ALUNOS

E-book do curso de Publicidade da Uva é lançado em seminário de TCC


No último dia 15 aconteceu o 5º Seminário de TCC do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Veiga de Almeida. Devido à pandemia, o evento foi transmitido virtualmente pelo canal do youtube da Casa da Comunicação – CasaCom Conecta. Nessa oportunidade, o primeiro e-book do curso, intitulado “Enfim, publicitário!”, foi lançado, prestigiando os melhores trabalhos de TCC de 2019.

A mediação do seminário ficou por conta do professor Carvalhido. O objetivo foi apresentar o processo de produção das pesquisas dos alunos formandos, o “temido” trabalho de conclusão de curso, além de premiar os melhores artigos do semestre anterior. 

Carvalhido ressaltou que o TCC deve ser escolhido com base em um tema que seja do interesse do aluno, que deve aproveitar o trabalho como uma oportunidade de conectar-se com o futuro profissional: “O TCC tem essa função principal, fazer uma conexão dos estudos da universidade e preparar o aluno para o que ele quer ser como profissional”, disse. Ele também falou sobre as três possibilidades de trabalhos que podem ser adotados para concluir o curso: o clássico, que possui em média 40 laudas, um artigo científico ou um trabalho prático.

O evento também foi o palco de lançamento do e-book “Enfim, publicitário!”, organizado pela coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda, professora Ediana Avelar e pela professora Michele Cruz. Trata-se de uma coletânea dos melhores artigos oriundos dos trabalhos de conclusão de curso de 2019. Para quem se interessar, ele está disponível no site da Amazon pelo  valor simbólico de R$ 1,90 – quantia usada somente para cobrir os custos operacionais exigidos para publicação.

A professora Michele contou que o e-book foi uma grande realização do curso. A ideia é que seja um produto que traga reconhecimento aos alunos que se empenharam nas pesquisas e, além disso, uma inspiração para os que estão produzindo o TCC: “A gente vinha observando a qualidade de alguns trabalhos e resolvemos premiar os alunos. Então, todo semestre vamos produzir uma uma nova edição”, disse.

A publicitária Lidiana Oliveira, ex-aluna do curso, apresentou o trabalho que produziu no semestre passado, sob a orientação da professora Michele Cruz, explicando aos alunos como foi o processo de construção do seu TCC. O tema foi “O impacto da Marvel e sua influência na cultura geek”, que teve como objeto de pesquisa “Os vingadores”. 

 

Barbara Barth, 6º período

Curso de Psicologia da UVA discute “Luta antimanicomial”

A primeira palestra do “XVI Luta Antimanicomial: por uma sociedade sem manicômios”, evento online promovido pelo curso de Psicologia da Universidade Veiga de Almeida, aconteceu nesta sexta-feira (22). A live que contou com mais de 500 participantes na plataforma zoom e foi transmitida também pelo facebook, abordou o tema “O que a psicanálise ensina para a reforma psiquiátrica”, com mediação da coordenadora da graduação do curso de Psicologia no campus Tijuca, professora Danielle Lamarca. Participaram da discussão a coordenadora do doutorado em Psicanálise, Saúde e Sociedade da UVA, professora Gloria Sadala, e Maria Anita C. Ribeiro, Sonia Borges e Vera Pollo, professoras do mestrado e doutorado do mesmo curso.

 

Danielle Lamarca iniciou o debate reforçando a importância do tratamento humanizado, fazendo uma analogia com a situação vivida no momento. Para facilitar a compreensão do que significa a privação de liberdade em um manicômio, comparou o efeito que a quarentena produz na saúde mental de pessoas saudáveis com o impacto muito maior que esse tipo de situação causa na saúde mental de pessoas já fragilizadas. O manicômio pode produzir mais efeitos negativos do que positivos, concluiu a coordenadora.

 

A primeira palestrante, Glória Sadala, relembrou Freud ao citar a importância de um profissional capacitado a extrair do paciente informações significativas durante um tratamento, pois o subconsciente é responsável, e não apenas um objeto de estudo. Em relação ao papel da medicina, ainda de acordo com a literatura freudiana, a professora afirmou que o psiquiatra exerce um papel importante, mas não é capaz de escutar propriamente o paciente e mesmo nos casos que escuta, não resolve totalmente o problema. O médico  apenas busca um transtorno no qual o paciente se encaixe e com isso escolhe entre o medicar ou dizer que não há um problema com a pessoa em questão. Por esse motivo, a psicanálise e a psiquiatria são complementares, nunca excludentes.

 

Maria Anitta C. Ribeiro também citou Freud ao ressaltar o valor da área de atuação da psicanálise que foi descoberta por ele, a fantasia. A professora afirmou que nunca se deve tentar adequar o louco à realidade, pois esta é subjetiva. A realidade de um psiquiatra que tenta fazer isso é apenas mais compartilhável que a do paciente que tenta curar. “Quando se escuta uma coisa, ela passa a ser realidade”, apontando que a alucinação por si só já é uma tentativa de cura.

 

Sonia Borges falou sobre o romancista James Joyce e sua ruptura com a lógica, motivo pelo qual se tornou famoso e impressionou o psicanalista Lacan. Joyce teria encontrado na literatura uma forma de impedir o desenvolvimento da sua psicose. Para compreendê-lo analiticamente, precisamos pensar na época e no contexto social em que ele vivia.

 

Vera Pollo finalizou também ressaltando a importância da literatura para a humanização, mas retomou Freud. Ressaltou que o sujeito procura ajuda nem sempre com a intenção de ser curado, pois o sintoma, às vezes, é a representação do paciente em si. Para a professora, a busca por um médico pode servir ao paciente como uma validação da doença, que na procura pela cura pode acabar se tornando apenas um distribuidor de papéis e serve do capitalismo.

 

Letícia Freitas, 6° período.

  

Presente e futuro se encontram na Adm Talk, do curso de Administração

Professores da UVA discutem panorama histórico das tecnologias e seu impacto na sociedade

 

Na última quinta-feira (21), a Adm Talk trouxe os professores Cláudio Fico, Flávio Nogueira e Cleber Karls, coordenador do curso EAD de História, para a palestra “As Novas Tecnologias de Monitoramento Social e Modelagem Matemática”. O foco do debate foi a inovação tecnológica constante e a importância da segurança da informação.

Para demonstrar a semelhança entre nossa vida cotidiana e o mundo da ficção científica, a palestra começou com trechos de uma série e dois filmes futurísticos. Em Minority Report (2002), Tom Cruise recebe anúncios publicitários personalizados a partir da leitura de retina. Keanu Reeves, em Matrix (1999), hackeia uma tecnologia inteligente. Na série Westworld (2016 – presente), um robô em forma humana, interpretado pela atriz Evan Rachel Wood, fala sobre um sistema de modelagem que prevê quando um humano morrerá.

Tudo isso parece distante pela forma que é retratado, mas estamos próximos dessa realidade. Com dados de redes sociais, por meio de modelagem matemática, os algoritmos fazem previsões de consumo, sabendo exatamente o tipo de publicidade que interessa a cada pessoa. No Brasil, algumas cidades utilizaram drones para reforçar o isolamento social. As seguradoras fazem previsões de quando acontecerão acidentes para saber exatamente quanto cobrar. Esses exemplos da aplicação da tecnologia para monitoramento social foram discutidos no evento.

A modelagem matemática é uma representação da realidade que permite fazer estimativas. Este método tem sido muito utilizado durante a pandemia de Covid-19 para antecipar o número de doentes e a quantidade de recursos necessários. De acordo com o professor Cléber, essa tendência de monitoramento é mais benéfica para a parte da população que consegue interpretar os dados.

“Hoje, podemos aplicar a modelagem matemática para tudo”, afirma o professor Cláudio. Os avanços tecnológicos revelam novos horizontes e as transformações trazem oportunidades. É impossível prever qual o futuro da tecnologia, porque isso depende não só da ciência, mas de demandas da sociedade. Ele diz que a grande diferença entre o ser humano e a inteligência artificial é a velocidade de processamento, ponto em que as máquinas têm vantagem, mas fatores históricos e psicológicos ainda favorecem a humanidade.

A introdução de novas tecnologias muda as relações humanas, e nem sempre as inovações são bem aceitas. Cléber citou os ludistas durante a revolução industrial, trabalhadores que quebravam as máquinas por medo da substituição no trabalho, apontando as disputas homem versus máquina que acontecem até na atualidade. Para ele, a diferença do século XXI é que as mudanças acontecem rapidamente, e isso impacta o cotidiano, além de modificar as relações de trabalho. “Não conseguimos mais interpretar a sociedade de uma forma dicotômica”, comenta.

Flávio recomenda a obra de Yuval Harari, destacando o livro “Homo Deus: uma breve história do amanhã”, que traça um panorama do futuro a partir do passado da humanidade. Sobre a possibilidade de máquinas substituírem o homem, o professor admite que é possível em cenários em que não importa a consciência, mas sim a inteligência, como em determinadas funções na área financeira. Além disso, enfatiza a perda de liberdade a partir da aplicação extrema de modelos matemáticos, citando como exemplo a eleição de Trump, em 2016, e a manipulação dos votos.

Nas considerações finais, Flávio explicou que não adianta ter uma boa técnica, como dados e sistemas, se a parte da aplicação humana é falha. Cléber ressaltou a gravidade da exclusão digital, que é muito presente em países como o Brasil. Cláudio encerrou com um alerta: “cuidado com as redes sociais”, afirmando que os dados colocados na internet abrem porta para manipulação.

 

Julia Barroso, 6º período

Primeira live da Equipe de Pesquisa em Saúde da UVA fala sobre o suicídio em tempos de quarentena

Na última quinta-feira (21), a Equipe de Pesquisa em Saúde da UVA – Acolhimento e prevenção ao suicídio, depressão e ansiedade, estreou a nova página do Instagram, com a realização de uma live com o tema “Dor e ato: uma conversa sobre o suicídio em tempos de quarentena”. A professora, psicóloga clínica e organizacional e supervisora da equipe, Barbara Carissimi, conduziu o bate-papo com o aluno de psicologia do 7º período e supervisando, Felipe Lyrio. O objetivo da live foi abrir os olhos das pessoas para a importância da discussão do suicídio e a necessidade de construir uma sociedade sensível ao entendimento da dor.

“Estamos diante de duas pandemias: uma do coronavírus e uma do suicídio. Mas uma, todo mundo está falando e a outra, ninguém fala” foi a frase que Barbara usou para iniciar a conversa. Dados apresentados por Felipe mostram que mais da metade das mortes violentas do mundo são por suicídio, sendo a segunda causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos e até o presente momento, o Brasil ocupa a 8ª posição no ranking mundial. Portanto, entende-se a importância da luta para que o assunto deixe de ser um tabu e passe a ser discutido com mais frequência. Pois, de acordo com a psicóloga, falar é a melhor solução.

Essa precariedade psíquica geralmente é associada a fatores como depressão, uso de drogas e álcool, bullying, violência sexual, abuso ou violência doméstica. Durante a conversa, os palestrantes frisaram a necessidade do acolhimento da pessoa que esteja passando por algum desses problemas que a leve a pensar em suicídio, de modo que seja possível entender a dor da alma para reverter a situação. Para isso, é ideal que haja um espaço de fala e conforto. 

A próxima live da Equipe de Pesquisa em Saúde acontece na quinta-feira (28), às 16 horas, por meio do Instagram @pesquisasuicidio.spauva e contará com a presença de Ricardo Barreiro, advogado e gerente corporativo de prevenção de riscos e perdas. O tema será “Prevenção do suicídio: a abordagem humanizada da Rede Windsor de hotéis”. 

Clarissa Lomba Gonçalves, 6º período

Cobertura em tempo real é tema abordado pelo Media Lab Talk

 

O Media Lab Talk de quinta-feira (14), tratou sobre o tema “Cobertura Real Time em grandes eventos”, com a palestrante Ana Deccache por meio de live no YouTube, apresentando o tema e trazendo os bastidores da cobertura para os alunos que acompanharam a palestra.

Ana, que trabalha para o grupo Artplan, focou no case do Rock in Rio 2019, para explicar como funciona a cobertura em tempo real dos grandes eventos, e a utilização do Now (produto da Artplan que usa inteligência de dados) para realizar essa cobertura de forma completa, gerando engajamentos e conteúdos sobre a marca.

Tais conteúdos são estudados por toda a equipe com antecedência, e planejados para gerar o máximo de engajamento, sendo discutido internamente quais assuntos abordar durante o evento, além da quantidade de postagens para cada assunto, e até mesmo os tipos de postagens diferentes para cada rede social da marca. “No Rock in Rio 2019, a gente estimou que a gente fosse produzir em torno de 2100 posts… só pra vocês saberem, a gente fez mais de 2600”.

Após uma hora de palestra e explicar todo o passo a passo para se realizar uma cobertura de grandes eventos, a convidada encerrou a live depois de responder algumas perguntas dos alunos que estavam presentes, onde comentou um pouco sobre a saída da Lady Gaga da grade do Rock in Rio 2017,”Um dos momentos mais difíceis na minha história de Rock in Rio foi o cancelamento da Lady Gaga.” “Por sorte durou pouco, porque muito rapidamente o artístico conseguiu que o Maroon 5, que ia tocar no dia seguinte, tocasse na véspera”. E também deu dicas para os alunos que quisessem seguir por essa linha e trabalhar também com grandes eventos. “Estudar, correr atrás e se dedicar muito” 

 

Por Lucas Bacil, 7º período

Uso do HYSPLIT é tema da segunda palestra da Semana do Meio Ambiente da UVA

Evento terá três semanas de duração e está disponível online

 

A segunda palestra da Semana do Meio Ambiente (SEMA) da Universidade Veiga de Almeida, que acontece de 18 de maio a 6 de junho  foi com a doutora em físico-química com especialização em cinética química e transferência de energia, Graciela Arbilla, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Naturalizada brasileira, ela nasceu em Santa Cruz, uma província da Patagônia, na Argentina, e estudou na Universidade Nacional de Córdoba.

A palestra explicou o uso do HYSPLIT, um programa de computador que calcula trajetórias de parcelas aéreas e deposição ou dispersão de poluentes atmosféricos. Outros aplicativos foram apresentados para efeito de comparação. Além disso, os alunos puderam observar como é calculado e as visualizações disponíveis. Uma das referências usadas por Graciela foi a dispersão da fumaça do incêndio florestal na Amazônia, no ano passado, apontando como ficou o ar dos estados vizinhos e o que gerou o escurecimento do céu em São Paulo. 

Devido à pandemia, a SEMA está acontecendo online pelo Zoom e pela Sympla, o que permitiu expandir o evento pelas próximas três semanas. A organização teve alguns desafios. Foi preciso encontrar uma plataforma que desse conta da realização e do controle de acesso para emissão dos certificados. Temas caros à sociedade serão abordados pelas palestras, como saúde mental para enfrentar o momento atual e como lidar com o home office e a ansiedade. “Nesse contexto, também buscamos trazer como a temática ambiental é importante para o psicológico”, afirma a aluna Beatriz César, da Comissão Organizadora. 

A proporção do evento foi maior do que a imaginada pela equipe. Há participantes de todo o Brasil. “Nós tivemos a presença de pessoas do Norte, Nordeste, Minas Gerais e outros lugares do Sudeste também. Não imaginamos que teríamos essa visibilidade toda. Está sendo muito bom”. Isto fez com que a organização repensasse os sorteios de brindes que estavam programados. “Conseguimos fazer pelo instagram, mas, infelizmente, tivemos que limitar para quem vive no município do Rio de Janeiro, porque não queremos de forma alguma que as pessoas saiam do isolamento social. Então, firmamos uma parceria para termos um motoboy e fazermos as entregas”. 

A comissão pensou muito em organizar um evento que não fosse maçante para os alunos. O apoio da coordenação e do corpo docente do curso de Engenharia Ambiental foi fundamental. As palestras concluídas já estão disponíveis para os inscritos. 

 

Luiza Almeida, 6º período

Coronavírus: pesquisa aponta redução nas taxas de poluição durante pandemia

 Como é de conhecimento mundial, a vida das pessoas foi fortemente afetada pela pandemia que está ocorrendo no momento, e uma de suas consequências para a população foi o isolamento social. Durante esse período, um grupo de pesquisa coordenado pelo professor Cleyton Martins, do curso de engenharia ambiental, Planejamento e Gestão Ambiental e do Mestrado Profissional em Ciências do Meio Ambiente da Universidade Veiga de Almeida, estudou as consequências dessa estratégia governamental e seus impactos na qualidade do ar da cidade do Rio de Janeiro.

 A pesquisa observa que com a pandemia do Covid-19 e as medidas adotadas para o controle e contenção da doença, houve uma diminuição das emissões de poluentes atmosféricos, principalmente por conta do menor número de veículos circulando nas ruas, basicamente, veículos leves. A grande mídia noticiou reduções de poluentes atmosféricos e uma melhoria na qualidade do ar, tanto no Brasil, como em outros países.

 O estudo realizado por Cleyton e sua equipe, que apresenta dados de estações de monitoramento, foi publicado em uma revista científica internacional. Porém, o que pode ser observado também é que existe outro tipo de poluente atmosférico, o ozônio, que não teve um decréscimo, mas sim um aumento significativo no Rio, assim como em diversas cidades do mundo, mas ainda não se sabe o real motivo desse aumento. 

 Mesmo havendo uma melhora na qualidade do ar, causada pela diminuição de alguns poluentes atmosféricos, esse aumento não foi tão relativo pelo fato da quantidade de ozônio na atmosfera ter aumentado, por isso o grupo de pesquisa da UVA continua monitorando os impactos do isolamento no ar, para tentar entender o aumento do ozônio no mundo.

Por Bárbara Barth, 6 período. 

 

Na foto: Professor Cleyton Martins (UVA) e Professora Graciela Arbilla (UFRJ) / arquivo pessoal

Seminário de enfermagem aborda doenças sexualmente transmissíveis em idosos

Na segunda-feira (4), aconteceu mais uma palestra organizada pela coordenação e pelos professores do curso de Enfermagem da Universidade Veiga de Almeida. A discussão foi sobre “Cuidado terapêutico de enfermagem: transições da sexualidade do cônjuge-cuidador da pessoa idosa”, com a enfermeira Claudia Feio Lima.

A palestrante abordou a sexualidade dos idosos e a metodologia que utilizou na pesquisa de doutorado, cujo tema foi cônjuge-cuidador. Falar de metodologia de pesquisa é sempre importante, sobretudo para os alunos que estão produzindo monografias. Cláudia ressaltou que atualmente grande parte das mulheres que contrai HIV possui mais de 50 anos, apontando que além do aumento das relações sexuais há também muita desinformação sobre prevenção.

Mesmo a sexualidade feminina sendo uma  preocupação constante da saúde pública, esse tema ainda é pouco abordado, muitas vezes representando um tabu na sociedade. Percebe-se uma tendência do aumento da doença e dos problemas psicológicos a partir disso, o que torna o trabalho dos enfermeiros que atuam nessa área fundamental, pois  se apresenta, também, como uma terapia, principalmente para pacientes mais idosos.

A palestra deixou claro que é sempre bom ser consciente quando o assunto envolve relações sexuais. É preciso se cuidar e cuidar do seu parceiro, estar bem informado sobre o assunto e as consequências das doenças sexualmente transmissíveis. Para os mais idosos, esse tipo de informação não chega facilmente. Então, seria também importante que os mais novos os ajudem nessa conscientização. 

 

Por Lucas Bacil, 7º período

Media Lab Talk discute “Place Branding” em live com Paula Malamua

O MediaLab Talk de quinta-feira (07), trouxe para uma conversa com os alunos, por meio de live no Youtube, a designer e doutoranda da Universidade de Lisboa, em Portugal, Paula Malamua. O tema do doutorado da palestrante convidada foi o alvo da discussão na live “Place Branding: como transformar um lugar em uma marca”. O termo pode ser explicado como uma estratégia de governança para projetar imagens e gerenciar percepções sobre lugares. Identidade, imagem, valor, estratégia e reputação são termos abordados nesse tipo de ação.

Paula explicou que o Place Branding é um viés econômico, servindo para atrair visitantes, tanto de turismo quanto de negócios e novos residentes, além de identificar e fortalecer a identidade competitiva do lugar e fornecer uma estratégia unificada de apresentação. O objetivo é tornar um lugar único, com uma identidade singular e características tangíveis (infraestrutura e atributos físicos) e intangíveis (elementos simbólicos, como estilo de vida e tradições). 

A convidada mostrou aos alunos como construir a marca de um local, começando pelo passo mais importante: a estratégia, com visões e ações de longo prazo. Seguido pelos pontos de complexidade, que são: definição da identidade do lugar, equipes multidisciplinares, processos dinâmicos e o suporte político e financeiro. A promessa da marca também é fundamental para a construção, que precisa ter uma narrativa consistente nos pontos de contato. Por fim, a experiência da marca, que precisa ser bem vista a partir da visão do target – o público alvo, seja por publicidade em internet ou boca a boca.

Ao ser questionada por um aluno em como usar o Place Branding em tempos de pandemia, Paula respondeu que não há uma estratégia de longo prazo: “O turismo vai ser extremamente impactado, e se esse for um viés muito forte para aquela cidade, vai ter que ser repensado, os lugares vão ter que se reconstruir”, disse. 

Para finalizar a live, apresentou aos alunos um case que na opinião dela é o melhor evento de Place Branding, o da cidade de Eindhoven, na Holanda: “Tem projetos que são muito felizes na identidade visual e outros na estratégia. E o que eu gosto nesse é que ele é completo, tem um equilíbrio entre a estratégia e a execução”, disse. A palestrante mostrou também uma definição de Place Branding feita por Caio Esteves, fundador da Places for Us, 1º consultoria especializada em Place Branding do Brasil: “É um processo de identificar vocações, potencializar identidades e fortalecer lugares”.

 

Clarissa Lomba Gonçalves, 6º período

Alunas da UVA conciliam aulas virtuais com maternidade

Isolamento social mudou a rotina das jovens mães

 

O próximo dia das mães será diferente para muitas famílias. Com o isolamento social, a tradicional comemoração na casa da matriarca terá de esperar. Mas essa não é a única diferença causada pela quarentena. Algumas universidades e escolas aderiram ao ensino à distância. Para quem precisa cuidar dos filhos e ainda estar presente nas aulas, o momento é complicado e cansativo.

Para aluna do terceiro período do curso de Publicidade da Universidade Veiga de Almeida, Valeska Assis (26), conciliar o tempo de estudo e cuidar do filho de cinco anos, além das tarefas domésticas, se tornou um desafio. Ela é mãe solteira e antes da quarentena tinha a rotina de deixá-lo na creche, em tempo integral, ir para faculdade e depois estágio, buscando o menino na volta pra casa, em Nova Iguaçu. “Eu saia correndo para deixá-lo na creche e voltava correndo para buscá-lo. Minha vida era assim, corrida”. Agora os desafios são outros. Ela tem aulas à distância e ele também, nos mesmos horários. Diante disso, foi preciso organizar o tempo para os dois estudarem. “Eu tive que pegar um computador emprestado pra ele ter as aulas junto comigo. Enquanto eu estou na sala virtual da faculdade, ele está na da escola”. 

Esse foi o maior desafio para Valeska, porque além de estudar, precisa trabalhar, dar atenção ao filho, fazer a comida e arrumar a casa. “Tá corrido. São coisas que antes eu fazia somente no fim de semana e agora estou fazendo todo dia, mas não tenho muita escolha”. Apesar de criança, o filho da aluna é inteligente e sagaz,  já entende o por quê da quarentena e briga com a avó quando ela tenta sair de casa. “Ele diz que se ela ficar doente, não vai poder chegar perto dela”. Este ano não vai ter reunião no almoço de dia das mães, respeitando o isolamento. “Vamos todos passar o dia inteiro em vídeo chamada”. 

Enquanto uns comemorarão à distância, outros passarão o dia apreensivos. Esse é o caso da aluna do sexto período de Design de moda da UVA, Carla de Paula (28). O pai dela testou positivo para o COVID-19, e sua mãe, que tem asma e bronquite, foi a pessoa que mais teve contato com ele. “Eu tô morrendo de medo, não a vejo desde o início da quarentena, estou com muitas saudades de ter ela por perto, de vê-la com meu bebê. Só quero que isso tudo acabe bem para poder estar perto deles novamente”. Carla tem um menino de oito meses que consome quase todo o seu tempo, e encontrar um horário para estudar, com tanta preocupação, está sendo difícil. 

Mas a rotina para conciliar a maternidade e as aulas já era complicada durante a gestação. A aluna teve depressão e síndrome do pânico, precisando de um afastamento especial da faculdade.e muita ajuda dos professores. Depois do nascimento do bebê, ficou mais cansativo. Ele não se acostumou com a mamadeira. Carla o levava para amamentar na faculdade, com a ajuda da mãe dela. “Eu estava pensando em desistir, porque era difícil se deslocar de Nova Iguaçu com o bebê e a bolsa dele de trem”. A quarentena chegou e Carla admite que a situação ficou um pouco melhor pra cuidar dele e estudar. Em casa, ela tem a ajuda do marido, que fica com o filho enquanto ela assiste às aulas. Mas já tiveram momentos em que o companheiro não pode ajudá-la  “Eu tive que contar com a compreensão da professora, que também é coordenadora do curso de Moda. Ela foi super solícita com a situação”. 

Escrever a monografia melhorou a controlar a ansiedade na quarentena e a preocupação com seus pais. Carla pensou em desistir da universidade, porque cuidar do bebê e produzir as tarefas de finalização do curso são desafios. Porém, ela segue tentando com o apoio da família. A aluna sente muita falta do âmbito universitário, pois sempre esteve muito presente no campus, nos horários da aula e participando do time de líder de torcida da Atlética de comunicação. “Eu passava meu dia na faculdade, estava sempre envolvida nas atividades. Então, estar longe pra mim está sendo complicado”, ressalta.

 

Luiza Almeida, 6º período

 

Fotos do arquivo pessoal das entrevistadas