Projeto Live UVA alerta para cuidados no descarte de lixo durante a pandemia

A live da última quinta (28) do Projeto Live Uva contou com a presença do professor de engenharia ambiental, Carlos Canejo. Pelo Instagram da Universidade Veiga de Almeida, a conversa foi sobre mais um assunto que aflige a sociedade nesse momento de crise, o descarte de lixo e os principais cuidados que devem ser tomados em relação a ele nessa pandemia. 

 

Segundo o professor, o  comportamento utópico seria que o descarte dos resíduos fosse feito como nos hospitais, considerando o grande risco de infecção. Tendo em vista essa impossibilidade, a população deve fazer a sua parte para contenção de riscos, como dar preferência a lixeiras acionadas por pedais, que devem ser cheias até no máximo dois terços da capacidade, e em caso de ciência da infecção por coronavírus, uma etiqueta precisa sinalizar o risco elevado de contágio. 

 

Mesmo que os passos pareçam básicos, o professor acredita que a população enfrentaria resistência em segui-los caso fossem parte de uma cartilha oficial de descarte. Ele afirma que os 3Rs – reduzir, reutilizar e reciclar vem sendo difundidos desde a Eco 92, e mesmo assim não são seguidos. É um momento complicado, já que a ciência básica, em certa medida vem sendo questionada.

 

Mesmo com todos os problemas e mortes causadas pela Covid19, Canejo vê no coronavírus uma oportunidade de entender que o meio ambiente não existe para servir o ser humano, e que a superioridade da espécie  é uma ilusão. “Precisamos entender que o meio ambiente não está aqui para nos servir. Devemos coabitar.”, finaliza o professor.

 

Letícia Freitas, 6° período.

Rede Windsor de Hotéis conta como trabalha com “prevenção e acolhimento ao suicídio”

A segunda live da Equipe de Pesquisa em Saúde da UVA – Acolhimento e prevenção ao suicídio, depressão e ansiedade aconteceu na última quinta-feira (28), por meio do Instagram, e trouxe o tema “Prevenção do suicídio: a abordagem humanizada da Rede Windsor de Hotéis”, com a participação do gerente corporativo de riscos e perdas da rede, Ricardo Barreiro. A mediação foi da professora e psicóloga Bárbara Carissimi.

O objetivo foi conversar com os alunos de psicologia, e interessados no assunto, sobre como funciona a abordagem da Rede Windsor de Hotéis com relação à prevenção e acolhimento de pessoas que tentam ou conseguem cometer suicídio nas dependências dos hotéis. Para isso, Ricardo contou que a rede teve que pensar em políticas e práticas para evitar o ato, fazendo recomendações e treinamentos de gestão de risco com todos os funcionários: “Tem hóspede que pede o andar mais alto e quer saber se tem varanda. A partir de ações como essa, acendemos a luz amarela e ficamos atentos. Todos ficam envolvidos, temos um protocolo que começa na recepção e termina na camareira”, disse.

O lema que Ricardo usa para se referir à rede é “Nós não trabalhamos para atender bem, trabalhamos para acolher”. A partir daí, ele conta como é feito o procedimento de prevenção e acolhimento, ressaltando que a maioria das pessoas que deseja se suicidar dá sinais, como, por exemplo, chegar ao hotel somente com a roupa do corpo, dizer que irá se hospedar por vários dias e não aceitar que seja feita a limpeza do quarto. Na tentativa de salvar vidas, além dos funcionários ficarem atentos a qualquer ato que possa identificar algo de errado, logo no check-in é feito um procedimento de gestão de risco: “Nós solicitamos que o hóspede deixe um telefone de emergência. Se sentirmos necessidade e tiver um evento nesse sentido, imediatamente ligamos para a família”, disse o gerente.

A professora Bárbara ressalta que a melhor maneira de lidar com ações como essa é o acolhimento, e que as escolhas feitas pela Rede Windsor de Hotéis na hora de cuidar das pessoas é extremamente humana: “Precisamos criar uma área solidária. Ter compaixão e sensibilidade é fundamental. É claro para mim o sentimento de compaixão da rede”, disse.

É de enorme importância que profissionais, familiares ou qualquer pessoa envolvida seja capaz de ser solidário, saiba ouvir e entender a dor do próximo. Práticas de prevenção e acolhimento precisam ser adotadas tanto por empresas privadas como por políticas públicas, para que mais pessoas possam se sentir cuidadas e se recuperarem, pois, como disseram os palestrantes: “o suicídio é um ponto final que pode ser substituído por uma vírgula”.

 

Clarissa Lomba Gonçalves, 6º período

CasaCom Conecta estreia com live em parceria com a ABMN

Novo canal da Casa da Comunicação, no youtube, discute mercado no pós-crise

 

Os cursos de Publicidade e Propaganda e de Jornalismo da UVA, em parceria com a Associação Brasileira de Marketing e Negócios – ABMN,  promoveram, na segunda-feira (25), uma live sobre o mercado da comunicação e do marketing na crise e no pós-crise, pelo novo canal da Casa da Comunicação no youtube – CasaCom Conecta.

Os convidados Dudu Godoy, co-presidente do Conselho Superior da ABMN e více-presidente executivo public sector da Dentsu Aegis, Mauro Madruga, presidente da ABMN e superintendente de mercado e operações na Unimed Rio e Thomas Naves, co-presidente do Conselho Superior da ABMN e diretor de marketing e comercial da TV Record Rio conversaram com os alunos.

Mediadas pelo professor Guilherme Carvalhido, as discussões foram divididas em pré-crise, crise, pós-crise e novos comportamentos e oportunidades. O objetivo do evento foi refletir sobre a crise gerada pela pandemia global e, principalmente, como as pessoas podem superá-la a partir de estratégias, inteligência e pensamentos.

Ao final da apresentação, os palestrantes responderam às perguntas de alunos e professores, inclusive sobre temas relacionados a toda discussão, como a telemedicina. Quem quiser assistir (ou rever) a live, é só acessar o CasaCom Conecta, no youtube. E para participar das próximas palestras virtuais, fique ligado nas nossas redes sociais.

 

Lucas Bacil, 7° período

E-book do curso de Publicidade da Uva é lançado em seminário de TCC


No último dia 15 aconteceu o 5º Seminário de TCC do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Veiga de Almeida. Devido à pandemia, o evento foi transmitido virtualmente pelo canal do youtube da Casa da Comunicação – CasaCom Conecta. Nessa oportunidade, o primeiro e-book do curso, intitulado “Enfim, publicitário!”, foi lançado, prestigiando os melhores trabalhos de TCC de 2019.

A mediação do seminário ficou por conta do professor Carvalhido. O objetivo foi apresentar o processo de produção das pesquisas dos alunos formandos, o “temido” trabalho de conclusão de curso, além de premiar os melhores artigos do semestre anterior. 

Carvalhido ressaltou que o TCC deve ser escolhido com base em um tema que seja do interesse do aluno, que deve aproveitar o trabalho como uma oportunidade de conectar-se com o futuro profissional: “O TCC tem essa função principal, fazer uma conexão dos estudos da universidade e preparar o aluno para o que ele quer ser como profissional”, disse. Ele também falou sobre as três possibilidades de trabalhos que podem ser adotados para concluir o curso: o clássico, que possui em média 40 laudas, um artigo científico ou um trabalho prático.

O evento também foi o palco de lançamento do e-book “Enfim, publicitário!”, organizado pela coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda, professora Ediana Avelar e pela professora Michele Cruz. Trata-se de uma coletânea dos melhores artigos oriundos dos trabalhos de conclusão de curso de 2019. Para quem se interessar, ele está disponível no site da Amazon pelo  valor simbólico de R$ 1,90 – quantia usada somente para cobrir os custos operacionais exigidos para publicação.

A professora Michele contou que o e-book foi uma grande realização do curso. A ideia é que seja um produto que traga reconhecimento aos alunos que se empenharam nas pesquisas e, além disso, uma inspiração para os que estão produzindo o TCC: “A gente vinha observando a qualidade de alguns trabalhos e resolvemos premiar os alunos. Então, todo semestre vamos produzir uma uma nova edição”, disse.

A publicitária Lidiana Oliveira, ex-aluna do curso, apresentou o trabalho que produziu no semestre passado, sob a orientação da professora Michele Cruz, explicando aos alunos como foi o processo de construção do seu TCC. O tema foi “O impacto da Marvel e sua influência na cultura geek”, que teve como objeto de pesquisa “Os vingadores”. 

 

Barbara Barth, 6º período

Curso de Psicologia da UVA discute “Luta antimanicomial”

A primeira palestra do “XVI Luta Antimanicomial: por uma sociedade sem manicômios”, evento online promovido pelo curso de Psicologia da Universidade Veiga de Almeida, aconteceu nesta sexta-feira (22). A live que contou com mais de 500 participantes na plataforma zoom e foi transmitida também pelo facebook, abordou o tema “O que a psicanálise ensina para a reforma psiquiátrica”, com mediação da coordenadora da graduação do curso de Psicologia no campus Tijuca, professora Danielle Lamarca. Participaram da discussão a coordenadora do doutorado em Psicanálise, Saúde e Sociedade da UVA, professora Gloria Sadala, e Maria Anita C. Ribeiro, Sonia Borges e Vera Pollo, professoras do mestrado e doutorado do mesmo curso.

 

Danielle Lamarca iniciou o debate reforçando a importância do tratamento humanizado, fazendo uma analogia com a situação vivida no momento. Para facilitar a compreensão do que significa a privação de liberdade em um manicômio, comparou o efeito que a quarentena produz na saúde mental de pessoas saudáveis com o impacto muito maior que esse tipo de situação causa na saúde mental de pessoas já fragilizadas. O manicômio pode produzir mais efeitos negativos do que positivos, concluiu a coordenadora.

 

A primeira palestrante, Glória Sadala, relembrou Freud ao citar a importância de um profissional capacitado a extrair do paciente informações significativas durante um tratamento, pois o subconsciente é responsável, e não apenas um objeto de estudo. Em relação ao papel da medicina, ainda de acordo com a literatura freudiana, a professora afirmou que o psiquiatra exerce um papel importante, mas não é capaz de escutar propriamente o paciente e mesmo nos casos que escuta, não resolve totalmente o problema. O médico  apenas busca um transtorno no qual o paciente se encaixe e com isso escolhe entre o medicar ou dizer que não há um problema com a pessoa em questão. Por esse motivo, a psicanálise e a psiquiatria são complementares, nunca excludentes.

 

Maria Anitta C. Ribeiro também citou Freud ao ressaltar o valor da área de atuação da psicanálise que foi descoberta por ele, a fantasia. A professora afirmou que nunca se deve tentar adequar o louco à realidade, pois esta é subjetiva. A realidade de um psiquiatra que tenta fazer isso é apenas mais compartilhável que a do paciente que tenta curar. “Quando se escuta uma coisa, ela passa a ser realidade”, apontando que a alucinação por si só já é uma tentativa de cura.

 

Sonia Borges falou sobre o romancista James Joyce e sua ruptura com a lógica, motivo pelo qual se tornou famoso e impressionou o psicanalista Lacan. Joyce teria encontrado na literatura uma forma de impedir o desenvolvimento da sua psicose. Para compreendê-lo analiticamente, precisamos pensar na época e no contexto social em que ele vivia.

 

Vera Pollo finalizou também ressaltando a importância da literatura para a humanização, mas retomou Freud. Ressaltou que o sujeito procura ajuda nem sempre com a intenção de ser curado, pois o sintoma, às vezes, é a representação do paciente em si. Para a professora, a busca por um médico pode servir ao paciente como uma validação da doença, que na procura pela cura pode acabar se tornando apenas um distribuidor de papéis e serve do capitalismo.

 

Letícia Freitas, 6° período.

  

Presente e futuro se encontram na Adm Talk, do curso de Administração

Professores da UVA discutem panorama histórico das tecnologias e seu impacto na sociedade

 

Na última quinta-feira (21), a Adm Talk trouxe os professores Cláudio Fico, Flávio Nogueira e Cleber Karls, coordenador do curso EAD de História, para a palestra “As Novas Tecnologias de Monitoramento Social e Modelagem Matemática”. O foco do debate foi a inovação tecnológica constante e a importância da segurança da informação.

Para demonstrar a semelhança entre nossa vida cotidiana e o mundo da ficção científica, a palestra começou com trechos de uma série e dois filmes futurísticos. Em Minority Report (2002), Tom Cruise recebe anúncios publicitários personalizados a partir da leitura de retina. Keanu Reeves, em Matrix (1999), hackeia uma tecnologia inteligente. Na série Westworld (2016 – presente), um robô em forma humana, interpretado pela atriz Evan Rachel Wood, fala sobre um sistema de modelagem que prevê quando um humano morrerá.

Tudo isso parece distante pela forma que é retratado, mas estamos próximos dessa realidade. Com dados de redes sociais, por meio de modelagem matemática, os algoritmos fazem previsões de consumo, sabendo exatamente o tipo de publicidade que interessa a cada pessoa. No Brasil, algumas cidades utilizaram drones para reforçar o isolamento social. As seguradoras fazem previsões de quando acontecerão acidentes para saber exatamente quanto cobrar. Esses exemplos da aplicação da tecnologia para monitoramento social foram discutidos no evento.

A modelagem matemática é uma representação da realidade que permite fazer estimativas. Este método tem sido muito utilizado durante a pandemia de Covid-19 para antecipar o número de doentes e a quantidade de recursos necessários. De acordo com o professor Cléber, essa tendência de monitoramento é mais benéfica para a parte da população que consegue interpretar os dados.

“Hoje, podemos aplicar a modelagem matemática para tudo”, afirma o professor Cláudio. Os avanços tecnológicos revelam novos horizontes e as transformações trazem oportunidades. É impossível prever qual o futuro da tecnologia, porque isso depende não só da ciência, mas de demandas da sociedade. Ele diz que a grande diferença entre o ser humano e a inteligência artificial é a velocidade de processamento, ponto em que as máquinas têm vantagem, mas fatores históricos e psicológicos ainda favorecem a humanidade.

A introdução de novas tecnologias muda as relações humanas, e nem sempre as inovações são bem aceitas. Cléber citou os ludistas durante a revolução industrial, trabalhadores que quebravam as máquinas por medo da substituição no trabalho, apontando as disputas homem versus máquina que acontecem até na atualidade. Para ele, a diferença do século XXI é que as mudanças acontecem rapidamente, e isso impacta o cotidiano, além de modificar as relações de trabalho. “Não conseguimos mais interpretar a sociedade de uma forma dicotômica”, comenta.

Flávio recomenda a obra de Yuval Harari, destacando o livro “Homo Deus: uma breve história do amanhã”, que traça um panorama do futuro a partir do passado da humanidade. Sobre a possibilidade de máquinas substituírem o homem, o professor admite que é possível em cenários em que não importa a consciência, mas sim a inteligência, como em determinadas funções na área financeira. Além disso, enfatiza a perda de liberdade a partir da aplicação extrema de modelos matemáticos, citando como exemplo a eleição de Trump, em 2016, e a manipulação dos votos.

Nas considerações finais, Flávio explicou que não adianta ter uma boa técnica, como dados e sistemas, se a parte da aplicação humana é falha. Cléber ressaltou a gravidade da exclusão digital, que é muito presente em países como o Brasil. Cláudio encerrou com um alerta: “cuidado com as redes sociais”, afirmando que os dados colocados na internet abrem porta para manipulação.

 

Julia Barroso, 6º período

Primeira live da Equipe de Pesquisa em Saúde da UVA fala sobre o suicídio em tempos de quarentena

Na última quinta-feira (21), a Equipe de Pesquisa em Saúde da UVA – Acolhimento e prevenção ao suicídio, depressão e ansiedade, estreou a nova página do Instagram, com a realização de uma live com o tema “Dor e ato: uma conversa sobre o suicídio em tempos de quarentena”. A professora, psicóloga clínica e organizacional e supervisora da equipe, Barbara Carissimi, conduziu o bate-papo com o aluno de psicologia do 7º período e supervisando, Felipe Lyrio. O objetivo da live foi abrir os olhos das pessoas para a importância da discussão do suicídio e a necessidade de construir uma sociedade sensível ao entendimento da dor.

“Estamos diante de duas pandemias: uma do coronavírus e uma do suicídio. Mas uma, todo mundo está falando e a outra, ninguém fala” foi a frase que Barbara usou para iniciar a conversa. Dados apresentados por Felipe mostram que mais da metade das mortes violentas do mundo são por suicídio, sendo a segunda causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos e até o presente momento, o Brasil ocupa a 8ª posição no ranking mundial. Portanto, entende-se a importância da luta para que o assunto deixe de ser um tabu e passe a ser discutido com mais frequência. Pois, de acordo com a psicóloga, falar é a melhor solução.

Essa precariedade psíquica geralmente é associada a fatores como depressão, uso de drogas e álcool, bullying, violência sexual, abuso ou violência doméstica. Durante a conversa, os palestrantes frisaram a necessidade do acolhimento da pessoa que esteja passando por algum desses problemas que a leve a pensar em suicídio, de modo que seja possível entender a dor da alma para reverter a situação. Para isso, é ideal que haja um espaço de fala e conforto. 

A próxima live da Equipe de Pesquisa em Saúde acontece na quinta-feira (28), às 16 horas, por meio do Instagram @pesquisasuicidio.spauva e contará com a presença de Ricardo Barreiro, advogado e gerente corporativo de prevenção de riscos e perdas. O tema será “Prevenção do suicídio: a abordagem humanizada da Rede Windsor de hotéis”. 

Clarissa Lomba Gonçalves, 6º período

Cobertura em tempo real é tema abordado pelo Media Lab Talk

 

O Media Lab Talk de quinta-feira (14), tratou sobre o tema “Cobertura Real Time em grandes eventos”, com a palestrante Ana Deccache por meio de live no YouTube, apresentando o tema e trazendo os bastidores da cobertura para os alunos que acompanharam a palestra.

Ana, que trabalha para o grupo Artplan, focou no case do Rock in Rio 2019, para explicar como funciona a cobertura em tempo real dos grandes eventos, e a utilização do Now (produto da Artplan que usa inteligência de dados) para realizar essa cobertura de forma completa, gerando engajamentos e conteúdos sobre a marca.

Tais conteúdos são estudados por toda a equipe com antecedência, e planejados para gerar o máximo de engajamento, sendo discutido internamente quais assuntos abordar durante o evento, além da quantidade de postagens para cada assunto, e até mesmo os tipos de postagens diferentes para cada rede social da marca. “No Rock in Rio 2019, a gente estimou que a gente fosse produzir em torno de 2100 posts… só pra vocês saberem, a gente fez mais de 2600”.

Após uma hora de palestra e explicar todo o passo a passo para se realizar uma cobertura de grandes eventos, a convidada encerrou a live depois de responder algumas perguntas dos alunos que estavam presentes, onde comentou um pouco sobre a saída da Lady Gaga da grade do Rock in Rio 2017,”Um dos momentos mais difíceis na minha história de Rock in Rio foi o cancelamento da Lady Gaga.” “Por sorte durou pouco, porque muito rapidamente o artístico conseguiu que o Maroon 5, que ia tocar no dia seguinte, tocasse na véspera”. E também deu dicas para os alunos que quisessem seguir por essa linha e trabalhar também com grandes eventos. “Estudar, correr atrás e se dedicar muito” 

 

Por Lucas Bacil, 7º período

Uso do HYSPLIT é tema da segunda palestra da Semana do Meio Ambiente da UVA

Evento terá três semanas de duração e está disponível online

 

A segunda palestra da Semana do Meio Ambiente (SEMA) da Universidade Veiga de Almeida, que acontece de 18 de maio a 6 de junho  foi com a doutora em físico-química com especialização em cinética química e transferência de energia, Graciela Arbilla, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Naturalizada brasileira, ela nasceu em Santa Cruz, uma província da Patagônia, na Argentina, e estudou na Universidade Nacional de Córdoba.

A palestra explicou o uso do HYSPLIT, um programa de computador que calcula trajetórias de parcelas aéreas e deposição ou dispersão de poluentes atmosféricos. Outros aplicativos foram apresentados para efeito de comparação. Além disso, os alunos puderam observar como é calculado e as visualizações disponíveis. Uma das referências usadas por Graciela foi a dispersão da fumaça do incêndio florestal na Amazônia, no ano passado, apontando como ficou o ar dos estados vizinhos e o que gerou o escurecimento do céu em São Paulo. 

Devido à pandemia, a SEMA está acontecendo online pelo Zoom e pela Sympla, o que permitiu expandir o evento pelas próximas três semanas. A organização teve alguns desafios. Foi preciso encontrar uma plataforma que desse conta da realização e do controle de acesso para emissão dos certificados. Temas caros à sociedade serão abordados pelas palestras, como saúde mental para enfrentar o momento atual e como lidar com o home office e a ansiedade. “Nesse contexto, também buscamos trazer como a temática ambiental é importante para o psicológico”, afirma a aluna Beatriz César, da Comissão Organizadora. 

A proporção do evento foi maior do que a imaginada pela equipe. Há participantes de todo o Brasil. “Nós tivemos a presença de pessoas do Norte, Nordeste, Minas Gerais e outros lugares do Sudeste também. Não imaginamos que teríamos essa visibilidade toda. Está sendo muito bom”. Isto fez com que a organização repensasse os sorteios de brindes que estavam programados. “Conseguimos fazer pelo instagram, mas, infelizmente, tivemos que limitar para quem vive no município do Rio de Janeiro, porque não queremos de forma alguma que as pessoas saiam do isolamento social. Então, firmamos uma parceria para termos um motoboy e fazermos as entregas”. 

A comissão pensou muito em organizar um evento que não fosse maçante para os alunos. O apoio da coordenação e do corpo docente do curso de Engenharia Ambiental foi fundamental. As palestras concluídas já estão disponíveis para os inscritos. 

 

Luiza Almeida, 6º período

Coronavírus: pesquisa aponta redução nas taxas de poluição durante pandemia

 Como é de conhecimento mundial, a vida das pessoas foi fortemente afetada pela pandemia que está ocorrendo no momento, e uma de suas consequências para a população foi o isolamento social. Durante esse período, um grupo de pesquisa coordenado pelo professor Cleyton Martins, do curso de engenharia ambiental, Planejamento e Gestão Ambiental e do Mestrado Profissional em Ciências do Meio Ambiente da Universidade Veiga de Almeida, estudou as consequências dessa estratégia governamental e seus impactos na qualidade do ar da cidade do Rio de Janeiro.

 A pesquisa observa que com a pandemia do Covid-19 e as medidas adotadas para o controle e contenção da doença, houve uma diminuição das emissões de poluentes atmosféricos, principalmente por conta do menor número de veículos circulando nas ruas, basicamente, veículos leves. A grande mídia noticiou reduções de poluentes atmosféricos e uma melhoria na qualidade do ar, tanto no Brasil, como em outros países.

 O estudo realizado por Cleyton e sua equipe, que apresenta dados de estações de monitoramento, foi publicado em uma revista científica internacional. Porém, o que pode ser observado também é que existe outro tipo de poluente atmosférico, o ozônio, que não teve um decréscimo, mas sim um aumento significativo no Rio, assim como em diversas cidades do mundo, mas ainda não se sabe o real motivo desse aumento. 

 Mesmo havendo uma melhora na qualidade do ar, causada pela diminuição de alguns poluentes atmosféricos, esse aumento não foi tão relativo pelo fato da quantidade de ozônio na atmosfera ter aumentado, por isso o grupo de pesquisa da UVA continua monitorando os impactos do isolamento no ar, para tentar entender o aumento do ozônio no mundo.

Por Bárbara Barth, 6 período. 

 

Na foto: Professor Cleyton Martins (UVA) e Professora Graciela Arbilla (UFRJ) / arquivo pessoal