ALUNOS

UVA recebe Mostra de Publicidade focada na Geração Z

A Geração Z é conhecida e definida por ser a que nasceu na era digital, ou seja, por volta de 1995. Desde pequenos, as pessoas dessa geração já são familiarizados com todos os tipos de tecnologias. Não sabem da existência do mundo sem os computadores, celulares, tablets e a própria internet. E compreendem muito fácil o funcionamento de qualquer tecnologia nova. “Tudo está em movimento para esse jovem”, comenta Ediana Avelar, coordenadora do curso de Publicidade da Universidade Veiga de Almeida, campus tijuca.

 

Essas pessoas quebram e contestam todos os estereótipos no mundo. Não se importam com definições de gênero, idade ou classe. Muito pelo contrário, elas lutam por isso. Mas, ao mesmo tempo, aceitam a individualidade e entendem a diferença. Por isso, o curso de publicidade trouxe a geração Z para o centro da IV Mostra de Publicidade, que aconteceu dias 4 e 5 de novembro com o tema Empregabilidade Z. As palestras giraram em torno de áreas nas quais os estudantes podem atuar, novas carreiras e possibilidades de empreender na comunicação. 

A digital Influencer, Juliana Muniz, estudante do curso, possui mais de 30 mil seguidores no seu Instagram, mas começou no aplicativo Tik Tok há dois anos. Ela explica como é ser digital influencer, já que é uma profissão recente no mercado. “Consegui migrar meu seguidores de uma plataforma para a outra e hoje consigo fazer parceria com as marcas”. Já para o jornalista, que também é youtuber do canal Estruturando Ideias, Álvaro Fernandes, a área de influencers e produção de conteúdo, por serem muito novas, é muito marginalizada. Ele contou que para seguir essa carreira é necessário estar sempre inovando e pensando em vender o seu conhecimento. “A criação de conteúdo está se profissionalizando, então é preciso que você se atualize sempre”.

 

Para o Digital Strategy do Rock In Rio, Renan Soares, a dificuldade dessa geração no mercado é que todo profissional de comunicação precisa entender como uma empresa funciona em todas as áreas de atuação. “Não se fechem a uma só oportunidade. Hoje, há um mar de oportunidades para seguir”, aconselhou. O mercado em transformação requer que estudantes estejam atentos sempre, como comentou Yuri Alcântara, planejador da Artplan. “Nem o mercado está preparado para tanta mudança”.

Saiba o que rolou nos dois dias da Mostra de Publicidade:

 

No primeiro dia de evento, os alunos puderam assistir à uma palestra chamada Upload de ideias, que contou com a presença de Fernando Quintela, da agência Action Play, da influenciadora digital Juliana Muniz, além de Renan Soares, da Digital Strategy do Rock in Rio, Yuri Alcântara, da ArtPlan e o youtuber Álvaro Fernandes. 

 

Já na parte da noite, aconteceram três palestras. A primeira foi sobre Gerenciamento de carreiras, seguida pela de Live marketing, com Juliana Braga e Luzia Cabepa, ambas CEOs da Agência Aúna, e a última foi sobre Geração de conteúdo, com a equipe do canal GNT, da GloboSat.

No dia seguinte, o auditório recebeu a palestra Empreendedorismo e mercado de trabalho, com Mayke Alvares, da MAP Branding & Design, Pedro Portugal e Marilene Fernandes, ambos da agência 3AW, e Juliana Scivoletto, da Itabus. Eles apresentaram cases de sucesso e inovação das agências e sua aplicação ao mercado de trabalho. Para Marilene, o publicitário atual precisa ter ousadia para conquistar o público. “Hoje, a gente tem que estar fora da caixa, porque é muito difícil de chamar a atenção dos jovens”, afirmou.

 

Na parte da tarde, o MediaLab recebeu o Desafio UVA de Inovação em Comunicação, em formato Hackaton, e, à noite, o case Rio 2C, maior evento de inovação e tecnologia em comunicação e criatividade, que aconteceu em abril e contou com a participação de alunos da UVA, foi o tema. Para finalizar, ocorreu a entrega do Prêmio Isnard Manso Vieira, para os melhores projetos feitos por estudantes em 13 categorias diferentes.

 

Os vencedores foram:

Originals: Nescafé – Helping workaholics

Social – Projetos e Campanhas: Amigos do Abrigo João Rosa

TCC de Publicidade e Propaganda: Storytelling: A ferramenta da inclusão, A promoção da cerveja artesanal e Wave apoiada na narrativa audiovisual

Produção Radiofônica: Mantonella

Conteúdo Social e Inclusão: ONG Afeto

Websérie: Histórias de um Uber

Fotografia Publicitária: Fotos de mesa de café da manhã

Conteúdo Offline: O golpe

Documentário: Gordo

Videoclipe: Cobertor – Os burgueses

Conteúdo Digital: Biscoito Globo: “Lar do carioca é aqui”

Filme Publicitário: Fala meu neto – iFood

Logomarca de Produtora: Alkimia Filmes

 

Por Fabyene Melo e João Henrique Oliveira, ambos do 6º período. Contribuíram: Fabyane Melo, Karina Figueiredo e Luiza Almeida

Desafio Media Lab de Comunicação e Inovação

A cultura digital despertou os alunos para as possibilidades do trabalho em comunicação

 

Inovação, comunicação, desafios. Com destaque para o empreendedorismo na área, o Desafio Media Lab de Comunicação e Inovação foi lançado para os alunos. Em formato de hackathon, maratona para o desenvolvimento de soluções e habilidades, o desafio contou com a parceria da Jovens Gênios, startup do setor de educação focada na aprendizagem da matemática.

Guilherme Wenzel apresentou o case da Jovens Gênios, criada no final de 2017. Ele, que é publicitário, reconhece a importância da graduação para desenvolver o próprio negócio. “O curso de publicidade foi chave, por ser amplo, e me permitiu entrar no data-driven marketing, que aborda a análise de dados”, declarou o profissional, que vive os desafios de expandir o negócio.

Esses caminhos impulsionam a curiosidade dos alunos. O estudante do 2º período de Publicidade, Matheus do Nascimento, 20, acredita que o tema apresentado é fundamental para quem está no início da graduação. “Nunca ouvi falar sobre o Hackthon! O bom é saber que os desafios e as novas ideias poderão ser compradas por empresas no futuro”. A surpresa foi semelhante para caloura Vanessa Fragoso, 31, que observou na parte de conteúdo o destaque da tarde. “Meu noivo participa do Hacktudo, uma competição de game, mas eu não achei que a Publicidade e o Marketing pudessem utilizar esse tipo de formato”.

Além do exemplo para os alunos, o debate também contribui para os professores, que falaram sobre os desafios das atuais transformações necessárias  na educação e os impactos sobre a forma de ensinar. Um termo em inglês foi utilizado para definir um conjunto de competências comportamentais que se tornou fundamental: “O desafio trabalha ligado à inovação, que também desenvolve as chamadas  soft skills”, explicou o Coordenador do Media Lab, professor Cadu Ribeiro, frisando a importância de investir em novos talentos para acompanhar as transformações mercadológicas e desenvolver o trabalho em equipe e a comunicação, que serão diferenciais para os alunos. 

Desafio em dose dupla

Assim, dois desafios foram lançados. O primeiro é como expandir a atuação da Jovens Gênios para outros estados do Brasil, que visa entender quais são os caminhos possíveis para expandir sua presença em outros estados. O segundo é como envolver mais os pais dos alunos para eles incentivarem o uso da plataforma, com o objetivo de desenvolver estratégias para dialogar com os pais que, por terem aprendido em métodos tradicionais de ensino, apresentam resistências a games e metodologias ativas. 

O desafio é uma parceria dos cursos de Publicidade, Jornalismo e Sistemas de Informação com a Edtech Jovens Gênios. 

 

Inscrições:

Data final e primeiro dia do encontro: 28/11/2019

Os próximos encontros estão previstos para fevereiro e março de 2020.

As inscrições são individuais para depois criar as equipes.

Pré-requisitos: o Desafio é aberto para estudantes de todos os cursos e períodos, inclusive alunos do ensino médio. 

Os interessados devem enviar nome, idade, curso, período e o contato  por e-mail para [email protected] até o dia 28/11.

 

Por Karina Figueiredo, 7º período

 

Saiba como desenvolver uma boa imagem com o curso de Marketing Pessoal

Curso de extensão da UVA mostra como aplicar as ferramentas de marketing para a construção de carreiras

 

A aplicação de ferramentas de marketing tem se mostrado fundamental na construção e condução de carreiras em um mundo cada vez mais midiático. Pensando nisso, a Casa de Comunicação do campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida lança no último sábado de novembro , dia 30/11, o curso de extensão em Marketing Pessoal, com a mestre em Marketing e Gestão Empresarial, Fabíola Palo. 

 

O curso é uma oportunidade para os estudantes e profissionais aprenderem a desenvolver uma boa imagem dentro do ambiente corporativo. “É importante aprender algumas técnicas de como se portar, se relacionar e adquirir credibilidade.Quanto mais nos conhecemos, melhor nos apresentamos e conseguimos atingir os nossos objetivos”, afirma a professora Fabíola. “O curso será muito dinâmico, com a utilização de metodologias de aprendizagem inovadoras, como role play, e simulações, além de dinâmicas, oficinas de práticas e um plano de ação, para que o momento em sala de aula traga soluções práticas para os estudantes e profissionais”, explica.

 

A carga horária será de 10 horas-aula, divididas em dois sábados: 30/11 e 07/12, das 13 às 18h.  As inscrições já estão abertas e os alunos da UVA têm 10% de desconto se fizerem a matrícula presencialmente, na Central de Admissão. Alunos de outras instituições de ensino também podem se inscrever. O valor é de R$ 150,00 e as turmas deverão ter no mínimo 10 inscritos para serem disponibilizadas. 

 

Matrícula online e mais informações sobre esse e outros cursos oferecidos pela Casa da Comunicação estão disponíveis no site: https://www.uva.br/content/marketing-pessoal

 

Por João Henrique Oliveira, 6º período

Cobertura de Cidade: Educação e Saúde é próximo curso de extensão da Casa de Comunicação

Curso prepara alunos para compreenderem como cobrir e acompanhar as notícias desses setores 

 

No sábado, dia 23 de novembro, começa o curso de extensão Cobertura jornalística de cidade – Educação e Saúde, com o jornalista e Mestre em Educação, Bruno Alfano. O curso é voltado para capacitar estudantes de jornalismo ou profissionais recém-formados para atuação em reportagem de cidade, especificamente nas áreas de Educação e Saúde, e acontecerá no campus Tijuca.

 

“O jornalista deve ter a capacidade de pensar a pauta e encontrar os dados, além de saber como dialogar com as fontes e checar as informações. Existe, hoje, disponível um grande banco de dados sobre Saúde e Educação e é importante que o repórter entenda como esse sistema é estruturado para acessar e ler essas informações, e, então, extraí-las para as reportagens”, afirma Bruno Alfano, que atualmente trabalha no Jornal Extra. “Eu espero que os profissionais consigam sair desse curso mais bem preparados para o mercado de trabalho e que saibam elaborar pautas e apurações sobre esses temas”, conclui.

 

A carga horária será de 10 horas-aula, divididas em dois sábados: 23/11 e 30/11, das 13 às 18h.  As inscrições já estão abertas e os alunos da UVA têm 10% de desconto se fizerem a matrícula presencialmente, na Central de Admissão. Alunos de outras instituições de ensino também podem se inscrever. O valor é de R$ 150,00 e as turmas deverão ter no mínimo 10 inscritos para serem disponibilizadas. 

 

Matrícula online e mais informações estão disponíveis no site: https://www.uva.br/content/cobertura-jornalistica-de-cidade-educacao-e-saude

 

Por João Henrique Oliveira, 6º período 

 

Semana do Design UVA: Metamorfose

A semana do Design do campus Tijuca uniu as três modalidades de cursos de design: moda, gráfico e de interiores

 

Na penúltima semana de outubro, dos dias 22 a 24, rolou no campus Tijuca da Instituição a quarta edição da Semana do Design e esse ano os alunos e professores dos cursos optaram por levar aos participantes uma história cronológica do Design no Brasil. Com o tema Metamorfose, a ideia foi mostrar ao estudantes que há inúmeras chances de transformação no mercado de design, e encorajá-los a conhecer e experimentar novas vertentes da profissão a partir da experiência de ex-alunos já atuantes no mercado e profissionais renomados em oficinas. 

 

As palestras também foram especiais. Segundo a coordenadora do curso design de moda, Aline Monçores, todo o evento foi planejado para a inserção dos alunos no mercado de trabalho, mostrando como é possível atuar em diversas áreas com o curso escolhido, além de abrir os horizontes dos estudantes para fugir do paradigma de crise. Um dos momentos marcantes das palestras, para a coordenadora, foi ouvir de sua ex-aluna, Nathália Coelho, que já está em mercado de trabalho em um segmento que segundo ela “Jamais imaginaria estar, e acabei me descobrindo pela orientação que tive”. 

 

Além dos bate-papos e palestras, as oficinas, sem dúvidas, foram marcantes. Da organização de quadrinhos à produção de origamis, as ideias eram inovadoras e criativas. Rapha Pinheiro, quadrinista, professor e Youtuber falou de um outro ponto essencial para a produção das obras: a organização. Segundo ele, não basta apenas sentar e sair desenhando, há todo um cronograma, mapa mental de tudo o que pretende colocar no papel. 

 

O evento uniu os três cursos de Design do campus, gráfico, de moda e interiores,  e todas as oficinas conseguiram acolher todos os alunos garantindo aprendizados complementares e novas experiências, como a possibilidade de apresentação de trabalhos para toda a Universidade em uma feira realizada em paralelo ao evento. 

Para o coordenador de Design de animação e gráfico, Gabriel Cruz, a Semana é muito importante para a formação dos alunos, pela oportunidade de ter contato com profissionais renomados das áreas, poder tietar seus ídolos e se inspirar neles. “É muito bom ver o quanto eles aprendem”, finalizou.

 

Por Gabrielle Bastos, 6° período 

 

Integrar para transformar a sociedade

O projeto GESTU reúne estudantes de diversas áreas para tornar Tubiacanga mais inclusiva e sustentável 

A Organização das Nações Unidas (ONU) preparou uma agenda com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para serem alcançados em 2030. O objetivo 11, Cidades e Comunidades Sustentáveis, visa tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. É nesse contexto em que o projeto Gestão do Desenvolvimento Ecossistêmico de Tubiacanga (GESTU) se insere. 

O GESTU nasceu a partir da iniciativa de construir uma horta na comunidade de Tubiacanga, na Ilha do Governador, como parte do projeto de extensão Prática Sustentável, que tem como foco o fortalecimento de parcerias com a universidade e a sociedade civil. Desde então, o laço entre Tubiacanga e a professora Maria de Lourdes se estreitou e foi desse contato que o GESTU nasceu em parceria com a Associação dos Moradores de Tubiacanga (AMAT). O propósito é fortalecer e valorizar a identidade de Tubiacanga, além de ajudar no desenvolvimento histórico cultural ao apoiar as relações econômicas, sociais e ambientais que venham a proporcionar a inclusão social e o bem-estar comunitário. 

Foto por Altayr Derossi

Para que os objetivos do GESTU, em linha com os ODS da ONU, sejam alcançados, o projeto é desenvolvido junto com a comunidade. O lançamento aconteceu no dia 26 de outubro, estimulando a população a perceber os desafios de tornar o lugar sustentável a partir da conscientização sobre os problemas ambientais. Neste dia, estudantes dos campi Barra e Tijuca, de cursos diversos – Design de Moda, Design de Inovação, Comunicação Social, Psicologia, Administração, com o levantamento socioeconômico do local, Arquitetura, e a diretora do campus Barra Nara Iwata – foram ao local atuar dentro da comunidade. “É um projeto que tem uma capacidade maravilhosa de trabalho em equipe com a participação dos alunos integrados, se misturando e se conhecendo. Isso é muito inovador”, disse Maria de Lourdes. 

O professor de fotografia, Altayr Derossi, foi o responsável por realizar uma oficina de fotografia. O tema, fotografia no celular, foi sugerido já que, segundo Altayr, é uma ferramenta que os jovens usam com muita frequência, então seria mais fácil de estimular a prática e conseguir a conexão com a comunidade. “Trabalhamos o enquadramento, a composição, e ajudamos a melhorar o olhar fotográfico dos jovens para que eles pudessem fotografar pela comunidade de uma forma mais apurada, estimulando uma outra visão para a comunidade, mas sem perder a identidade deles”.

Por Altayr Derossi

Para Alessandro Costa de Freitas, estudante de Publicidade que participa da prática profissional em fotografia, fotografar pode fazer a diferença em projetos como esse. “A fotografia ajuda as pessoas a enxergarem o mundo de outra forma. E o incentivo da oficina pode se transformar para muitos uma profissão, futuramente, e, para outros, pode virar um hobby, uma terapia em meio a caos que é viver no Rio de Janeiro”. Alessandro foi um dos quatros alunos que o professor Altayr levou para ajudar na produção da oficina. Juntos, eles cobriram o evento e tiraram fotos dos pescadores locais em parceria com a Agência UVA.

Foto por Altayr Derossi do aluno Alessandro Costa de Freitas

Por fim, é preciso ter em mente que projetos como esse fazem parte de um objetivo maior: tornar o mundo mais consciente e mais sustentável. Ao trabalhar localmente, com Tubiacanga, o projeto amplia a consciência sobre o deve ou não ser feito, avançando frente aos desafios de motivar e engajar a população. 

 

Serviço: as próximas ações estão programadas para os dias 25, 26 e 27 de novembro. Nos três dias, as atividades terão início às 10 horas da manhã e vão até a tarde. 

E para quem quiser participar ou saber um pouco mais sobre o projeto, é só procurar pela professora Maria de Lourdes, no e-mail [email protected]

Por Fabyane Melo, 6° período

Alunos debatem desafios do Jornalismo no MediaLab

O bate-papo contou com a presença de Carlos Briggs, jornalista da rádio BandNews FM

 

Para um estudante de jornalismo, é muito importante conhecer experiências de profissionais de diferentes meios de comunicação. Pensando nisso, a professora Vânia Fortuna organizou o bate-papo Desafios e oportunidades de uma profissão que se reinventa, no qual os alunos puderam conhecer e conversar com Carlos Briggs, que é jornalista da BandNews FM. Ele citou coberturas de destaque feitas durante a carreira e ressaltou pontos como a integração da rádio com os ouvintes por meio de perfis em redes sociais. 

 

A conversa entre Briggs e os estudantes abordou vários tópicos de destaque no cotidiano carioca, como cobertura de trânsito e segurança pública. Além disso, os participantes debateram sobre o mercado de trabalho, sobre o qual Carlos reafirmou a diversidade de áreas na profissão. “O jornalismo independente e colaborativo é válido e acrescenta bastante bagagem atualmente. O mercado é um mundo, não se resume somente à TV e impressos. Existe muito espaço nas mídias digitais”, destacou.

“O MediaLab foi pensado para aprimorar o conhecimento dos nossos alunos, e uma das ações elaboradas para isso foram esses encontros entre os profissionais e estudantes em um número reduzido (cerca de 15, no máximo), para que seja um momento mais íntimo e próximo do palestrante. Os alunos têm que aproveitar a universidade ao máximo, estamos começando a criar essa cultura de trazer profissionais, então é muito importante que o estudante participe desses encontros”, contou a professora Vânia Fortuna, idealizadora do bate-papo.

 

“Eu gostei bastante, por ter contato com um profissional atuante no mercado e que pode mostrar ideias novas de mercado e tendências. No curso acadêmico nós não temos tempo hábil para nos desenvolvermos de forma plena nas partes teóricas e práticas, então é necessário que tenhamos interação com os profissionais já atuantes”, afirmou Igor Villas-Boas, estudante de jornalismo, que faz prática profissional na Rádio UVA.

 

Por João Henrique Oliveira, 6º período

 

Alunos participam de oficina de formatação de trabalhos acadêmicos

Regras ABNT foram abordadas pela Profª Alípia Ramos

 

No dia 30/10, o MediaLab recebeu a oficina de formatação de trabalhos acadêmicos, ministrado pela professora da Universidade Veiga de Almeida (UVA),  Alípia Ramos, e organizado pela professora Michele Vieira. O intuito foi dar dicas sobre as normas ABNT aos alunos que, em breve, defenderão o trabalho de conclusão de curso (TCC). 

 

Durante o encontro, todos puderam tirar dúvidas sobre como colocar citações em seus trabalhos, qual a formatação específica para cada tipo de texto e como entregar o TCC de acordo com as normas. Para Alípia, a oficina é fundamental, não só para os futuros formandos que defenderão suas teses em breve, mas para todo o corpo estudantil. “Eles precisam conhecer as normas, não que elas sejam a parte mais importante do TCC, mas faz parte da complementação do seu trabalho, e todos geralmente têm muitas dúvidas. Então, foi um encontro muito importante”, disse. 

 

 

Os alunos presentes estão perto de apresentar seus trabalhos para as bancas examinadoras e o futuro formando de publicidade, Daniel Batista, ficou muito satisfeito com o que aprendeu durante a oficina e reafirma a importância do evento: “Achei uma palestra necessária, porque as regras da ABNT são muito complexas, então ter uma professora que é especialista no assunto é muito enriquecedor”. 

 

Por Luiza Almeida, 5º período

A importância da prevenção

Comunidade acadêmica da UVA discute ações para reduzir acidentes e desastres ocasionados por chuvas

 

Para a maioria das pessoas, a chuva é um fenômeno natural. Mas para muitas outras é motivo de preocupação e tragédia, principalmente no Rio de Janeiro, onde basta chover um pouco mais forte para que o trânsito pare e aconteçam enchentes e deslizamentos. Em uma cidade construída num território com muitas encostas e planícies de inundação, a urbanização desenfreada, aliada ao aterramento de lagoas e ao desmatamento, contribuem para o agravamento dos efeitos das tempestades. 

 

Apesar desses fatores, é possível reduzir e gerenciar riscos. Os alunos do projeto de pesquisa e extensão Que chuva é essa? — coordenados pela professora de engenharia ambiental Viviane Japiassú — promoveram no dia 25/10 o evento Circuito: cidades, chuvas e riscos de desastres, no campus Tijuca. Os alunos puderam participar de oficinas interativas, exposições e jogos. 

O objetivo foi promover conhecimentos sobre redução de riscos de desastres, despertando o olhar para a forma como a população ocupa a cidade e o papel de cada instituição e indivíduo na sociedade. Além disso, o evento fez parte da programação do Circuito Urbano da ONU-Habitat Brasil e contou com a presença da oficial nacional Rayne Ferreti, na palestra de abertura. Esteve presente também a reitora da UVA, Beatriz Balena, que conheceu as oficinas interativas apresentadas e destacou a importância das atividades que acontecem fora de sala de aula na formação universitária.

A organizadora do evento, a professora Viviane Japiassú, explicou que os alunos podem se engajar nesse tema como profissionais e cidadãos. “Precisamos que os novos profissionais sejam conscientes do seu papel na prevenção e na redução dos riscos de desastres, para que possamos caminhar rumo a uma cidade mais resiliente. Para isso, é preciso que os professores incluam em suas discussões e atividades os elementos do risco, chamando sempre a atenção para a responsabilidade e as atribuições que cada profissional tem nesse contexto.”

Viviane ainda confirmou a importância da conscientização e educação da população na prevenção de acidentes. “É fundamental que as pessoas percebam o risco e sigam as instruções da Defesa Civil, sobretudo nos episódios de chuvas fortes. Mas elas também devem contribuir para reduzir esses riscos, tomando cuidados na construção de suas residências, cuidando da cidade, criando mais áreas verdes, não jogando lixo no chão para não entupir bueiros nem poluir os rios. Devemos trabalhar essa temática desde a infância, como ocorre no Japão, por exemplo. Assim, na hora da crise, todos estarão mais seguros quanto às ações a serem tomadas”.

 

Com o intuito de mostrar as tecnologias e recursos utilizados na cidade e no estado para reduzir riscos, além da oportunidade de conhecer o funcionamento desses sistemas, foram realizadas duas visitas técnicas: uma ao Centro de Operações Rio — onde os participantes foram recebidos pelo coordenador da Defesa Civil, Leandro Chagas —, e a outra à Estação Hidrológica do Rio Maracanã, mediada por Cinthia Avellar, meteorologista do Alerta de Cheias do Inea. 

Durante o circuito, alunos de várias instituições expuseram trabalhos que mostravam os efeitos da chuva no solo e explicavam como prevenir desastres e se proteger em casos de enchentes e deslizamentos. Os estudantes Felippe Pereira (Engenharia Civil) e Yasmin  Kubrusly (Engenharia Ambiental), ambos da UFRJ, apresentaram uma maquete sobre os efeitos da chuva no solo. “Eu acho muito importante abordar esse tema como uma forma de prevenção, não somente depois de um acidente. É uma forma de se proteger e ficar atento aos alertas”, ressaltou Yasmin.

Além das exposições, a Defesa Civil do Rio de Janeiro esteve presente no evento, com um jogo interativo e o simulado de mesa de chuvas fortes. “A nossa função principal é a redução do risco de desastres. Nós fazemos isso por meio de cinco ações: prevenção, preparação, mitigação, resposta e recuperação, sendo as três primeiras antes dos desastres e as outras duas, depois. Eventos como esse nos permitem divulgar o nosso trabalho por meio da informação”, afirmou Jorge Domingues, da Defesa Civil.

SERVIÇO 

 

O site da Defesa Civil do Rio de Janeiro tem informações úteis em caso de desastres: 

http://www.defesacivil.rj.gov.br/index.php/para-o-cidadao/como-agir-em-desastres

 

Telefones úteis:

190 – Polícia Militar

192 – SAMU 

193 – Corpo de Bombeiros

199 – Defesa Civil Municipal

 

Por João Henrique Oliveira, 6° período

Veiga promoveu Simpósio de Inovação Social com assuntos voltados à inclusão e sustentabilidade

Palestra abordou o papel dos modelos cartográficos utilizados na sociedade e os estudos que podem auxiliar nas questões sociais 

Entender o contexto social de uma determinada região nem sempre é algo fácil. Com um longo histórico de mudanças no seu processo de construção e urbanização, a cidade do Rio de Janeiro sofreu, ao longo de muitas décadas, transformações que fizeram com que muitas pessoas não tivessem a mínima compreensão histórica das alterações ocorridas, e nem ao menos a história por trás da formação do ambiente em que boa parte da sociedade vive.

Trazer clareza e desvendar a formação por trás de cada localidade é um dos objetivos da cartografia social, que tem o papel de servir como instrumento para elaboração de mapas sociais que consigam expressar a realidade de populações específicas em determinados territórios. O mapa é criado a partir de estudos que contam muitas vezes com a participação das comunidades envolvidas, e são usados como instrumento de defesa de seus direitos. 

Com o propósito de debater o tema e abordar os principais pontos do estudo da cartografia social e da cartografia decolonial, a Universidade Veiga de Almeida promoveu um Simpósio de Inovação Socioambiental, e propôs a discussão em uma das palestras que teve como tema Cartografia social, geotecnologias e gestão territorial: inclusão e sustentabilidade.

O evento, realizado no dia 18/09, contou com a presença do professor Rodrigo Lobato, que mediou o simpósio, com o representante do fórum Grita Baixada, Fransergio Goulart, e o Doutor e professor da UFRJ, Paulo Menezes. Foram abordados assuntos direcionados à formulação e atualização das políticas públicas voltadas à sustentabilidade urbana e ambiental, reconhecendo na produção do saber e do pensamento crítico as ferramentas fundamentais para a transformação do espaço urbano, do ponto de vista ético, econômico e ecológico. 

Com uma abordagem voltada para a forma como a cartografia social é usada no Rio de Janeiro e as conquistas que a prática traz, o docente Fransergio Goulart apresentou dados que comprovam a importância do estudo nas questões sociais sobre a sustentabilidade urbana e a relevância da ferramenta no apoio às causas sociais. “A cartografia social começa com o reconhecimento do espaço a ser analisado e passa pelo entendimento do público que vive naquele ambiente. O estudo retrata as questões sociais de cada território com base em avaliações, que muitas vezes são produzidas a partir do relato de pessoas.”

Fransergio revelou, também, que o estudo tem um valor de extrema importância para a formação do conhecimento territorial por parte das pessoas, no empoderamento e na militância das classes mais pobres, e no entendimento da referência social que cada área possui. “Para a população negra e mais pobre, a cartografia social tem um papel importante ao fazer com que esses indivíduos se percebam como sujeitos dentro da sociedade, e, a partir desse contato, iniciem o processo autoconhecimento e empoderamento”, explicou. 

Já o Dr. Paulo Menezes destacou em sua apresentação as transformações cartográficas sofridas ao longo das décadas, e os modelos adotados em cada período com base nas transformações que a sociedade sofreu. “Muitas das mudanças sofridas na cartografia do Rio de Janeiro foram feitas por escolhas de governos que passaram pelo poder. Houve alguns erros de planejamento na cidade, que foram vistos com o decorrer do tempo, como o rio Maracanã, as construções em encostas, entre outros erros de planejamento”, citou. 

 

Por Lucas Candido Silva, 8° período