TECNOLOGIA

Trabalho sobre os diferenciais

 

Empregadores têm cada vez mais exigências na hora de contratar novos funcionários. Confira as dicas para quem ainda está na graduação

Com o mercado de trabalho cada vez mais dinâmico e concorrido, a exigência por diferenciais é constante. Entretanto, para quem ainda está na graduação, um grande desafio é saber como construir um currículo que se destaque nos processos seletivos. Nesta matéria, ouvimos especialistas para trazer a visão do mercado sobre o que priorizar ao longo da graduação e alunos, que dividem suas experiências.

Além de trabalhos anteriores e da formação acadêmica, os recrutadores têm levado em conta cursos de idiomas, informática, projetos de iniciação científica e até mesmo a participação em empresas júnior e trabalho voluntário. Para Priscila Viana, analista de Recursos Humanos da UVA, é essencial deixar o currículo claro de acordo com a área de atuação. “Em vagas mais técnicas, como da área de Tecnologia da Informação, é importante colocar quais cursos já fez e quais programas domina”, diz.

Apesar do idioma oficial do Brasil ser o português, saber falar outras línguas é fundamental em muitas carreiras. O inglês, que antes era visto como um diferencial, hoje já é considerado uma necessidade, o que torna o domínio do espanhol e do francês mais valorizado. Cursos de análise de dados, programas de edição de imagens e vídeos também são importantes, especialmente na área de comunicação.

“Vale também ir em busca de palestras e seminários, muitas vezes gratuitos, não só para absorver conhecimento, mas também para trocar informações, fazer networking e mostrar aos recrutadores o quanto você é interessado na sua futura profissão”, ressalta Clara Nunes, publicitária, que há oito anos presta consultoria sobre carreiras.

Outro fator importante são os cursos de extensão e especialização, que variam de acordo com as profissões. Um dos mais requisitados atualmente são os de informática, pois muitas vagas exigem domínio de programas específicos e utilizam o computador como ferramenta de trabalho.

Atualmente à procura de um estágio, a estudante do 5° período de Jornalismo Fabyane Melo conta que ainda não fez cursos, mas que pretende enriquecer o currículo. “Quero começar alguns gratuitos nas férias”, diz. “Comecei a procurar emprego esse ano, mas parece que já faz muito tempo, pois é muito desgastante”, completa.

Além dos cursos, projetos de iniciação científica têm sido cada vez mais procurados por estudantes, por se tratarem de uma experiência acadêmica, além de envolverem um grande trabalho de pesquisa e escrita. “Atualmente, estou matriculado em um curso de especialização em jornalismo esportivo, além do PIC UVA (Projeto de Iniciação científica da UVA), que eu faço para agregar ao currículo e ter experiência de mercado e pesquisa quando eu me formar”, diz o aluno Ivaldo Lobato, do 5° período de Jornalismo, estagiário do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

Os casos de Fabyane e Ivaldo mostram que a busca por experiências ainda na graduação têm crescido cada vez mais entre os estudantes, que se especializam para que consigam oportunidades melhores de estágio e emprego no futuro. Pensando nisso, nós, alunos em prática profissional na Agência de Comunicação Institucional (AGECOM), promoveremos um workshop de formação complementar sobre carreira e como o LinkedIn pode auxiliar a partir da graduação. Convidamos a publicitária Clara Nunes, que atua como consultora de carreiras, para ser a facilitadora. O evento acontecerá na quinta-feira, 9 de maio, no auditório do Campus Tijuca, das 13h às 15h, e valerá 4 horas de atividade complementar. Para participar é necessário se inscrever.

 

João Henrique de Oliveira, 5° período

 

Laboratório de robótica da UVA conta com equipes interdisciplinares

O UVABOTS é um projeto que surgiu em maio de 2015, com o intuito de despertar o interesse dos alunos a criar e colocar em prática todo o conteúdo teórico visto em sala de aula. O laboratório é mediado pelo professor Thiago Gabriel Ramos e conta com o apoio dos coordenadores dos cursos de Engenharia Elétrica, Mecânica e Ciências da Computação.

A proposta é trabalhar com a interdisciplinaridade, para que cada curso atue de forma dinâmica e interativa. “A robótica é interessante porque você aprende a ser dinâmico, e em meio a era tecnológica em que vivemos a pessoa consegue enxergar a solução e resolver qualquer problema”, explica o professor Thiago Gabriel Ramos.

No início da implantação do projeto, os idealizadores tiveram receio de não ter procura pela parte dos alunos. Entretanto, não foi o que aconteceu. Na primeira semana apenas quatro alunos se inscreveram, mas após a divulgação nas salas de aula e também nas palestras dentro do campus Tijuca, o número aumentou e hoje conta com cerca de 60 alunos.

Atualmente, o UVABOTS se prepara para participar da 14° Edição do Winter Challenge, competição de robôs promovida pelo Instituto Mauá de Tecnologia, que vai acontecer entre os dias 5 e 8 de Julho em São Caetano do Sul, São Paulo. O aluno Gabriel de Araújo, 3° Período de Engenharia Elétrica, se mostra entusiasmado com a disputa e espera que a equipe consiga uma boa colocação. “Esse ano, vamos entrar na categoria Hobbyweight, com robôs de até 5kg. A ideia é fazer uma batalha com equipes diversas. A avaliação será feita em cima do desempenho e do tempo em que o robô vai se manter ativo”.

É importante ressaltar que o mercado de trabalho está cada vez mais buscando profissionais multitarefas. “ É preciso fazer além do que é pedido. Não é uma questão de ser puxa-saco, mas sim, mostrar o seu diferencial. E a robótica ajuda nesse quesito”, conclui o professor Thiago.  Além disso, a ideia de ensinar robótica tem amadurecido nas escolas. Algumas instituições de educação infantil já estão investindo nessa proposta, tanto pela interatividade quanto pelo desenvolvimento criativo das crianças.

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Laboratório de Comunicação Interna, Ashelley Nascimento e Camila Porto, 6° e 7° período de Jornalismo, Universidade Veiga de Almeida, campus Tijuca.