PSICOLOGIA

A XXII Semana da Psicologia apostou em interatividade para destacar temas contemporâneos

Entre os dias 27 e 30 de agosto aconteceu a XXII Semana da Psicologia UVA, que trouxe diversos temas associado à psicanalise, saúde e sociedade. Organizado pela Coordenadora do curso de Psicologia da UVA Cristina Simões, em conjunto com alunos e professores do curso, o propósito foi destacar a importância da interatividade durante os encontros, no qual todos os ouvintes participaram de testes e brincadeiras relacionado com assunto discutido.

No penúltimo dia do evento, o tema apresentado foi “Felicidade Positiva, bem-estar e qualidade de vida” e a abordagem utilizada foi a realização de um teste para medir como os participantes estavam se sentindo naquele momento.  A proposta foi para disseminar a ideia entre a psicologia e a doença. As pessoas foram surpreendidas com um teste de nível de felicidade, onde teriam que classificar através de uma régua o seu nível de felicidade momentânea e as circunstâncias que poderiam fazer com que esses níveis aumentassem.

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Após constatar que grande parte das pessoas que participaram do teste associavam a felicidade com a conquista de um bom emprego, um aumento de salário, perda de peso ou bens materiais, foi a vez dos palestrantes Paulo Ribeiro, Emily Gonçalves, Rosane Velloso e Beatriz de Paula Machado abrirem uma roda de conversa para troca de experiências, antes de darem início a explicação do que realmente é a felicidade: um sentimento que se molda por cada um indivíduo ter sua própria concepção de acordo com vivência diária.

Formada em Psicologia pela UVA em 2008, Emily Gonçalves, explica como trabalha com a psicologia positiva no seu dia a dia. Atualmente como Psicóloga do Fluminense Football Club, ela destaca suas experiências com a equipe de futebol durante campeonatos e a eficácia da psicologia positiva no esporte. “A psicologia positiva não é apenas o pensamento positivo, mas uma mudança no comportamento. Está vinculada a atividades de expressar a gratidão, cultivar o otimismo, gestos de cortesia e as coisas boas da vida, o aprimoramento da religião e da criatividade. O ser humano em geral possui uma tendência pessimista e a psicologia positiva não o impede de passar por momentos negativos, mas lhe ensina a aplicar o “apesar de” e olhar para o lado bom das coisas. ”

Vale ressaltar que apesar da psicologia ter passado muitos anos focando somente na doença e tratamentos dos altos índices de depressão, hoje está se reinventando e seu principal objetivo é a prevenção, além de mostrar aos seres humanos a capacidade de olhar para as nossas qualidades e aprimorá-las a ponto de nos proporcionar uma vida melhor em todos os aspectos.

Laboratório de Comunicação Interna, Ashelley Brenda, 7° período do curso de Jornalismo, Universidade Veiga de Almeida – campus Tijuca.

Apoio: Agatha França, 6º período, Geovana Cavadas, 6º período,  e Luisa Nascimento, 8º período, curso de Publicidade, Universidade Veiga de Almeida – campus Tijuca.

Talk Show “Nem uma a menos” traz reflexão sobre a violência contra mulheres para a UVA Tijuca

No dia 29 de agosto, aconteceu no Salão Preto, da UVA – Campus Tijuca, o evento Talk Show Nem uma a menos, uma roda de conversa para debater a violência contra mulher, organizado por alunos do curso de Psicologia. A abertura do evento foi ao som de “Pagu”, canção de Rita Lee, na voz de Thuane Rodrigues, e nos instrumentos Carlos Willian e Estevão Trindade.

A conversa foi mediada por Eloá Custódio, estudante do curso de Jornalismo da UVA, e contou com a presença de Danielle Faria, Geógrafa e Pesquisadora do Grupo de Estudos Espaço e População em estudos de gênero e violência contra a mulher, Adriana dos Santos, Assistente Social, atuando no atendimento às mulheres vítimas de violência do Centro de Referência para Mulheres Suely de Almeida, Uissis Rodrigues, estudante de Serviço Social pela UFRJ, atuando no da mesma forma no Centro de Referência para Mulheres Suely de Almeida, Jussara Francisca de Assis, Assistente Social, Especialista em Serviço Social e Saude pela UERJ, e Marisa Antunes, Psicóloga no I Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher TJ-RJ.

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A discussão foi dividida em quatro quadros: Cultura e raízes da violência, onde foi citado o caso da advogada Tatiana Spintzer, espancada pelo marido pelos corredores do prédio, sem receber nenhuma ajuda; Tipos de violência, que são física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial; Direitos, responsabilidades e serviços, no sentindo de onde encontrar apoio, antes ou depois de sofrer uma violência; e por fim, Feminicídio: Maior expressão da violência contra mulher.

Dentro desses temas, as seis mulheres da roda e plateia falaram de casos particulares, papeis de gênero na sociedade, sobre Maria da Penha, mulher que deu nome à lei nacional, machismo, racismo, amparo e proteção as vítimas, violência obstétrica, muito comum, mas ainda comentada, e despreparo da polícia ao receber ao chamado de ajuda.

Isabella do Nascimento, aluna de Psicologia e organizadora do Talk Show, contou que a ideia do evento surgiu porquê acredita que a formação vai além da sala de aula e é necessário debater esses assuntos de uma forma mais leve. “Essa roda de conversa teve o propósito de trazer diferentes profissões para discutir uma questão que deve ser abraçada por todos”.

Por ser um evento num lugar de grande circulação dentro da universidade, muitas pessoas ouviam, se interessavam e paravam para acompanhar. É o casa de Maria Emília que estava passando pelo local, quando a chamou atenção. “Eu adorei como o assunto abordado, acho que todas as faculdades precisam ter esses debates tão importantes, que tratam sobre agressão a mulher e o feminicídio”.

Além da roda, também havia um painel no salão, que pedia as mulheres para compartilharem histórias de violência vividas ou presenciadas por elas. Diante disso tudo, as pessoas deixaram o local com a ideia de refletir e ajudar, sendo procurando saber mais sobre o assunto, intervir em um caso de violência, ou apenas com uma palavra reconfortante.

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Laboratório de Comunicação Interna, Camilla Lemos, estagiária de Jornalismo, Rute Rocha Lobo, 7º período de Jornalismo, Universidade Veiga de Almeida – Campus Tijuca.