Pela luta e conscientização das necessidades dos deficientes físicos

O dia nacional do deficiente físico (11/10) tem como finalidade promover uma maior conscientização para as necessidades da pessoa com deficiência física. A data foi instituída pela Lei N° 2.795, com o objetivo de garantir os direitos básicos e assegurar maior qualidade de vida para as pessoas que apresentam limitações no funcionamento físico-motor.

 

Segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 45,6 milhões de brasileiros declararam ter algum tipo de deficiência. Dentre eles, mais de 734 mil possuem deficiência motora, que impede a ação total dos movimentos, além de mais de 3 milhões que detém grande dificuldade, e mais de 8 milhões com algum impedimento físico. 

 

Pedro Neves faz parte desses números. Ele, que é atleta paraolímpico de atletismo e tem 41 anos, tem paralisia cerebral causada pela falta de oxigenação no cérebro. Pedro conversou com os alunos durante evento realizado no campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida (UVA). Apesar de possuir certa dificuldade quando é preciso fazer alguma atividade que exija esforço muscular, o atleta já ganhou mais de 130 medalhas paraolímpicas e quebrou alguns recordes durante os 14 anos de carreira. “Basta você querer, independente dos obstáculos. Seguir em frente sempre, desistir jamais”, disse. 

 

Graças à persistência e ao amor ao esporte, Pedro conseguiu bolsa de 100% para cursar Administração em uma faculdade particular. E começou, ainda nos últimos períodos de Administração, o curso de Educação Física. Apesar de tanta força para continuar lutando, ele aponta alguns contratempos “É muito complicado estudar, trabalhar e praticar esporte no Brasil. Ainda mais com a dificuldade que é conseguir patrocínio. E só piora para quem é atleta paraolímpico”, explicou.

 

Já a estudante Jenyffer Cristian, do 1° período de Gestão de Tecnologia da Informação, salienta outros obstáculos para quem possui deficiência motora como a dela. Ela contou que optou pelo curso a distância para evitar possíveis preconceitos. “Além disso, eu não consigo escrever com uma caneta ou lápis, só consigo digitar. E na modalidade presencial não é sempre que tem estrutura para ter um computador para mim toda vez que eu for assistir às aulas”, explicou. Ela ainda destacou a importância do dia do deficiente. ”Me faz lembrar do quanto é preciso mudar e melhorar. Por exemplo: hoje, a maioria dos alunos que vieram para o evento só apareceram para assinar a lista de AC (atividades complementares), se não fosse isso, aqui estaria vazio. Então, ainda precisa haver empatia”, sentenciou.

 

Por fim, é preciso ter em mente que a data é um único dia, mas que a busca pela igualdade e pela melhoria na qualidade de vida tem que ser exercitada sempre. 

 

Serviço

A UVA possui um Núcleo de Acessibilidade dentro do Núcleo de Diversidade Humana. Para os alunos que sentirem que precisam de ajuda, a professora Tatiana Lima está à disposição. O contato pode ser feito pelo e-mail [email protected] .

 

Por Fabyane Melo, 6° período

 

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