tudo. Nessa época, as mulheres começaram a criar uma certa emancipação, pois supriram a falta dos homens, que estavam nas guerras, nos trabalhos que eram tidos como masculinos. Mesmo assim, o machismo era reforçado nas propagandas americanas, que reforçavam o padrão de beleza imposto para as mulheres. No Brasil, no Estado Novo, não foi diferente. “As propagandas no Brasil fortaleceram a ideia de que as mulheres deveriam ser enfermeiras na guerra, pois somos melhores com cuidados”, disse Camila.

Já a pesquisa de Tatiana Carvalho foi sobre como o cinema, também em 1940, influenciava nos padrões colocados pelos filmes hollywoodianos e como a indústria era e ainda é machista. “O cinema é um campo muito masculinizado. Todas as mulheres precisam se provar o tempo inteiro”, comentou. Tatiana ainda analisou a carreira de Carmen Santos, que, nesse período, era atriz, produtora e diretora, mas mesmo assim não era reconhecida por todos os seus talentos.

Para mim, enquanto aluna presente no evento, os dois trabalhos trouxeram somente uma pequena parcela dos efeitos que essas ações causaram e ainda causam na nossa sociedade. Também alertaram para a necessidade de analisar a história, o que nos mostra que ainda há muito trabalho pela frente, e que essas pesquisas são importantes para que o pensamento possa evoluir e que essas percepções sobre as mulheres possam ser transformadas.

 

Por Fabyene Melo, 6° período

De aluno para aluno

Ciclo de palestras no Media Lab tem segunda edição realizada na última sexta-feira

 

O MediaLab recebeu o aluno de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida, Murilo Marques, na última sexta-feira, dia 25/10. A palestra teve como tema mostrar como funciona o processo de criação de um roteiro e os passos da produção. O palestrante, além de aluno da UVA, é roteirista independente e se formou na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. 

 

Murilo Marques explicou o funcionamento do roteiro para os alunos que estiveram presentes e ainda abordou debates que estão em alta entre os roteiristas. “Há profissionais que defendem que os roteiros fazem parte da literatura, enquanto há outros que discordam, já que os roteiros precisam ser mais descritivos e não podem fugir tanto das técnicas”. Além disso, ele indicou um livro que considera bem didático para quem está começando: “O livro O Manual do Roteiro serve como um guia na hora de escrever. Eu me apeguei a ele e não largo mais”.

 

Murilo também mostrou um exemplo de roteiro criado por ele e aprofundou os termos técnicos necessários para a melhor interpretação do texto. “É preciso lembrar que o que está sendo escrito para o audiovisual será transformado depois em produções visuais”, disse. 

 

Para a aluna Mayara Vitória, do segundo período de Jornalismo, a palestra ajudou a adquirir mais conhecimento na área, ressaltando a importância de ter sido conduzida por um aluno. “ Quando conversamos diretamente com um aluno, nos sentimos mais representados e ouvidos. Não aprendemos só com professores. Podemos aprender com outros alunos também. É uma troca”, finalizou.

 

Por Fabyane Melo, 6° período

 

Alunos debatem branding no MediaLab

O palestrante foi Bernardo Pujol, que é aluno do curso de Publicidade da UVA e estagiário da Reserva Mini 

 

Para um estudante, ter contato com profissionais do mercado é muito importante na formação, ainda mais se essas pessoas forem da própria universidade. É o caso de Bernardo Pujol, estudante de publicidade da Universidade Veiga de Almeida (UVA) e estagiário de branding da Reserva Mini. Ele palestrou na tarde desta quarta-feira (23) para cerca de 10 alunos no MediaLab. Bernardo apresentou cases de sucesso da marca e falou um pouco dos desafios da carreira. “Acho que compartilhar experiências e fazer networking é bastante importante para os alunos, pois o mercado de trabalho começa já na faculdade. Você assiste aulas com pessoas que um dia podem trabalhar contigo”, destacou. 

A professora Michele Cruz, idealizadora da palestra, reafirmou importância da interação entre alunos. “A ideia de convidar o Bernardo veio de uma conversa, quando ele comentou que fazia estágio na Reserva. Tive então a ideia de trazê-lo para dar dicas aos alunos que querem ingressar no mercado. Essa troca entre eles é fundamental para que possam conhecer o mundo corporativo. A palestra foi incrível, os participantes fizeram muitas perguntas e com certeza saíram com mais noções das regras do mercado de trabalho”.

 

“Achei a palestra ótima. É muito válido que nós, novos alunos e da nova geração da comunicação, tenhamos contato com profissionais jovens e que há pouco tempo estiveram em nosso lugar. A troca de experiências unida à vontade de aprender do universitário enriquecem o debate. A palestra foi sobre branding, que é uma matéria vista somente no final da graduação, e alunos de primeiro e segundo períodos tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre essa área”, revelou Bruno Gauvain, estudante do oitavo período de publicidade.

Por João Henrique Oliveira, 6º período