Twitter como novo veículo de comunicação para os jornalistas

A rede social Twitter tem se tornado uma porta de entrada para a comunicação entre os jornalistas e seus leitores e alguns profissionais, em sua maioria de editorias como a de esporte e entretenimento, conseguiram enxergá-lo como espaço fértil para conquistar e cativar o seu público para, então, passar a informação necessária. O assunto foi debatido durante a oficina Cobertura em tempo real no Twitter, que aconteceu no campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida (UVA), no decorrer do 1° Seminário Desafios do Jornalismo. 

 

A jornalista Cristina Dissat, responsável pela oficina, iniciou a carreira na área da moda e, atualmente, além de atuar há 30 anos no segmento de saúde, resolveu se aventurar, há dez, nas mídias sociais, onde criou o perfil Fim de Jogo, no Twitter. Nele, ela cobre os jogos que ocorrem no Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã) para mais de 33 mil seguidores. Graças ao alcance do perfil, ela conseguiu visibilidade e credibilidade para fazer o jornalismo que sempre quis. “O Twitter me deu uma voz que eu não tinha e mostra que o jornalismo não acabou, só mudou. E é preciso acompanhar essas transições. Hoje, jornalismo não existe só nas grandes mídias”, disse. 

 

Cristina disse que é preciso estar aberto e atento para enxergar nas redes sociais um espaço que não limita e sim que estimula a criatividade e, ao longo da oficina, exemplificou na prática como é produzir um conteúdo para o Twitter. Ela pediu para os alunos entrarem ao vivo, usando a principal ferramenta da rede, as hashtags, e a escolhida para o momento foi #jornalismouva. A jornalista também ensinou truques, como publicar vídeos curtos e fotos com uma identidade específica para o público reconhecer mais facilmente o perfil, e ressaltou a necessidade de cobrir nas redes o que as mídias tradicionais não noticiam.

 

A aluna Ingrid Marins, do 6º período, contou que usa o Twitter para ler notícias já que, de acordo com ela, é mais prático e acessível. Ela diz que o jornalismo está se reinventando e que, agora, é possível utilizar de novos meios, como as mídias sociais, para exercer o fazer jornalístico. “A redes sociais podem mostrar a cobertura em tempo real e o que a TV, geralmente, não exibe, como a torcida em uma partida de futebol, que é o que não está sempre visível na câmera. No Twitter, podemos fazer de tudo”, disse. 

Por Fabyane Melo, 6° período   

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